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As mulheres de 30
A nossa mulher de 30, a brasileira tropicana, podemos encontrar na frente das escolas pegando os filhos ou num balcão de bar bebendo um chope sozinha. Sim, a mulher de 30 bebe. Ela é morena. E o que mais encanta nas de 30 é que parece que nunca vão perder aquele jeitinho que trouxeram dos 20.
Elas talvez não saibam, mas são as mais bonitas das mulheres.
A mulher de 30 ainda não fez plástica. Não precisa. Está com tudo em cima. Mas o que mais me encanta nas mulheres de 30 é a independência. Moram sozinhas e suas casas têm ainda um frescor das de 20 e a maturidade das de 40. Adoram flores e um cachorrinho pequeno.
São fortes as mulheres de 30. E não têm pressa para nada. Sabem aonde vão chegar. E sempre chegam.
Ponto. Para elas.
(Mário Prata. As mulheres de 30. Crônicas de Mário Prata. Adaptado)
Escola inclusiva
É alvissareira a constatação de que 86% dos brasileiros concordam que há melhora nas escolas quando se incluem alunos com deficiência.
Uma década atrás, quando o país aderiu à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e assumiu o dever de uma educação inclusiva, era comum ouvir previsões negativas para tal perspectiva generosa. Apesar das dificuldades óbvias, ela se tornou lei em 2015 e criou raízes no tecido social.
A rede pública carece de profissionais satisfatoriamente qualificados até para o mais básico, como o ensino de ciências; o que dizer então de alunos com gama tão variada de dificuldades.
Os empecilhos vão desde o acesso físico à escola, como o enfrentado por cadeirantes, a problemas de aprendizado criados por limitações sensoriais – surdez, por exemplo – e intelectuais.
Bastaram alguns anos de convívio em sala, entretanto, para minorar preconceitos. A maioria dos entrevistados (59%), hoje, discorda de que crianças com deficiência devam aprender só na companhia de colegas na mesma condição.
Tal receptividade decerto não elimina o imperativo de contar com pessoal capacitado, em cada estabelecimento, para lidar com necessidades específicas de cada aluno. O censo escolar indica 1,2 milhão de alunos assim categorizados. Embora tenha triplicado o número de professores com alguma formação em educação especial inclusiva, contam-se não muito mais que 100 mil deles no país. Não se concebe que possa haver um especialista em cada sala de aula.
As experiências mais bem-sucedidas criaram na escola uma estrutura para o atendimento inclusivo, as salas de recursos. Aí, ao menos um profissional preparado se encarrega de receber o aluno e sua família para definir atividades e de auxiliar os docentes do período regular nas técnicas pedagógicas.
Não faltam casos exemplares na rede oficial de ensino. Compete ao Estado disseminar essas iniciativas exitosas por seus estabelecimentos. Assim se combate a tendência ainda existente a segregar em salas especiais os estudantes com deficiência – que não se confunde com incapacidade, como felizmente já vamos aprendendo.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 16.10.2019. Adaptado)
Na última reunião de planejamento pedagógico, Izaura levou uma proposta envolvendo o tema sexualidade. Depois de muitas trocas e compartilhamento de saberes, todos concordaram que a temática era importante. Assim, todos os docentes incluíram o assunto no plano de trabalho e puderam dar sua colaboração. A esse respeito, considere:
I. O conhecimento constitui-se de uma teia complexa de partes interdependentes.
II. Uma temática transversal pode caminhar por entre todos os campos do saber.
III. Transversalidade e interdisciplinaridade podem coexistir sem prejuízos à aprendizagem.
IV. O fato dos docentes incluírem a temática da sexualidade em seus planos de trabalho pode prejudicar a ministração dos assuntos curriculares.
V. Sexualidade não é um tema transversal, mas sim conteúdo comum obrigatório.
É correto o que se afirma apenas em