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1

457941200538664
Ano: 2017Banca: Instituto ExcelênciaOrganização: Prefeitura de Lauro Muller - SCDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Morfologia Verbal | Sintaxe | Concordância Verbal e Nominal | Flexão de Número Verbal
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Este texto é referente à questão.

BRUXAS NÃO EXISTEM 

  Quando eu era garoto, acreditava em bruxas, mulheres malvadas que passavam o tempo todo maquinando coisas perversas. Os meus amigos também acreditavam nisso. A prova para nós era uma mulher muito velha, uma solteirona que morava numa casinha caindo aos pedaços no fim de nossa rua. Seu nome era Ana Custódio, mas nós só a chamávamos de “bruxa”.
  Era muito feia, ela; gorda, enorme, os cabelos pareciam palha, o nariz era comprido, ela tinha uma enorme verruga no queixo. E estava sempre falando sozinha. Nunca tínhamos entrado na casa, mas tínhamos a certeza de que, se fizéssemos isso, nós a encontraríamos preparando venenos num grande caldeirão. Nossa diversão predileta era incomodá-la. Volta e meia invadíamos o pequeno pátio para dali roubar frutas e quando, por acaso, a velha saía à rua para fazer compras no pequeno armazém ali perto, corríamos atrás dela gritando "bruxa, bruxa!".
  Um dia encontramos, no meio da rua, um bode morto. A quem pertencera esse animal nós não sabíamos, mas logo descobrimos o que fazer com ele: jogá-lo na casa da bruxa. O que seria fácil. Ao contrário do que sempre acontecia, naquela manhã, e talvez por esquecimento, ela deixara aberta a janela da frente. Sob comando do João Pedro, que era o nosso líder, levantamos o bicho, que era grande e pesava bastante, e com muito esforço nós o levamos até a janela. Tentamos empurrá-lo para dentro, mas aí os chifres ficaram presos na cortina.
  - Vamos logo - gritava o João Pedro -, antes que a bruxa apareça. E ela apareceu. No momento exato em que, finalmente, conseguíamos introduzir o bode pela janela, a porta se abriu e ali estava ela, a bruxa, empunhando um cabo de vassoura. Rindo, saímos correndo. Eu, gordinho, era o último.
  E então aconteceu. De repente, enfiei o pé num buraco e caí. De imediato senti uma dor terrível na perna e não tive dúvida: estava quebrada. Gemendo, tentei me levantar, mas não consegui. E a bruxa, caminhando com dificuldade, mas com o cabo de vassoura na mão, aproximava-se. Àquela altura a turma estava longe, ninguém poderia me ajudar. E a mulher sem dúvida descarregaria em mim sua fúria.
  Em um momento, ela estava junto a mim, transtornada de raiva. Mas aí viu a minha perna, e instantaneamente mudou. Agachou-se junto a mim e começou a examiná-la com uma habilidade surpreendente.
  - Está quebrada - disse por fim. - Mas podemos dar um jeito. Não se preocupe, sei fazer isso. Fui enfermeira muitos anos, trabalhei em hospital. Confie em mim.
  Dividiu o cabo de vassoura em três pedaços e com eles, e com seu cinto de pano, improvisou uma tala, imobilizando-me a perna. A dor diminuiu muito e, amparado nela, fui até minha casa. "Chame uma ambulância", disse a mulher à minha mãe. Sorriu.
  Tudo ficou bem. Levaram-me para o hospital, o médico engessou minha perna e em poucas semanas eu estava recuperado. Desde então, deixei de acreditar em bruxas. E tornei-me grande amigo de uma senhora que morava em minha rua, uma senhora muito boa que se chamava Ana Custódio.

(SCLIAR, Moacyr. In: revista Nova Escola, seção Era uma vez. São Paulo: Abril, agosto de 2004).
“Ninguém poderia me ajudar”. O verbo em negrito está no singular porque, segundo as regras da concordância verbal:
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2

457941201022714
Ano: 2016Banca: FAEPESULOrganização: Prefeitura de Lauro Muller - SCDisciplina: Pedagogia e DidáticaTemas: Afetividade na Aprendizagem | Psicologia Educacional
O acolhimento e a ambientação representam um ponto privilegiado de encontro entre a escola e as famílias. Em relação ao acolhimento da criança, leias as afirmações a seguir:

I. Durante os delicados momentos de separação, é preciso acolher a criança de modo personalizado e lidar com as dela, não com as de seus familiares.
II. A chegada e a ambientação das crianças são marcadas pelo respeito, por parte do adulto que a acompanha, ao tempo da separação, que é pessoal e diferente para cada criança.
III. Os pais não devem entrar e ficar na escola, pois isso faz com que  a separação seja mais dolorosa para as crianças.
IV. Acolher as crianças significa deixar espaço e tempo para que as histórias de todas elas possam se desenvolver com calma, para que cada uma possa sentir a continuidade entre a experiência familiar e escolar.

De acordo com a descrição, são CORRETAS apenas as afirmações:
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3

457941201212883
Ano: 2017Banca: Instituto ExcelênciaOrganização: Prefeitura de Lauro Muller - SCDisciplina: Matemática: Fundamentos e AplicaçõesTemas: Teoria das Funções | Função Afim e Problemas Associados

Resolva a equação de primeiro grau abaixo, e assinale a alternativa CORRETA.

x + (x + 1) + (x + 2) = 996

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4

457941201160105
Ano: 2018Banca: PS ConcursosOrganização: Prefeitura de Lauro Muller - SCDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Compreensão e Interpretação Textual | Análise Textual
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Leia o texto abaixo para responder a próxima questão:


A importância da produção de textos para as disciplinas escolares

    Uma atividade de suma importância que deve ser aplicada em praticamente todas as disciplinas é a construção de textos por parte dos alunos.

    A criação de textos e ilustrações pelos alunos representa uma motivação para o mesmo, além de desenvolver a escrita, a coordenação motora e estabelecer uma ligação entre disciplinas como Geografia, Português e Artes.

    Atividades ligadas à produção de textos podem ser colocadas em prática de diversas maneiras. Isso varia de acordo com o conteúdo estudado e a disponibilidade de recursos materiais. A partir desse pressuposto, a seguir algumas dicas para a aplicação da produção de textos:

    • Trabalho de confecção de histórias em quadrinhos. Esse tipo de atividade pode ser realizado em grupo ou individual, o principal é liberar a criatividade para criar histórias, falas, personagens, sempre ligados ao assunto estudado.

    • Criação de narrativas acerca de um determinado tema, essas podem ser reais ou não. 

    • Construção de poemas, notícias, anúncios, manchetes de jornais entre outros, todos ligados ao tema da aula.

    • Interpretação de imagens com objetivo de contextualizálas através de textos.

    • Produção de livro, inserindo figuras, notícias, dados estatísticos e ponto de vista do aluno entre outros.

Por Eduardo de Freitas, graduado em Geografia.

Equipe Brasil Escola

Pelo exposto no texto acima, podemos depreender que:

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5

457941201406232
Ano: 2018Banca: PS ConcursosOrganização: Prefeitura de Lauro Muller - SCDisciplina: Conhecimentos AtuaisTemas: Ciência Política | Política Brasileira

De acordo com notícia veiculada ao g1 no dia 26 de novembro de 2018, O futuro ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro, Sério Moro, anunciou que a pasta vai ter uma Secretaria de Operações Policiais Integradas.


Com relação a este assunto, analise os itens abaixo:

I. O escolhido do futuro ministro para comandar secretaria foi o delegado da Polícia Federal Rosalvo Franco, ex-superintendente da PF no Paraná, que atuou na Operação Lava Jato.

II. De acordo com Moro, o objetivo da nova secretaria será integrar os trabalhos das polícias estaduais e a Polícia Federal.

III. Ele também afirmou que a secretaria vai invadir as autonomias dos estados.

IV. Moro informou que a ideia de criar a secretaria partiu de uma série de estudos feitos pela sua equipe para aprimorar a estrutura do Ministério da Justiça. Segundo ele, será necessário a publicação de uma medida provisória e de um decreto para formalizar a criação da nova estrutura.


Assinale a alternativa CORRETA:

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6

457941200795449
Ano: 2017Banca: Instituto ExcelênciaOrganização: Prefeitura de Lauro Muller - SCDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Morfologia dos Pronomes
Texto associado
Este texto é referente à questão.

BRUXAS NÃO EXISTEM 

  Quando eu era garoto, acreditava em bruxas, mulheres malvadas que passavam o tempo todo maquinando coisas perversas. Os meus amigos também acreditavam nisso. A prova para nós era uma mulher muito velha, uma solteirona que morava numa casinha caindo aos pedaços no fim de nossa rua. Seu nome era Ana Custódio, mas nós só a chamávamos de “bruxa”.
  Era muito feia, ela; gorda, enorme, os cabelos pareciam palha, o nariz era comprido, ela tinha uma enorme verruga no queixo. E estava sempre falando sozinha. Nunca tínhamos entrado na casa, mas tínhamos a certeza de que, se fizéssemos isso, nós a encontraríamos preparando venenos num grande caldeirão. Nossa diversão predileta era incomodá-la. Volta e meia invadíamos o pequeno pátio para dali roubar frutas e quando, por acaso, a velha saía à rua para fazer compras no pequeno armazém ali perto, corríamos atrás dela gritando "bruxa, bruxa!".
  Um dia encontramos, no meio da rua, um bode morto. A quem pertencera esse animal nós não sabíamos, mas logo descobrimos o que fazer com ele: jogá-lo na casa da bruxa. O que seria fácil. Ao contrário do que sempre acontecia, naquela manhã, e talvez por esquecimento, ela deixara aberta a janela da frente. Sob comando do João Pedro, que era o nosso líder, levantamos o bicho, que era grande e pesava bastante, e com muito esforço nós o levamos até a janela. Tentamos empurrá-lo para dentro, mas aí os chifres ficaram presos na cortina.
  - Vamos logo - gritava o João Pedro -, antes que a bruxa apareça. E ela apareceu. No momento exato em que, finalmente, conseguíamos introduzir o bode pela janela, a porta se abriu e ali estava ela, a bruxa, empunhando um cabo de vassoura. Rindo, saímos correndo. Eu, gordinho, era o último.
  E então aconteceu. De repente, enfiei o pé num buraco e caí. De imediato senti uma dor terrível na perna e não tive dúvida: estava quebrada. Gemendo, tentei me levantar, mas não consegui. E a bruxa, caminhando com dificuldade, mas com o cabo de vassoura na mão, aproximava-se. Àquela altura a turma estava longe, ninguém poderia me ajudar. E a mulher sem dúvida descarregaria em mim sua fúria.
  Em um momento, ela estava junto a mim, transtornada de raiva. Mas aí viu a minha perna, e instantaneamente mudou. Agachou-se junto a mim e começou a examiná-la com uma habilidade surpreendente.
  - Está quebrada - disse por fim. - Mas podemos dar um jeito. Não se preocupe, sei fazer isso. Fui enfermeira muitos anos, trabalhei em hospital. Confie em mim.
  Dividiu o cabo de vassoura em três pedaços e com eles, e com seu cinto de pano, improvisou uma tala, imobilizando-me a perna. A dor diminuiu muito e, amparado nela, fui até minha casa. "Chame uma ambulância", disse a mulher à minha mãe. Sorriu.
  Tudo ficou bem. Levaram-me para o hospital, o médico engessou minha perna e em poucas semanas eu estava recuperado. Desde então, deixei de acreditar em bruxas. E tornei-me grande amigo de uma senhora que morava em minha rua, uma senhora muito boa que se chamava Ana Custódio.

(SCLIAR, Moacyr. In: revista Nova Escola, seção Era uma vez. São Paulo: Abril, agosto de 2004).
“Seu nome era Ana Custódio, mas nós só a chamávamos de “bruxa”. Nesta frase as palavras em negrito são, respectivamente:
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7

457941200198825
Ano: 2018Banca: PS ConcursosOrganização: Prefeitura de Lauro Muller - SCDisciplina: Educação Física e EsportesTemas: Educação Física Escolar | Inclusão e Diversidade em Educação Física
Pessoas com deficiência, que apresentam competências e habilidades para a Educação Física desde que sejam observadas suas necessidades educacionais especiais, em muitos casos, não se encaixam em determinadas propostas pedagógicas apresentadas pelos professores.
Com relação a este assunto, analise os itens abaixo:
I. Isto acontece porque as propostas de Educação Física Escolar buscam em muitos casos o desenvolvimento e treinamento de habilidades esportivas, visando à performance em competições, deixando, muitas vezes, de lado, aspectos referentes à participação, ociabilidade, cooperatividade, ludicidade e criatividade, e aquelas preocupadas com tais aspectos não apresentam ainda projetos concretos para a prática docente do professor de Educação Física”.
II. Estes procedimentos são resultado, exclusivamente, da falta de competência de um ou de mais professores, e não de uma consequência de um contexto históricosocial de conteúdo.
III. Não se deve levar as atividades físicas, esportivas ou de lazer aos portadores de deficiências físicas como os portadores de sequelas de poliomielite, lesados medulares, lesados cerebrais, amputados, dentre outros, pois não possui valores terapêuticos evidenciados benefícios, tanto na esfera física quanto motora.
Marque a alternativa CORRETA:
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8

457941200954597
Ano: 2016Banca: FAEPESULOrganização: Prefeitura de Lauro Muller - SCDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Acentuação Gráfica: Tipos de Palavras | Ortografia
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                                        EU, ETIQUETA

                      Em minha calça está grudado um nome

                    que não é meu de batismo ou de cartório,

                                   um nome... estranho.

                          Meu blusão traz lembrete de bebida

                           que jamais pus na boca, nesta vida.

                       Em minha camiseta, a marca de cigarro

                            que não fumo, até hoje não fumei.

                              Minhas meias falam de produto

                                     que nunca experimentei

                            mas são comunicados a meus pés.

                                Meu tênis é proclama colorido

                                de alguma coisa não provada

                              por este provador de longa idade.

                          Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,

                         minha gravata e cinto e escova e pente,

                                     meu copo, minha xícara,

                            minha toalha de banho e sabonete,

                                     meu isso, meu aquilo,

                           desde a cabeça ao bico dos sapatos,

                                          são mensagens,

                                            letras falantes,

                                             gritos visuais,

                             ordens de uso, abuso, reincidência,

                                   costume, hábito, premência,

                                            indispensabilidade,

                      e fazem de mim homem-anúncio itinerante,

                                escravo da matéria anunciada.

                                        Estou, estou na moda.

                            É duro andar na moda, ainda que a moda

                                    seja negar minha identidade,

                                 trocá-la por mil, açambarcando

                                    todas as marcas registradas,

                                   todos os logotipos do mercado.

                            Com que inocência demito-me de ser

                                    eu que antes era e me sabia

                           tão diverso de outros, tão mim mesmo,

                               ser pensante, sentinte e solidário

                          com outros seres diversos e conscientes

                             de sua humana, invencível condição.

                                        Agora sou anúncio,

                                     ora vulgar ora bizarro,

                        em língua nacional ou em qualquer língua

                                     (qualquer, principalmente).

                                  E nisto me comparo, tiro glória

                                         de minha anulação.

                              Não sou - vê lá - anúncio contratado.

                                   Eu é que mimosamente pago

                                    para anunciar, para vender

                      em bares festas praias pérgulas piscinas,

                            e bem à vista exibo esta etiqueta

                                global no corpo que desiste

                     de ser veste e sandália de uma essência

                                    tão viva, independente,

                    que moda ou suborno algum a compromete.

                                    Onde terei jogado fora

                          meu gosto e capacidade de escolher,

                          minhas idiossincrasias tão pessoais,

                        tão minhas que no rosto se espelhavam

                                   e cada gesto, cada olhar

                                      cada vinco da roupa

                              sou gravado de forma universal,

                             saio da estamparia, não de casa,

                               da vitrine me tiram, recolocam,

                                  objeto pulsante mas objeto

                          que se oferece como signo de outros

                               objetos estáticos, tarifados.

                        Por me ostentar assim, tão orgulhoso

                         de ser não eu, mas artigo industrial,

                             peço que meu nome retifiquem.

                       Já não me convém o título de homem.

                                   Meu nome novo é coisa.

                                Eu sou a coisa, coisamente. 

Carlos Drummond de Andrade. Obra poética, Volumes 4-6. Lisboa: Publicações Europa-América, 1989.

Analisando a acentuação gráfica das palavras sublinhadas no texto:

I. “Cartório” e “relógio” são paroxítonas acentuadas, porque terminam em ditongo crescente.

II. “Tênis” é uma paroxítona terminada em “i”, seguido de “s”. Por isso, acentuada.

III. “Reincidência” é uma paroxítona terminada em hiato, confirmando a presença do acento gráfico.

Sobre essas afirmativas, temos:

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9

457941200070844
Ano: 2016Banca: FAEPESULOrganização: Prefeitura de Lauro Muller - SCDisciplina: Legislação Municipal (Santa Catarina)Temas: Legislação Municipal de Lauro Muller | Lei Orgânica Municipal de Lauro Muller

Com relação aos servidores da administração pública municipal:

I. O Município instituirá, por iniciativa do Prefeito Municipal, para os servidores da administração direta, do Poder Executivo, das autarquias e fundações públicas, regime jurídico único e planos de carreira.

II. O servidor público tem direito ao vencimento ou salário não inferior ao piso de vencimentos Nacional.

III. A lei assegurará, aos servidores da administração direta, isonomia de vencimentos para cargos de atribuições iguais ou assemelhadas, salvo os do Poder Executivo, referencial para fixação dos vencimentos dos demais.

Marque a alternativa que está em consonância com a Lei Orgânica do Município:

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10

457941200679842
Ano: 2017Banca: Instituto ExcelênciaOrganização: Prefeitura de Lauro Muller - SCDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Análise Textual
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Este texto é referente à questão.

BRUXAS NÃO EXISTEM 

  Quando eu era garoto, acreditava em bruxas, mulheres malvadas que passavam o tempo todo maquinando coisas perversas. Os meus amigos também acreditavam nisso. A prova para nós era uma mulher muito velha, uma solteirona que morava numa casinha caindo aos pedaços no fim de nossa rua. Seu nome era Ana Custódio, mas nós só a chamávamos de “bruxa”.
  Era muito feia, ela; gorda, enorme, os cabelos pareciam palha, o nariz era comprido, ela tinha uma enorme verruga no queixo. E estava sempre falando sozinha. Nunca tínhamos entrado na casa, mas tínhamos a certeza de que, se fizéssemos isso, nós a encontraríamos preparando venenos num grande caldeirão. Nossa diversão predileta era incomodá-la. Volta e meia invadíamos o pequeno pátio para dali roubar frutas e quando, por acaso, a velha saía à rua para fazer compras no pequeno armazém ali perto, corríamos atrás dela gritando "bruxa, bruxa!".
  Um dia encontramos, no meio da rua, um bode morto. A quem pertencera esse animal nós não sabíamos, mas logo descobrimos o que fazer com ele: jogá-lo na casa da bruxa. O que seria fácil. Ao contrário do que sempre acontecia, naquela manhã, e talvez por esquecimento, ela deixara aberta a janela da frente. Sob comando do João Pedro, que era o nosso líder, levantamos o bicho, que era grande e pesava bastante, e com muito esforço nós o levamos até a janela. Tentamos empurrá-lo para dentro, mas aí os chifres ficaram presos na cortina.
  - Vamos logo - gritava o João Pedro -, antes que a bruxa apareça. E ela apareceu. No momento exato em que, finalmente, conseguíamos introduzir o bode pela janela, a porta se abriu e ali estava ela, a bruxa, empunhando um cabo de vassoura. Rindo, saímos correndo. Eu, gordinho, era o último.
  E então aconteceu. De repente, enfiei o pé num buraco e caí. De imediato senti uma dor terrível na perna e não tive dúvida: estava quebrada. Gemendo, tentei me levantar, mas não consegui. E a bruxa, caminhando com dificuldade, mas com o cabo de vassoura na mão, aproximava-se. Àquela altura a turma estava longe, ninguém poderia me ajudar. E a mulher sem dúvida descarregaria em mim sua fúria.
  Em um momento, ela estava junto a mim, transtornada de raiva. Mas aí viu a minha perna, e instantaneamente mudou. Agachou-se junto a mim e começou a examiná-la com uma habilidade surpreendente.
  - Está quebrada - disse por fim. - Mas podemos dar um jeito. Não se preocupe, sei fazer isso. Fui enfermeira muitos anos, trabalhei em hospital. Confie em mim.
  Dividiu o cabo de vassoura em três pedaços e com eles, e com seu cinto de pano, improvisou uma tala, imobilizando-me a perna. A dor diminuiu muito e, amparado nela, fui até minha casa. "Chame uma ambulância", disse a mulher à minha mãe. Sorriu.
  Tudo ficou bem. Levaram-me para o hospital, o médico engessou minha perna e em poucas semanas eu estava recuperado. Desde então, deixei de acreditar em bruxas. E tornei-me grande amigo de uma senhora que morava em minha rua, uma senhora muito boa que se chamava Ana Custódio.

(SCLIAR, Moacyr. In: revista Nova Escola, seção Era uma vez. São Paulo: Abril, agosto de 2004).
Na frase “uma solteirona que morava numa casinha caindo aos pedaços no fim de nossa rua” as palavras em negrito são respectivamente:
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