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TEXTO 5
01 Diga como andas que te direi quem és
02 Saia, calça, maiô, bermuda, salto, sapato, homem, cintura, silhueta, cabelo, eu, tu, eles, 03 elas, elxs. Se a moda é moda, ela vai abarcar
todos os substantivos e pronomes acima e mais um pouco. Óbvio? Nem para todo mundo. [...]
04 Segundo o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, moda é: “O uso passageiro que rege, de acordo com o gosto do momento, a
05 maneira de viver, de vestir, etc; o modo de vestir; modo, costume, vontade.” Se seguirmos essa definição, provavelmente
06 conseguiríamos apontar algumas tendências do universo fashion que nos regem por agora. Uns diriam algumas cores da estação, outros
07 citariam os cortes e costuras do momento, e nós, com certeza, comentaríamos sobre gênero. Sim, para quem ainda não entendeu,
08 estamos falando sobre a moda agender, genderless ou gender-bender.
09 Apesar de um grande panorama histórico que levou a moda agender a existir, seu auge aconteceu em 2015, quando Alessandro Michele
10 assumiu a linha criativa da Gucci e apresentou na temporada de inverno da Europa uma coleção misturando modelagens e silhuetas até o
11 público não conseguir identificar o gênero de cada um dos modelos que entrasse na passarela. A partir daí, o universo da moda abriu
12 espaço total para que essa desconstrução de padrão tomasse os holofotes das passarelas e da mídia. [...]
13 A partir do fim do século 19, tornou-se quase impossível dissociar a revolução de costumes da moda. Hoje, quando os questionamentos
14 acerca dos padrões da sociedade patriarcal estão cada vez mais pungentes, a moda agender é um dos maiores gritos que a sociedade
15 produz em relação à liberdade de ser o que se é. “Vivemos em uma época em que aceitar as diferenças – ou lutar pela igualdade – é
16 impositivo. A moda reflete isso. [...] São convenções da cultura ocidental que estão sendo questionadas”, comenta Lilian Pacce.
17 Por ser algo que podemos considerar recente, tanto a luta pela liberdade de gênero como a moda agender ainda têm um longo caminho a
18 ser trilhado até de que, de fato, alguns padrões sejam quebrados. No entanto, já se questiona qual é o papel dessa moda em nossa
19 sociedade atual. “A moda agender, por ser muito recente, ainda não respondeu 'de qual lado está'. [...] trata-se de perguntar: quais
20 gêneros, eles também construídos cultural e socialmente, estão sendo revisitados na composição de determinado vestuário?”, questiona
21 Brunno Almeida.
22 Sendo ainda uma ponta do iceberg a respeito da liberdade, a moda vem ganhando força como uma das principais armas contra o
23 preconceito e a intolerância.
24 (Renata Vomero, In: Revista da Cultura, abril/2017, p. 37-41. Grifos da autora)
Ainda sobre o TEXTO 5, pode-se afirmar que
TEXTO 03
Na pobreza e na riqueza
No trecho que segue, apela-se para um valor como forma de argumentar: “Ele é pobre e sofreu muito na vida; se ele diz que a situação econômica do país é boa, temos de levar em conta seu ponto de vista”.
Nesse caso, temos o que se chama argumentum ad lazarum (argumento em que se apela para a pobreza). O ponto de vista de alguém deve ser considerado, porque ele é pobre. É o argumento em que a veracidade da tese que se defende está fundada na pobreza de quem anuncia. Isso significa que o valor em que se baseia esse argumento é de que os pobres são mais sábios, mais sensatos e mais virtuosos do que os ricos.
O nome desse raciocínio vem da parábola do pobre Lázaro (Lucas 16: 19-31) que narra a história do mendigo, de nome Lázaro, que coberto de chagas, ficava à porta de um homem rico, querendo matar a fome com as migalhas que caíam de sua mesa. Ambos morreram e o pobre foi levado “ao seio de Abraão”, enquanto o rico padecia muitos tormentos na montanha dos mortos. Este pede a Abraão que permita que Lázaro molhe a ponta de um dedo para refrescar-lhe a língua [...].
FIORIN, José Luiz. Revista Língua Portuguesa. São Paulo: Ed. Segmento. Abril. / 2015, p. 20.
No enunciado argumentativo: “Ele é pobre e sofreu muito na vida”, é um exemplo de:
( ) discurso direto sem verbo de dizer presente
( ) discurso direto, pois o autor cita o ponto de vista de alguém com verbo de dizer presente.
( ) discurso indireto, tendo em vista que vem separado por partícula.
Analise as proposições, coloque V para Verdadeiras e F para Falsas e marque a sequência CORRETA:
Considerando a realidade mundial do século XXI, analise as proposições a seguir:
I- Os avanços tecnológicos têm possibilitado que as informações circulem em tempo real, permitem que as aplicações financeiras obtenham, em razão das diferenças de fusos horários, rendimentos expressivos em vários países em um único dia, enquanto em outras partes do planeta milhões de pessoas morrem de fome diariamente.
II- As pessoas se alimentam, se vestem, moram, se comunicam, se divertem, por meio de bens e serviços mundiais, utilizando mercadorias produzidas pelo capitalismo mundial, globalizado.
III- Os progressos científicos não têm evitado que o homem continue destruindo a natureza, às vezes de maneira irreversível, ou praticando atrocidades, seja em guerras, seja em atos terroristas.
Está (ão) CORRETA (S):
Segundo a Lei Complementar nº 101/2000, que estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, assinale a alternativa CORRETA sobre despesas com pessoal:
TEXTO 01
As palavras difíceis
As palavras difíceis e as palavras fáceis são dois grandes testes para quem escreve. Podemos chamá-las também de palavras complicadas e palavras simples, ou então, de palavras raras e palavras comuns. Tudo isso significa a mesma coisa. Acho que hoje em dia, a grande maioria dos manuais ou das oficinas literárias aconselha as pessoas a usarem palavras simples. Houve um tempo em que não era assim. Palavrório rebuscado (ou mais simplesmente: vocabulário difícil) era um sinal de talento, de erudição, de poder social. Principalmente, no Brasil do século XIX, um Brasil agrário com milhões de analfabetos, pouquíssimas universidades, e uma elite que sempre utilizou a cultura livresca e o diploma como filtros obrigatórios para a ascensão social. O povo podia ter a cultura que tivesse, mas só era considerado culto quem fosse capaz de usar provérbios em latim, de citar Sófocles ou Platão, de recitar em francês ou utilizar com propriedade termos obscuros. Diz-se de muita literatura dessa época que costumavam folhear o dicionário de caderno em punho, anotando palavras difíceis e depois procurando um pretexto para enfiá-las nos seus artigos ou contos [...].
TAVARES, Bráulio. Revista Língua Portuguesa. São Paulo: Ed. Segmento. Fev. / 2011, p. 18.
No texto, há predominância da função de linguagem denominada de
TEXTO 02
Violência disfarçada
Mas, o que é bullying? É o ato covarde de molestar, ameaçar e humilhar colegas, como a colocação de apelidos, na escola ou em qualquer outro lugar onde há relações interpessoais.
Nesse sentido, entendemos que, para caracterizar o bullying, essas atitudes têm de ser intencionais e repetitivas, com o objetivo de deixar a vítima emocionalmente abalada, “para baixo”. Como é um fenômeno que ocorre em quase todos os lugares onde há convívio entre as pessoas, suas consequências afetam a todos. A vítima é a mais prejudicada, pois pode sentir os efeitos do seu sofrimento, quase nunca compartilhado, desenvolvendo algumas atitudes como isolamento social, insegurança, e mostrando-se indefesa diante dos ataques.
Quanto ao agressor, impõe-se por “sua superioridade”, podendo chegar a atos de violência física contra suas vítimas. Age sozinho ou em grupo e, geralmente, sente necessidade de ser aceito e visto pelos colegas de classe. Há um terceiro elemento envolvido nesse tipo de relação, que é o expectador, alunos que testemunham tudo, mas não saem em defesa da vítima por medo de serem o próximo alvo no ataque. Algumas dessas pessoas podem vir a apoiar o agressor.
As consequências do bullying na escola são imprevisíveis e podem ter até um desfecho com morte [...].
CLEMENTE, Antonio. Revista Construindo Notícias. Recife: MultiMarcas, maio/junho, 2008, p. 19
Pode-se afirmar que nos enunciados: “Algumas dessas pessoas podem vir” e “pode sentir os efeitos”, as construções verbais negritadas
Se um pintor precisa de 15 dias para pintar uma sala, então a quantidade de dias que três pintores, nas mesmas condições, gastariam para pintar a mesma sala, é
Considere as proposições a seguir:
I- A globalização das comunicações tem sua face mais visível na internet, a rede mundial de computadores.
II- A globalização é um processo exclusivamente econômico que estabelece integração entre os países ricos desde o final do século XX.
III- Países como Coreia do Sul e Cingapura não permitiram a penetração da globalização e se isolaram do mundo ocidental.
Está (ão) CORRETA(S) apenas a(s) proposição(ões)
TEXTO 02
Violência disfarçada
Mas, o que é bullying? É o ato covarde de molestar, ameaçar e humilhar colegas, como a colocação de apelidos, na escola ou em qualquer outro lugar onde há relações interpessoais.
Nesse sentido, entendemos que, para caracterizar o bullying, essas atitudes têm de ser intencionais e repetitivas, com o objetivo de deixar a vítima emocionalmente abalada, “para baixo”. Como é um fenômeno que ocorre em quase todos os lugares onde há convívio entre as pessoas, suas consequências afetam a todos. A vítima é a mais prejudicada, pois pode sentir os efeitos do seu sofrimento, quase nunca compartilhado, desenvolvendo algumas atitudes como isolamento social, insegurança, e mostrando-se indefesa diante dos ataques.
Quanto ao agressor, impõe-se por “sua superioridade”, podendo chegar a atos de violência física contra suas vítimas. Age sozinho ou em grupo e, geralmente, sente necessidade de ser aceito e visto pelos colegas de classe. Há um terceiro elemento envolvido nesse tipo de relação, que é o expectador, alunos que testemunham tudo, mas não saem em defesa da vítima por medo de serem o próximo alvo no ataque. Algumas dessas pessoas podem vir a apoiar o agressor.
As consequências do bullying na escola são imprevisíveis e podem ter até um desfecho com morte [...].
CLEMENTE, Antonio. Revista Construindo Notícias. Recife: MultiMarcas, maio/junho, 2008, p. 19
Do enunciado “Há um terceiro elemento envolvido nesse tipo de relação, que é o expectador, alunos que testemunham tudo, mas não saem em defesa da vítima” pode-se afirmar:
I - O termo “Há” pode ser substituído por “Existe”, sem alterar o sentido da oração.
II - “Um terceiro elemento” exerce a função sintática de sujeito.
III - “Alunos que testemunham tudo” exerce a função sintática de objeto indireto.
Está(ão) CORRETA(s), apenas: