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“Toda e qualquer formação de professores envolve um processo de comunicação e esse, por sua vez, um processo de disseminação de informações. Nesse sentido, é fundamental ter em mente que, hoje em dia, informação não é mais a mesma coisa que era há pouco tempo.”
(TIC Educação, 2013, p. 57.)
As informações atualmente estão disponíveis a um clique do celular. No contexto atual, observa-se o desafio de integrar as TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) ao currículo, para trazer de fato a cultura digital à escola e demais espaços de aprendizagem. Qual informação, dentre as listadas a seguir, melhor explica a expressão “integrar as TICs ao currículo”?
Leia o texto a seguir.
Organizações e lutas dos trabalhadores
Tempo de greve
Já era tempo de os trabalhadores terem as coisas a seu modo...
E por um dia de trabalho receberem um dia de salário
Este é o momento para fazer greves, pelo menos assim parece
O monopólio recebeu golpes, mas este deve ser fatal
Os trabalhadores aos milhares se queixam, seu fardo é pesado
Que a ordem marque sua conduta, que encontrem o sucesso ao final.
(ARNO, Aloísio Goettems. JOIA, Antônio Luís. Geografia – Leituras e Interação. São Paulo. 2ª edição 2016 p. 14.)
Com base na letra da música e nos conhecimentos sobre organização e lutas dos trabalhadores, analise as afirmativas a seguir.
I. A letra da canção conclama os trabalhadores a uma marcha grevista, sob a reinvindicação de “um dia de trabalho igual a um dia de salário”, base de muitos movimentos.
II. Os empresários industriais nunca conseguiram a aprovação de leis que proibiam a organização de greves e sindicatos.
III. Os movimentos dos trabalhadores denunciavam as injustiças que aconteciam no sistema fabril, muitos eram presos e perseguidos por isso.
IV. Eram incomuns as greves de trabalhadores empregados nos setores que enfrentavam crises.
Estão corretas as afirmativas
O verbo for
Vestibular de verdade era no meu tempo. Já estou chegando, ou já cheguei, à altura da vida em que tudo de bom era no meu tempo; meu e dos outros coroas (…)
O vestibular de Direito a que me submeti, na velha Faculdade de Direito da Bahia, tinha só quatro matérias: português, latim, francês ou inglês, e sociologia, sendo que esta não constava dos currículos do curso secundário e a gente tinha que se virar por fora. Nada de cruzinhas, múltipla escolha ou matérias que não interessassem diretamente à carreira. Tudo escrito ruibarbosianamente quando possível, com citações decoradas, preferivelmente (…)
Quis o irônico destino, uns anos mais tarde, que eu fosse professor da Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia e me designassem para a banca de português, com prova oral e tudo. Eu tinha fama de professor carrasco, que até hoje considero injustíssima, e ficava muito incomodado com aqueles rapazes e moças pálidos e trêmulos diante de mim. Uma certa vez, chegou um sem o menor sinal de nervosismo, muito elegante, paletó, gravata e abotoaduras vistosas. A prova oral era bestíssima. Mandava o candidato ler umas dez linhas em voz alta (sim, porque alguns não sabiam ler) e depois se perguntava o que queria dizer uma palavra trivial ou outra, qual era o plural de outra e assim por diante.
Esse mal sabia ler, mas não perdia a pose. Não acertou a responder nada. Então, eu, carrasco fictício, peguei no texto uma frase em que a palavra “for” tanto podia ser do verbo “ser” quanto do verbo “ir”. Pronto, pensei. Se ele distinguir qual é o verbo, considero-o um gênio, dou quatro, ele passa e seja o que Deus quiser.
– Esse “for” aí, que verbo é esse?
Ele considerou a frase longamente, como se eu estivesse pedindo que resolvesse a quadratura do círculo, depois ajeitou as abotoaduras e me encarou sorridente.
– Verbo for.
– Verbo o quê?
– Verbo for.
– Conjugue aí o presente do indicativo desse verbo.
– Eu fonho, tu fões, ele fõe – recitou ele impávido. – Nós fomos, vós fondes, eles fõem.
Não, dessa vez ele não passou. Mas, se perseverou, deve ter acabado passando e hoje há de estar num posto qualquer do Ministério da Administração ou na equipe econômica, ou ainda aposentado como marajá, ou as três coisas. Vestibular, no meu tempo, era muito mais divertido do que hoje e, nos dias que correm, devidamente diplomado, ele deve estar fondo para quebrar. Fões tu? Com quase toda a certeza, não. Eu tampouco fonho. Mas ele fõe.
(João Ubaldo Ribeiro. Publicado no jornal O Estado de São Paulo, em 23/09/1998.)