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457941200809825
Ano: 2015Banca: FUMARCOrganização: Prefeitura de Ipuã - SPDisciplina: Geografia Geral e HumanaTemas: Cartografia | Projeções Cartográficas
Representar a superfície terrestre vem sendo, desde o século XVI, um grande desafio entre os cartógrafos. 

Uma das características da Projeção de Mercator é: 
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2

457941200658905
Ano: 2016Banca: FUMARCOrganização: Prefeitura de Ipuã - SPDisciplina: Pedagogia e DidáticaTemas: Construção do Conhecimento | Temas Pedagógicos | Didática e Ensino-Aprendizagem
Com relação à formação do produtor de texto escrito na educação básica, os trabalhos de Graça Costa Val são referência para muitos estudos relevantes a partir da década de 1980.

Considerando alguns dos aspectos que esta autora aborda em “Reflexões sobre práticas escolares de produção de texto: o sujeito-autor”, coloque V (verdadeiro) ou F (falso) diante de cada uma das asserções abaixo:


( ) O processo de apropriação de habilidades textuais-discursivas pelo aluno no ensino fundamental, principalmente nos primeiros anos de escolarização apontam para o efeito construtivo desse processo, isto é, o aprendiz é um sujeito que elabora seu conhecimento sobre produção de texto a partir da interação com os seus próprios textos.
( ) A perspectiva de ensino de produção textual que se depreende dos documentos oficiais (proposições curriculares) mostra que é necessário transformar o texto num objeto ou produto que tem valor como um fim em si mesmo. O sujeito que o constrói adequadamente demonstra ter aprendido as regras linguísticas e discursivas que regem a produção textual e será bom produtor textual independentemente dos diferentes contextos em que isso for demandado.
( ) Sabe-se que, na escola, normalmente o aluno não escreve para ser lido efetivamente, mas para ser corrigido. No entanto, nas primeiras atividades de produção escrita, é importante que o professor não dê retorno ao aluno e que apenas leia o texto, dê o visto e o arquive, pois o texto produzido certamente se encontrará cheio de erros. O rigor do professor ao detectar e corrigir os erros nas produções posteriores garantirá que, por volta do 6º ano escolar, cada aluno seja efetivamente um produtor textual proficiente.
( ) Para o desenvolvimento de uma produção textual significativa, o professor deve planejar e criar as condições necessárias para que o aluno-autor seja bem sucedido em seu processo criador, zelando para que o aprendiz: a) tenha o que dizer; b) tenha uma razão válida para dizer aquilo que tem a dizer; c) tenha para quem dizer aquilo que deseja dizer; d) se constitua como sujeito-locutor que saiba escolher as melhores estratégias para realizar sua intenção.
( ) Os produtores de texto são sujeitos que interagem verbalmente e o fazem a partir de um lugar social e histórico determinado. Aquele que ensina a escrever e que é o leitor privilegiado dos textos produzidos pelos aprendizes deve fazê-lo com os olhos da compreensão, reconhecendo os textos como instâncias discursivas individuais, e que carregam consigo um conjunto de fatores ou de determinantes.


A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
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3

457941200117713
Ano: 2016Banca: FUMARCOrganização: Prefeitura de Ipuã - SPDisciplina: Pedagogia e DidáticaTemas: Gestão Escolar | Temas Pedagógicos
A evolução da escola suscita a participação de professores e pessoal administrativo a construir novas competências como profissionalização, responsabilização, participação, autonomia de gestão, cooperação, desejáveis ao funcionamento burocrático do ambiente escolar. Assim, é CORRETO afirmar que
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4

457941201789652
Ano: 2015Banca: FUMARCOrganização: Prefeitura de Ipuã - SPDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Morfologia Verbal | Flexão de Modo Verbal
O FUTEBOL E A MATEMÁTICA 
 
Moacyr Scliar 
 
Modelo matemático prevê gols no futebol Mundo, 23 mar. 99 
 
O técnico reuniu o time dois dias antes da partida com o tradicional adversário. Tinha uma importante comunicação a fazer. 

- Meus amigos, hoje começa uma nova fase na vida do nosso clube. Até agora, cada um jogava o futebol que sabia. Eu ensinava alguma coisa, é verdade, mas a gente se guiava mesmo era pelo instinto. Isso acabou. Graças a um dos nossos diretores, que é um cara avançado e sabe das coisas, nós vamos jogar de maneira completamente diferente. Nós vamos jogar de maneira científica.

Abriu uma pasta e de lá tirou uma série de tabelas e gráficos feitos em computador. 

- Sabem o que é isso? É o modelo matemático para o nosso jogo. Foi feito com base em todas as partidas que jogamos contra o nosso adversário, desde 1923. Está tudo aqui, cientificamente analisado. E está aqui também a previsão para a nossa partida. Eles provaram estatisticamente que o adversário vai marcar um gol aos 12 minutos do primeiro tempo. Nós vamos empatar aos 24 minutos do segundo tempo e vamos marcar o gol da vitória aos 43 minutos. Portanto, não percam a calma. Esperem pelo segundo tempo. É aí que vamos ganhar.

Os jogadores se olharam, perplexos. Mas ciência é ciência; tudo o que eles tinham a fazer era jogar de acordo com o modelo matemático. 

Veio o grande dia. Estádio lotado, começou a partida, e, tal como previsto, o adversário fez um gol aos 12 minutos. E aí sucedeu o inesperado. 

Um jogador chamado Fuinha, um rapaz magrinho, novo no time, pegou a bola, invadiu a área, chutou forte e empatou. Cinco minutos depois, fez mais um gol. 

E outro. E outro. O jogo terminou com o marcador de 7 a 1, um escore nunca registrado na história dos dois times. 

Todos se cumprimentavam, felizes. Só o técnico não estava muito satisfeito: 

- Gostei muito de sua atuação, Fuinha, mas você não me obedeceu. Por que não seguiu o modelo matemático?

O rapaz fez uma cara triste: 

- Ah, seu Osvaldo, eu nunca fui muito bom nessa tal de matemática. Aliás, foi por isso que o meu pai me tirou do colégio e me mandou jogar futebol. Se eu soubesse fazer contas, não estaria aqui, jogando para o senhor.
O técnico suspirou. Acabara de concluir: uma coisa é o modelo matemático. Outra coisa é a vida propriamente dita, nela incluída o futebol. 

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff29039905.htm. Acesso em 21 dez. 2015 


Os verbos destacados estão flexionados no pretérito perfeito do indicativo, EXCETO em: 
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5

457941200825308
Ano: 2016Banca: FUMARCOrganização: Prefeitura de Ipuã - SPDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Compreensão e Interpretação Textual | Pontuação | Análise Textual | Emprego das Aspas
Texto associado

Texto 2


A LINGUAGEM POLITICAMENTE CORRETA


José Luiz Fiorin (USP)



    No conto Negrinha, de Monteiro Lobato, lemos a seguinte passagem: “A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças” (Monteiro Lobato: textos escolhidos. Rio de Janeiro, Agir, 1967, p. 75). No capítulo III, de Clara dos Anjos, de Lima Barreto, aparece a seguinte passagem: “Marramaque, poeta raté, tinha uma grande virtude, como tal: não denegrir os companheiros que subiram nem os que ganharam celebridade” (Prosa seleta. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 2001, p. 661). Em Machado de Assis, no conto Aurora sem dia, lê-se: “Ah! meu amigo, [...] não imagina quantos invejosos andam a denegrir meu nome” (Obra completa. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, vol. II, p. 224). Diante desses textos não faltaria quem apontasse o dedo acusador para os três autores, tachando-os de racistas. Afinal, denegrir significa “diminuir a pureza, o valor de; conspurcar, manchar” e é construído com a mesma raiz da palavra negro; judiar quer dizer “tratar mal física ou moralmente, atormentar, maltratar” e é formado com o termo judeu. Mas será que podemos fazer essa acusação? Machado e Lima Barreto eram descendentes de negros; Lobato posicionou-se contra o nazifascismo e pode-se dizer que, à maneira de seu tempo, era antirracista. 

    A linguagem politicamente correta é a expressão do aparecimento na cena pública de identidades que eram reprimidas e recalcadas: mulheres, negros, homossexuais, etc. Revela ela a força dessas “minorias”, que eram discriminadas, ridicularizadas, desconsideradas. Pretende-se, com ela, combater o preconceito, proscrevendo-se um vocabulário que é fortemente negativo em relação a esses grupos sociais. A ideia é que, alterando-se a linguagem, mudam-se as atitudes discriminatórias.

    Em 2004, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República publicou uma cartilha intitulada Politicamente correto e direitos humanos, em que mostrava que determinadas palavras, expressões e anedotas revelam preconceitos e discriminações contra pessoas ou grupos sociais. Essa publicação gerou muita polêmica e levou o governo a recolhê-la. Muitos intelectuais proeminentes acusaram o governo de estar instaurando a censura (por exemplo, João Ubaldo Ribeiro, no artigo “O programa Fala Zero”, publicado em O Estado de S. Paulo, de 8/5/2005, p. D3, e Ferreira Gullar, no artigo “A coisa está branca”, publicado na Folha de S. Paulo, de 15 de maio de 2005, p. E 12). Declaravam que se tratava de um ato autoritário de um governo que pretendia até mesmo controlar o que as pessoas dizem; que o poder público tinha coisas mais importantes, como a educação e a saúde, com que se preocupar. Chegaram a afirmar que poderíamos ser presos, se disséssemos alguma coisa que contrariasse as normas linguísticas governamentais. Bradavam que se pretendia engessar a língua, impedindo o seu desenvolvimento.

    Não vamos fazer a maldade de argumentar, dizendo que chama atenção que esses furiosos críticos do governo (no geral, articulistas dos principais jornais do país) não tivessem tido a mesma irada reação, quando os jornais em que escrevem vetaram o uso, em suas páginas, de uma série de palavras ou expressões por denotarem preconceito, discriminação ou ofensa em relação a determinados grupos sociais (conferir, por exemplo, o verbete “preconceito” do Manual de redação da Folha de S. Paulo (2001, p. 94) ou o verbete “ética interna” do Manual de redação e estilo de O Estado de S. Paulo (1990, p. 34-38)).

    A linguagem politicamente correta leva-nos a pensar em uma série de aspectos a respeito do funcionamento da linguagem (meus argumentos concordam com os de Sírio Possenti, difundidos em comunicações e textos). O primeiro é que, como já ensinava Aristóteles, na Retórica, aquele que fala ou escreve cria, ao produzir um texto, uma imagem de si mesmo. Sem dúvida nenhuma, a presença de certas palavras num determinado texto faz que ele seja racista, machista, etc., criando uma imagem de que seu autor é alguém que tem preconceito contra as mulheres, os negros, os índios, os homossexuais e assim por diante. O que é preciso saber é se combater o uso de palavras ou expressões que patenteiam a discriminação é um instrumento eficaz de luta contra ela.

    De um lado, é verdade que a linguagem modela sentimentos e emoções. Se alguém sempre ouviu certos termos ou expressões, como negro, bicha ou coisa de mulher, ditos com desdém ou com raiva, certamente vai desenvolver uma atitude machista ou racista. Quem é tratado com gritos ou com ameaças seguramente não vai introjetar atitudes de bondade ou doçura. Portanto, usar uma linguagem não marcada por fortes conotações pejorativas é um meio de diminuir comportamentos preconceituosos ou discriminatórios. De outro lado, porém, é preciso atentar para dois aspectos. O primeiro é que o cuidado excessivo na busca de eufemismos para designar certos grupos sociais revela a existência de preconceitos arraigados na vida social. Se assim não fosse, poder-se-ia empregar, sem qualquer problema, por exemplo, o vocábulo negro, sem precisar recorrer à expressão afrodescendente. Em segundo lugar, os defensores da linguagem politicamente correta acreditam que existam termos neutros ou objetivos, o que absolutamente não é verdade. Todas as palavras, ensina Bakhtin, são assinaladas por uma apreciação social. Considera-se que os termos bicha, veado, fresco são mais preconceituosos que a designação gay. Isso é parcialmente verdadeiro, pois os três primeiros estão marcados por pesada conotação negativa. No entanto, o termo gay também vai assumindo valor pejorativo, tanto que, à semelhança do aumentativo bichona e do diminutivo bichinha, criaram-se gayzaço e gayzinho. Isso ocorre porque as condições de produção de discursos sobre a mulher, o negro, o homossexual, etc. são as de existência de fortes preconceitos em nossa formação social. Isso significa que não basta mudar a linguagem para que a discriminação deixe de existir. Entretanto, como a conotação negativa é uma questão de grau, não é irrelevante deixar de usar os termos mais fortemente identificados com atitudes racistas, machistas, etc. [...]


http://www.letras.ufscar.br/linguasagem/edicao01/artigos_alinguagempoliticament ecorreta.htm [adaptado] 

A linguagem politicamente correta é a expressão do aparecimento na cena pública de identidades que eram reprimidas e recalcadas: mulheres, negros, homossexuais, etc. Revela ela a força dessas “minorias”, que eram discriminadas, ridicularizadas, desconsideradas.

Analise as afirmativas sobre as aspas na passagem anterior:

I. Enfatizam outra fala.
II. Evidenciam um conceito.
III. Realçam a expressão.

Está CORRETO o que se afirma em:
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6

457941200244784
Ano: 2016Banca: FUMARCOrganização: Prefeitura de Ipuã - SPDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Compreensão e Interpretação Textual | Análise Textual | Estrutura Textual
Texto associado

Texto 2


A LINGUAGEM POLITICAMENTE CORRETA


José Luiz Fiorin (USP)



    No conto Negrinha, de Monteiro Lobato, lemos a seguinte passagem: “A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças” (Monteiro Lobato: textos escolhidos. Rio de Janeiro, Agir, 1967, p. 75). No capítulo III, de Clara dos Anjos, de Lima Barreto, aparece a seguinte passagem: “Marramaque, poeta raté, tinha uma grande virtude, como tal: não denegrir os companheiros que subiram nem os que ganharam celebridade” (Prosa seleta. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 2001, p. 661). Em Machado de Assis, no conto Aurora sem dia, lê-se: “Ah! meu amigo, [...] não imagina quantos invejosos andam a denegrir meu nome” (Obra completa. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, vol. II, p. 224). Diante desses textos não faltaria quem apontasse o dedo acusador para os três autores, tachando-os de racistas. Afinal, denegrir significa “diminuir a pureza, o valor de; conspurcar, manchar” e é construído com a mesma raiz da palavra negro; judiar quer dizer “tratar mal física ou moralmente, atormentar, maltratar” e é formado com o termo judeu. Mas será que podemos fazer essa acusação? Machado e Lima Barreto eram descendentes de negros; Lobato posicionou-se contra o nazifascismo e pode-se dizer que, à maneira de seu tempo, era antirracista. 

    A linguagem politicamente correta é a expressão do aparecimento na cena pública de identidades que eram reprimidas e recalcadas: mulheres, negros, homossexuais, etc. Revela ela a força dessas “minorias”, que eram discriminadas, ridicularizadas, desconsideradas. Pretende-se, com ela, combater o preconceito, proscrevendo-se um vocabulário que é fortemente negativo em relação a esses grupos sociais. A ideia é que, alterando-se a linguagem, mudam-se as atitudes discriminatórias.

    Em 2004, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República publicou uma cartilha intitulada Politicamente correto e direitos humanos, em que mostrava que determinadas palavras, expressões e anedotas revelam preconceitos e discriminações contra pessoas ou grupos sociais. Essa publicação gerou muita polêmica e levou o governo a recolhê-la. Muitos intelectuais proeminentes acusaram o governo de estar instaurando a censura (por exemplo, João Ubaldo Ribeiro, no artigo “O programa Fala Zero”, publicado em O Estado de S. Paulo, de 8/5/2005, p. D3, e Ferreira Gullar, no artigo “A coisa está branca”, publicado na Folha de S. Paulo, de 15 de maio de 2005, p. E 12). Declaravam que se tratava de um ato autoritário de um governo que pretendia até mesmo controlar o que as pessoas dizem; que o poder público tinha coisas mais importantes, como a educação e a saúde, com que se preocupar. Chegaram a afirmar que poderíamos ser presos, se disséssemos alguma coisa que contrariasse as normas linguísticas governamentais. Bradavam que se pretendia engessar a língua, impedindo o seu desenvolvimento.

    Não vamos fazer a maldade de argumentar, dizendo que chama atenção que esses furiosos críticos do governo (no geral, articulistas dos principais jornais do país) não tivessem tido a mesma irada reação, quando os jornais em que escrevem vetaram o uso, em suas páginas, de uma série de palavras ou expressões por denotarem preconceito, discriminação ou ofensa em relação a determinados grupos sociais (conferir, por exemplo, o verbete “preconceito” do Manual de redação da Folha de S. Paulo (2001, p. 94) ou o verbete “ética interna” do Manual de redação e estilo de O Estado de S. Paulo (1990, p. 34-38)).

    A linguagem politicamente correta leva-nos a pensar em uma série de aspectos a respeito do funcionamento da linguagem (meus argumentos concordam com os de Sírio Possenti, difundidos em comunicações e textos). O primeiro é que, como já ensinava Aristóteles, na Retórica, aquele que fala ou escreve cria, ao produzir um texto, uma imagem de si mesmo. Sem dúvida nenhuma, a presença de certas palavras num determinado texto faz que ele seja racista, machista, etc., criando uma imagem de que seu autor é alguém que tem preconceito contra as mulheres, os negros, os índios, os homossexuais e assim por diante. O que é preciso saber é se combater o uso de palavras ou expressões que patenteiam a discriminação é um instrumento eficaz de luta contra ela.

    De um lado, é verdade que a linguagem modela sentimentos e emoções. Se alguém sempre ouviu certos termos ou expressões, como negro, bicha ou coisa de mulher, ditos com desdém ou com raiva, certamente vai desenvolver uma atitude machista ou racista. Quem é tratado com gritos ou com ameaças seguramente não vai introjetar atitudes de bondade ou doçura. Portanto, usar uma linguagem não marcada por fortes conotações pejorativas é um meio de diminuir comportamentos preconceituosos ou discriminatórios. De outro lado, porém, é preciso atentar para dois aspectos. O primeiro é que o cuidado excessivo na busca de eufemismos para designar certos grupos sociais revela a existência de preconceitos arraigados na vida social. Se assim não fosse, poder-se-ia empregar, sem qualquer problema, por exemplo, o vocábulo negro, sem precisar recorrer à expressão afrodescendente. Em segundo lugar, os defensores da linguagem politicamente correta acreditam que existam termos neutros ou objetivos, o que absolutamente não é verdade. Todas as palavras, ensina Bakhtin, são assinaladas por uma apreciação social. Considera-se que os termos bicha, veado, fresco são mais preconceituosos que a designação gay. Isso é parcialmente verdadeiro, pois os três primeiros estão marcados por pesada conotação negativa. No entanto, o termo gay também vai assumindo valor pejorativo, tanto que, à semelhança do aumentativo bichona e do diminutivo bichinha, criaram-se gayzaço e gayzinho. Isso ocorre porque as condições de produção de discursos sobre a mulher, o negro, o homossexual, etc. são as de existência de fortes preconceitos em nossa formação social. Isso significa que não basta mudar a linguagem para que a discriminação deixe de existir. Entretanto, como a conotação negativa é uma questão de grau, não é irrelevante deixar de usar os termos mais fortemente identificados com atitudes racistas, machistas, etc. [...]


http://www.letras.ufscar.br/linguasagem/edicao01/artigos_alinguagempoliticament ecorreta.htm [adaptado] 

No trecho “Chegaram a afirmar que poderíamos ser presos, se disséssemos alguma coisa que contrariasse as normas linguísticas governamentais.”, os verbos em destaque funcionam como:
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7

457941200092550
Ano: 2015Banca: FUMARCOrganização: Prefeitura de Ipuã - SPDisciplina: Direito ConstitucionalTemas: Garantias do Judiciário e Membros | Supremo Tribunal Federal | Judiciário | Disposições Gerais do Judiciário | Estrutura do Poder Judiciário
Acerca do Poder Judiciário, é CORRETO afirmar: 
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8

457941200168920
Ano: 2015Banca: FUMARCOrganização: Prefeitura de Ipuã - SPDisciplina: Pedagogia e DidáticaTemas: Educação Pré-Escolar | Normas de Qualidade para Educação Pré-Escolar | Currículo de Educação Pré-Escolar | Desenvolvimento de Conceitos Científicos na Infância
Maria Angélica é uma professora de matemática muito experiente, com mais de cinco anos de experiência no ensino fundamental. Ela foi aprovada em um concurso público municipal e no ano que vem vai assumir uma turma na educação infantil. Ela gosta muito de criança e pretende desenvolver um bom trabalho com seus novos alunos. 

Analise as assertivas a seguir e verifique aquelas que devem compor um elenco de orientações para o novo campo de atuação de Maria Angélica: 
 
I. A definição legal da Educação Infantil como primeira etapa da Educação Básica representa um marco histórico relevante em nosso país. 

II. Quanto mais cedo as histórias orais e escritas entrarem na vida da criança, maiores as chances de ela gostar de ler. 

III. O atendimento à criança será de, no mínimo, três horas diárias para o turno parcial e de sete horas para a jornada integral.

IV. A criança lê do seu jeito muito antes da alfabetização, folheando e olhando figuras, ainda que não decodifique palavras e frases escritas. 

V. O controle de frequência pela instituição de educação pré-escolar deverá exigir a frequência mínima de 75% do total de horas.

VI. As crianças dessa etapa de educação devem ser envolvidas em atividades práticas para aprender sobre a solidariedade e o respeito ao meio ambiente e às diferentes culturas, identidades e singularidades.
 
Está CORRETO o que se afirma em: 
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9

457941200391676
Ano: 2015Banca: FUMARCOrganização: Prefeitura de Ipuã - SPDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Acentuação Gráfica: Tipos de Palavras | Ortografia
Há uma palavra proparoxítona em: 
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10

457941201477365
Ano: 2015Banca: FUMARCOrganização: Prefeitura de Ipuã - SPDisciplina: Enfermagem: Teoria e PráticaTemas: Diagnósticos de Enfermagem | Processo e Sistematização da Assistência de Enfermagem
“O trabalho de denominação e classificação das intervenções de enfermagem que se iniciou no fim da década de 80, nos EUA, se caracteriza pela continuidade. Teve como impulso o trabalho da NANDA, porque, quando é formulado um diagnóstico de enfermagem, o enfermeiro tem o dever de fazer algo sobre ele”.

(DOCHTERMAN, BULECHEK e CHIANCA, 2003).

Sobre a classificação das intervenções de enfermagem (NIC), é CORRETO afirmar: 
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