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457941200678792
Ano: 2016Banca: FUMARCOrganização: Prefeitura de Ipuã - SPDisciplina: Pedagogia e DidáticaTemas: Parâmetros Curriculares Nacionais | Ensino de Língua Portuguesa | Temas Pedagógicos

Atente para o fragmento abaixo, excerto de obra de Irandé Antunes:


“Não pode haver uma prática eficiente sem fundamentação num corpo de princípios teóricos sólidos e objetivos. Não tenho dúvida: se nossa prática de professores se afasta do ideal é porque nos falta, entre outras muitas condições, um aprofundamento teórico acerca de como funciona o fenômeno da linguagem humana. O conhecimento teórico disponível a muitos professores, em geral, se limita a noções e regras gramaticais apenas, como se tudo o que é uma língua em funcionamento coubesse dentro do que é uma gramática.”


Considerando a citação acima e em consonância com os Parâmetros Curriculares Nacionais, a perspectiva metodológica a ser considerada no ensino gramatical deve se pautar nas concepções que se encontram na opção:

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2

457941200305847
Ano: 2016Banca: FUMARCOrganização: Prefeitura de Ipuã - SPDisciplina: Pedagogia e DidáticaTemas: Parâmetros Curriculares Nacionais | Temas Pedagógicos
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) atestam a necessidade de o professor de Língua Portuguesa trabalhar, cotidianamente, com diferentes gêneros discursivos, bem como de se apropriar de novas metodologias disponibilizadas por meio do acesso às TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação). Com relação a esse aspecto, afirma-se nos PCN que “não se trata, porém, de tomar os meios como eventuais recursos didáticos para o trabalho pedagógico, mas de considerar as práticas sociais nas quais estejam inseridos”. (PCN, 1997, p. 89). De acordo com o documento, portanto, as mídias não podem ser usadas como pretexto para, eventualmente, “fazer algo novo” com os alunos, isto é, inovar por inovar.

Atente para o texto abaixo: 


Apropriações docentes da midiamorfose

Será que toda a aura de interatividade e as conexões cada vez mais potentes não estão nos dando uma falsa ideia de evolução na educação?

 por Wendel Freire*

Interatividade na educação, democratização, participação, emancipação e liberdade estão entre as palavras que fazem parte do discurso e do imaginário sobre a internet.
Através de telas interativas [tablets, smartphones, computadores, entre outras] sabemos se vai chover, conversamos com colegas do trabalho pelo WhatsApp, pesquisamos o lugar mais barato para se comprar um novo celular, observamos rostos alegres posando para nós [para a rede] e buscamos incessantemente por entretenimento. Com elas nas pontas dos dedos, satisfazemos [ao menos temporariamente] nossa avidez por seus estímulos visuais.
A companhia do adjetivo "interativas" não faz das telas um objeto de uso protagonista por si só. As telas funcionam em nossas mãos, antes de qualquer coisa, como lugares com função calmante, consoladora ou confortante. Estabelecemos com ela uma relação de dependência sensorial.
Mais que interativas, são telas lenitivas. São espaços de fuga.
Quanto mais tempo agarrados às telas, menor é a vida interior, menor é a contemplação e a dedicação ao pensamento reflexivo. É engendrada com esta mobilidade da comunicação, da informação e do entretenimento uma nova forma de controle, uma nova cognição e uma nova subjetividade.


(*Wendel Freire, Doutorando em Educação e mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense. Professor dos cursos de Letras e Pedagogia (Fundação Técnico Educacional Souza Marques) e da pós-graduação em Tecnologia Educacional (Universidade Cândido Mendes).

Disponível em: http://linguaportuguesa.uol.com.br/linguaportuguesa/gramaticaortografia/56/apropriacoes-docentes-da-midiamorfose


Considerando a temática abordada, nos aspectos indicados nos documentos parametrizadores e em textos como o de Wendel Freire, avalie as afirmações a seguir: 


I. Na contemporaneidade, ensinar a escrita com o uso da tecnologia informática requer o ensino das práticas sociais instituídas por ela, das especificidades que elas possuem, dos recursos que elas mobilizam e como os sujeitos podem se apropriar delas para interagir socialmente. O uso pedagógico das TICs permitirá um novo grau de letramento digital que instrumentalizará os aprendizes para que participem de forma cidadã de novas práticas sociais, pessoais e profissionais.
II. Um dos desafios a ser enfrentado pelo educador é como orientar cada aluno a contextualizar os dados e as informações acessados, transformando-os em conhecimentos significativos, a partir da seleção de fontes confiáveis e da análise crítica desses conteúdos encontrados.
III. Como recursos didáticos, disponibilizados pelas mídias, as novas estruturas narrativas literárias e cinematográficas exerceram influências mútuas, alterando as formas de organização e arranjo de cada forma de linguagem. Por exemplo, sabe-se que assistir a um filme ou ler um livro concorre, atualmente, com a dinamicidade dos jogos eletrônicos: somente nestes o jogador pode mudar o enredo, alterar a ação de um personagem ou escolher diferentes cenários e outras possibilidades. Dessa forma, também os jogos oferecem um potencial pedagógico importante. Traduzir conteúdos de obras literárias em jogos – já existentes ou criados pelos alunos a partir da leitura de determinada obra –, num processo de aprendizagem transmídia, promove maior interesse dos jovens.
IV. As redes sociais constituem outra ambiência ou plataforma que se abre a novas incursões pedagógicas: considerando-se que os jovens se conectam pelo Facebook, pelo Twiter ou no MySpace, seja por razões “frívolas” (como postagem de selfies) ou “nobres” (por exemplo, para a participação num movimento ativista, como o Greenpeace). Os jovens constroem novas relações e interações sociais nestes ciberespaços, por isso é preciso que o professor adentre esse universo e busque a apropriação escolar de pelo menos alguns desses dispositivos. Esse (com)partilhamento pode criar ambientes produtivos para a troca de experiências, a construção de conceitos, a exploração da internet para propostas instigantes que associem pesquisa (em revistas e jornais eletrônicos) ao jogo argumentativo (produções textuais em aparelhos digitais).
V. O desafio docente é encontrar estratégias de controle do uso de tais ferramentas, impedindo que a novidade se torne adversidade. Para que as novidades sejam incorporadas dentro de uma abordagem pedagógica, é importante que o professor seja capaz de escutar as sugestões dos alunos, mas também de fazer e conduzir propostas. Pôr em contato diferentes turmas por meio de um blog escolar, criar um grupo de estudos no google. groups, por exemplo, são ações que permitem que alunos e professores compartilhem dados referentes à vida acadêmica, troquem dicas, sanem dúvidas e elenquem e discutam questões relevantes para a comunidade escolar.



Verifica-se que, em relação ao uso pedagógico de novas tecnologias para o ensino de língua materna:
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3

457941200244784
Ano: 2016Banca: FUMARCOrganização: Prefeitura de Ipuã - SPDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Análise Textual | Estrutura Textual | Compreensão e Interpretação Textual
Texto associado

Texto 2


A LINGUAGEM POLITICAMENTE CORRETA


José Luiz Fiorin (USP)



    No conto Negrinha, de Monteiro Lobato, lemos a seguinte passagem: “A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças” (Monteiro Lobato: textos escolhidos. Rio de Janeiro, Agir, 1967, p. 75). No capítulo III, de Clara dos Anjos, de Lima Barreto, aparece a seguinte passagem: “Marramaque, poeta raté, tinha uma grande virtude, como tal: não denegrir os companheiros que subiram nem os que ganharam celebridade” (Prosa seleta. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 2001, p. 661). Em Machado de Assis, no conto Aurora sem dia, lê-se: “Ah! meu amigo, [...] não imagina quantos invejosos andam a denegrir meu nome” (Obra completa. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, vol. II, p. 224). Diante desses textos não faltaria quem apontasse o dedo acusador para os três autores, tachando-os de racistas. Afinal, denegrir significa “diminuir a pureza, o valor de; conspurcar, manchar” e é construído com a mesma raiz da palavra negro; judiar quer dizer “tratar mal física ou moralmente, atormentar, maltratar” e é formado com o termo judeu. Mas será que podemos fazer essa acusação? Machado e Lima Barreto eram descendentes de negros; Lobato posicionou-se contra o nazifascismo e pode-se dizer que, à maneira de seu tempo, era antirracista. 

    A linguagem politicamente correta é a expressão do aparecimento na cena pública de identidades que eram reprimidas e recalcadas: mulheres, negros, homossexuais, etc. Revela ela a força dessas “minorias”, que eram discriminadas, ridicularizadas, desconsideradas. Pretende-se, com ela, combater o preconceito, proscrevendo-se um vocabulário que é fortemente negativo em relação a esses grupos sociais. A ideia é que, alterando-se a linguagem, mudam-se as atitudes discriminatórias.

    Em 2004, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República publicou uma cartilha intitulada Politicamente correto e direitos humanos, em que mostrava que determinadas palavras, expressões e anedotas revelam preconceitos e discriminações contra pessoas ou grupos sociais. Essa publicação gerou muita polêmica e levou o governo a recolhê-la. Muitos intelectuais proeminentes acusaram o governo de estar instaurando a censura (por exemplo, João Ubaldo Ribeiro, no artigo “O programa Fala Zero”, publicado em O Estado de S. Paulo, de 8/5/2005, p. D3, e Ferreira Gullar, no artigo “A coisa está branca”, publicado na Folha de S. Paulo, de 15 de maio de 2005, p. E 12). Declaravam que se tratava de um ato autoritário de um governo que pretendia até mesmo controlar o que as pessoas dizem; que o poder público tinha coisas mais importantes, como a educação e a saúde, com que se preocupar. Chegaram a afirmar que poderíamos ser presos, se disséssemos alguma coisa que contrariasse as normas linguísticas governamentais. Bradavam que se pretendia engessar a língua, impedindo o seu desenvolvimento.

    Não vamos fazer a maldade de argumentar, dizendo que chama atenção que esses furiosos críticos do governo (no geral, articulistas dos principais jornais do país) não tivessem tido a mesma irada reação, quando os jornais em que escrevem vetaram o uso, em suas páginas, de uma série de palavras ou expressões por denotarem preconceito, discriminação ou ofensa em relação a determinados grupos sociais (conferir, por exemplo, o verbete “preconceito” do Manual de redação da Folha de S. Paulo (2001, p. 94) ou o verbete “ética interna” do Manual de redação e estilo de O Estado de S. Paulo (1990, p. 34-38)).

    A linguagem politicamente correta leva-nos a pensar em uma série de aspectos a respeito do funcionamento da linguagem (meus argumentos concordam com os de Sírio Possenti, difundidos em comunicações e textos). O primeiro é que, como já ensinava Aristóteles, na Retórica, aquele que fala ou escreve cria, ao produzir um texto, uma imagem de si mesmo. Sem dúvida nenhuma, a presença de certas palavras num determinado texto faz que ele seja racista, machista, etc., criando uma imagem de que seu autor é alguém que tem preconceito contra as mulheres, os negros, os índios, os homossexuais e assim por diante. O que é preciso saber é se combater o uso de palavras ou expressões que patenteiam a discriminação é um instrumento eficaz de luta contra ela.

    De um lado, é verdade que a linguagem modela sentimentos e emoções. Se alguém sempre ouviu certos termos ou expressões, como negro, bicha ou coisa de mulher, ditos com desdém ou com raiva, certamente vai desenvolver uma atitude machista ou racista. Quem é tratado com gritos ou com ameaças seguramente não vai introjetar atitudes de bondade ou doçura. Portanto, usar uma linguagem não marcada por fortes conotações pejorativas é um meio de diminuir comportamentos preconceituosos ou discriminatórios. De outro lado, porém, é preciso atentar para dois aspectos. O primeiro é que o cuidado excessivo na busca de eufemismos para designar certos grupos sociais revela a existência de preconceitos arraigados na vida social. Se assim não fosse, poder-se-ia empregar, sem qualquer problema, por exemplo, o vocábulo negro, sem precisar recorrer à expressão afrodescendente. Em segundo lugar, os defensores da linguagem politicamente correta acreditam que existam termos neutros ou objetivos, o que absolutamente não é verdade. Todas as palavras, ensina Bakhtin, são assinaladas por uma apreciação social. Considera-se que os termos bicha, veado, fresco são mais preconceituosos que a designação gay. Isso é parcialmente verdadeiro, pois os três primeiros estão marcados por pesada conotação negativa. No entanto, o termo gay também vai assumindo valor pejorativo, tanto que, à semelhança do aumentativo bichona e do diminutivo bichinha, criaram-se gayzaço e gayzinho. Isso ocorre porque as condições de produção de discursos sobre a mulher, o negro, o homossexual, etc. são as de existência de fortes preconceitos em nossa formação social. Isso significa que não basta mudar a linguagem para que a discriminação deixe de existir. Entretanto, como a conotação negativa é uma questão de grau, não é irrelevante deixar de usar os termos mais fortemente identificados com atitudes racistas, machistas, etc. [...]


http://www.letras.ufscar.br/linguasagem/edicao01/artigos_alinguagempoliticament ecorreta.htm [adaptado] 

No trecho “Chegaram a afirmar que poderíamos ser presos, se disséssemos alguma coisa que contrariasse as normas linguísticas governamentais.”, os verbos em destaque funcionam como:
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4

457941200794157
Ano: 2015Banca: FUMARCOrganização: Prefeitura de Ipuã - SPDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Adjetivos | Morfologia
A palavra destacada NÃO é adjetivo em: 
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5

457941201693937
Ano: 2016Banca: FUMARCOrganização: Prefeitura de Ipuã - SPDisciplina: Pedagogia e DidáticaTemas: Avaliação na Educação Básica e Superior | Modalidades Avaliativas | Avaliação da Educação
Muito se fala em avaliação. O processo de planejamento inclui o processo de avaliação; pode-se afirmar que o planejamento é um processo de avaliação ao que se junta a ação para mudar o que não esteja de acordo com o ideal (GANDIN, 1994). Quando se usa o termo avaliação no planejamento, pode-se usá-lo em distintos significados, EXCETO como:
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6

457941200284375
Ano: 2015Banca: FUMARCOrganização: Prefeitura de Ipuã - SPDisciplina: Direito ConstitucionalTemas: Controle Repressivo Judiciário: Controle Difuso | Controle de Constitucionalidade
A seguinte assertiva acerca do controle de constitucionalidade das normas jurídicas está CORRETA: 
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7

457941201793185
Ano: 2016Banca: FUMARCOrganização: Prefeitura de Ipuã - SPDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Tipos Textuais | Compreensão e Interpretação Textual | Categorias Textuais | Análise Textual
Texto associado

Texto 2


A LINGUAGEM POLITICAMENTE CORRETA


José Luiz Fiorin (USP)



    No conto Negrinha, de Monteiro Lobato, lemos a seguinte passagem: “A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças” (Monteiro Lobato: textos escolhidos. Rio de Janeiro, Agir, 1967, p. 75). No capítulo III, de Clara dos Anjos, de Lima Barreto, aparece a seguinte passagem: “Marramaque, poeta raté, tinha uma grande virtude, como tal: não denegrir os companheiros que subiram nem os que ganharam celebridade” (Prosa seleta. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 2001, p. 661). Em Machado de Assis, no conto Aurora sem dia, lê-se: “Ah! meu amigo, [...] não imagina quantos invejosos andam a denegrir meu nome” (Obra completa. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, vol. II, p. 224). Diante desses textos não faltaria quem apontasse o dedo acusador para os três autores, tachando-os de racistas. Afinal, denegrir significa “diminuir a pureza, o valor de; conspurcar, manchar” e é construído com a mesma raiz da palavra negro; judiar quer dizer “tratar mal física ou moralmente, atormentar, maltratar” e é formado com o termo judeu. Mas será que podemos fazer essa acusação? Machado e Lima Barreto eram descendentes de negros; Lobato posicionou-se contra o nazifascismo e pode-se dizer que, à maneira de seu tempo, era antirracista. 

    A linguagem politicamente correta é a expressão do aparecimento na cena pública de identidades que eram reprimidas e recalcadas: mulheres, negros, homossexuais, etc. Revela ela a força dessas “minorias”, que eram discriminadas, ridicularizadas, desconsideradas. Pretende-se, com ela, combater o preconceito, proscrevendo-se um vocabulário que é fortemente negativo em relação a esses grupos sociais. A ideia é que, alterando-se a linguagem, mudam-se as atitudes discriminatórias.

    Em 2004, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República publicou uma cartilha intitulada Politicamente correto e direitos humanos, em que mostrava que determinadas palavras, expressões e anedotas revelam preconceitos e discriminações contra pessoas ou grupos sociais. Essa publicação gerou muita polêmica e levou o governo a recolhê-la. Muitos intelectuais proeminentes acusaram o governo de estar instaurando a censura (por exemplo, João Ubaldo Ribeiro, no artigo “O programa Fala Zero”, publicado em O Estado de S. Paulo, de 8/5/2005, p. D3, e Ferreira Gullar, no artigo “A coisa está branca”, publicado na Folha de S. Paulo, de 15 de maio de 2005, p. E 12). Declaravam que se tratava de um ato autoritário de um governo que pretendia até mesmo controlar o que as pessoas dizem; que o poder público tinha coisas mais importantes, como a educação e a saúde, com que se preocupar. Chegaram a afirmar que poderíamos ser presos, se disséssemos alguma coisa que contrariasse as normas linguísticas governamentais. Bradavam que se pretendia engessar a língua, impedindo o seu desenvolvimento.

    Não vamos fazer a maldade de argumentar, dizendo que chama atenção que esses furiosos críticos do governo (no geral, articulistas dos principais jornais do país) não tivessem tido a mesma irada reação, quando os jornais em que escrevem vetaram o uso, em suas páginas, de uma série de palavras ou expressões por denotarem preconceito, discriminação ou ofensa em relação a determinados grupos sociais (conferir, por exemplo, o verbete “preconceito” do Manual de redação da Folha de S. Paulo (2001, p. 94) ou o verbete “ética interna” do Manual de redação e estilo de O Estado de S. Paulo (1990, p. 34-38)).

    A linguagem politicamente correta leva-nos a pensar em uma série de aspectos a respeito do funcionamento da linguagem (meus argumentos concordam com os de Sírio Possenti, difundidos em comunicações e textos). O primeiro é que, como já ensinava Aristóteles, na Retórica, aquele que fala ou escreve cria, ao produzir um texto, uma imagem de si mesmo. Sem dúvida nenhuma, a presença de certas palavras num determinado texto faz que ele seja racista, machista, etc., criando uma imagem de que seu autor é alguém que tem preconceito contra as mulheres, os negros, os índios, os homossexuais e assim por diante. O que é preciso saber é se combater o uso de palavras ou expressões que patenteiam a discriminação é um instrumento eficaz de luta contra ela.

    De um lado, é verdade que a linguagem modela sentimentos e emoções. Se alguém sempre ouviu certos termos ou expressões, como negro, bicha ou coisa de mulher, ditos com desdém ou com raiva, certamente vai desenvolver uma atitude machista ou racista. Quem é tratado com gritos ou com ameaças seguramente não vai introjetar atitudes de bondade ou doçura. Portanto, usar uma linguagem não marcada por fortes conotações pejorativas é um meio de diminuir comportamentos preconceituosos ou discriminatórios. De outro lado, porém, é preciso atentar para dois aspectos. O primeiro é que o cuidado excessivo na busca de eufemismos para designar certos grupos sociais revela a existência de preconceitos arraigados na vida social. Se assim não fosse, poder-se-ia empregar, sem qualquer problema, por exemplo, o vocábulo negro, sem precisar recorrer à expressão afrodescendente. Em segundo lugar, os defensores da linguagem politicamente correta acreditam que existam termos neutros ou objetivos, o que absolutamente não é verdade. Todas as palavras, ensina Bakhtin, são assinaladas por uma apreciação social. Considera-se que os termos bicha, veado, fresco são mais preconceituosos que a designação gay. Isso é parcialmente verdadeiro, pois os três primeiros estão marcados por pesada conotação negativa. No entanto, o termo gay também vai assumindo valor pejorativo, tanto que, à semelhança do aumentativo bichona e do diminutivo bichinha, criaram-se gayzaço e gayzinho. Isso ocorre porque as condições de produção de discursos sobre a mulher, o negro, o homossexual, etc. são as de existência de fortes preconceitos em nossa formação social. Isso significa que não basta mudar a linguagem para que a discriminação deixe de existir. Entretanto, como a conotação negativa é uma questão de grau, não é irrelevante deixar de usar os termos mais fortemente identificados com atitudes racistas, machistas, etc. [...]


http://www.letras.ufscar.br/linguasagem/edicao01/artigos_alinguagempoliticament ecorreta.htm [adaptado] 

Considerando a configuração e o funcionamento dos textos, pode-se dizer que o texto anterior caracteriza-se como:
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8

457941200809825
Ano: 2015Banca: FUMARCOrganização: Prefeitura de Ipuã - SPDisciplina: Geografia Geral e HumanaTemas: Projeções Cartográficas | Cartografia
Representar a superfície terrestre vem sendo, desde o século XVI, um grande desafio entre os cartógrafos. 

Uma das características da Projeção de Mercator é: 
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9

457941201510619
Ano: 2015Banca: FUMARCOrganização: Prefeitura de Ipuã - SPDisciplina: Pedagogia e DidáticaTemas: Planejamento Educacional | Desenvolvimento do Planejamento de Ensino | Modelos de Planos de Ensino
A ação supervisora pode incentivar o estudo de princípios metodológicos, enfatizando, nas sessões de estudo, elementos pontuais para a escolha do método. Com relação à descrição de métodos e técnicas de ensino, analise as afirmativas abaixo: 


I. Considerar os fundamentos da aprendizagem e da dinâmica da sala de aula, como a diversificação metodológica associada à implementação de atividades, alternadas em pequenas etapas. 

II. Considerar as especificidades dos temas dos programas.

III. Considerar as relações entre professores, alunos, objetivos, conteúdo, avaliação e recuperação da aprendizagem. 


Está CORRETO que se afirma em: 
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10

457941201421115
Ano: 2016Banca: FUMARCOrganização: Prefeitura de Ipuã - SPDisciplina: Pedagogia e DidáticaTemas: Ensino de Língua Portuguesa | Temas Pedagógicos
Texto associado
Concepções de linguagem alteram modo de ensinar


Na década de 1970, uma nova transformação conceitual mudou as práticas escolares. A linguagem deixou de ser entendida apenas como a expressão do pensamento para ser vista também como um instrumento de comunicação, envolvendo um interlocutor e uma mensagem que precisa ser compreendida. Todos os gêneros passaram a ser vistos como importantes instrumentos de transmissão de mensagens: o aluno precisaria aprender as características de cada um deles para reproduzi-los na escrita e também para identificá-los nos textos lidos. 

Ainda era essencial seguir um padrão preestabelecido, e qualquer anormalidade seria um ruído. Para contemplar a perspectiva, o acervo de obras estudadas acabou ampliado, já que o formato dos textos clássicos não servia de subsídio para a escrita de cartas, por exemplo. 

Em pouco tempo, no entanto, as correntes acadêmicas avançaram mais. Mikhail Bakhtin (1895-1975) apresentou uma nova concepção de linguagem, a enunciativo-discursiva, que considera o discurso uma prática social e uma forma de interação - tese que vigora até hoje. A relação interpessoal, o contexto de produção dos textos, as diferentes situações de comunicação, os gêneros, a interpretação e a intenção de quem o produz passaram a ser peças-chave. 

A expressão não era mais vista como uma representação da realidade, mas o resultado das intenções de quem a produziu e o impacto que terá no receptor. O aluno passou a ser visto como sujeito ativo, e não um reprodutor de modelos, e atuante - em vez de ser passivo no momento de ler e escutar.

(SANTOMAURO, Beatriz. O que ensinar em Língua Portuguesa. In: Revista Nova Escola. Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/fundamentos/papelletras-interacao-social-432174.shtml?page=1. Acesso em 15/11/15).


Oralidade e Letramento

     Quanto à presença da escrita, pode-se dizer que, mesmo criada pelo engenho humano tardiamente em relação ao surgimento da oralidade, ela permeia hoje quase todas as práticas sociais dos povos em que penetrou. Até mesmo os analfabetos, em sociedades com escrita, estão sob a influência do que contemporaneamente se convencionou chamar de práticas de letramento, isto é, um tipo de processo histórico e social que não se confunde com a realidade representada pela alfabetização regular e institucional lembrada há pouco. Frisando mais uma vez o que dizia Street (1995), deve-se ter imenso cuidado diante da tendência à escolarização do letramento, que sofre de um mal crônico ao supor que só existe um letramento. O letramento não é o equivalente à aquisição da escrita. Existem “letramentos sociais” que surgem e se desenvolvem à margem da escola, não precisando por isso serem depreciados.
     A escrita é usada em contextos sociais básicos da vida cotidiana, em paralelo direto com a oralidade. Estes contextos são, entre outros: o trabalho; a escola; o dia-a-dia, a família; a vida burocrática; a atividade intelectual. Em cada um desses contextos, as ênfases e os objetivos do uso da escrita são variados e diversos. Inevitáveis relações entre escrita e contexto devem existir, fazendo surgir gêneros textuais e formas comunicativas, bem como terminologias e expressões típicas. Seria interessante que a escola soubesse algo mais sobre essa questão para enfrentar sua tarefa com maior preparo e maleabilidade, servindo até mesmo de orientação na seleção de textos e definição de níveis de linguagem a trabalhar. 
     Há, portanto, uma distinção bastante nítida entre a apropriação/distribuição da escrita e leitura (padrões de alfabetização) do ponto de vista formal e institucional e os usos/papéis da escrita e leitura (processos de letramento) enquanto práticas sociais mais amplas. Sabemos muito sobre métodos de alfabetização, mas sabemos pouco sobre processos de letramento; ou seja, sabemos pouco sobre a influência e penetração da escrita na sociedade. Mesmo pessoas ditas “iletradas”, ou seja, analfabetas, não deixam de estar sob a influência de estratégias da escrita em seu desempenho linguístico, o que torna o uso do termo “iletrado” muito problemático em sociedades com escrita (veja mais sobre o assunto em Tfouni, 1988; e Soares, 1998). 

(MARCUSCHI, Luiz Antonio. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2001. Cap.1)
De acordo com as relações entre concepções de linguagem e modos de ensinar, é INCORRETO afirmar:
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