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457941201341923
Ano: 2016Banca: FACET ConcursosOrganização: Prefeitura de Sobrado - PBDisciplina: Informática BásicaTemas: Redes de Computadores
Qual é o protocolo utilizado para transferência de hipertextos na camada de aplicação segundo o modelo OSI?
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2

457941200422452
Ano: 2015Banca: FACET ConcursosOrganização: Prefeitura de Sobrado - PBDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Formas Nominais do Verbo | Morfologia Verbal
Leia o texto abaixo transcrito e, em seguida, responda às questões a ele referentes:

Judia, fingi ser antissemita para fugir do Holocausto

Já era noite quando os soldados alemães chegaram ao Gueto de Varsóvia, uma espécie de fortaleza, ou prisão, onde ficavam as famílias de judeus poloneses durante a Segunda Guerra Mundial. Do lado de fora dos muros, estavam os poloneses cristãos. Ao oficial que ficava na entrada do Gueto, os soldados nazistas deram o nome de uma família. Alguém fizera uma denúncia. E os soldados não precisavam de uma razão para matar judeus. O oficial abriu o livro de registros, encontrou o endereço e repassou aos soldados. Os soldados levaram aquela família inteira para uma ponte. Mataram todos. O sobrenome daquela família era muito parecido com o nosso. Não sabíamos se os soldados procuravam por aquela família ou se o oficial da entrada do Gueto entendeu o nome errado e os mandou para outro endereço. Os mortos poderíamos ser nós.

A notícia chegou na manhã seguinte. Se minha memória embaralha a sequência dos acontecimentos, não há sombras sobre os momentos marcantes que vivi no Holocausto. Naquele dia de 1942, meu avô, um polonês muito culto, recebeu uma carta de anistia dos alemães. A mensagem dizia que seríamos perdoados – com direito até a vale-alimentação -, caso saíssemos do Gueto. Meu avô depositou um longo olhar naquele pedaço de papel antes de falar com minha avó. Fingi estar brincado, mas prestei atenção em cada palavra. Meu avô aceitou a proposta dos nazistas. Retornaria à cidade onde nasci, Sokolov. Minha avó, chorando, disse que era uma armadilha preparada pelos alemães. Tinha certeza de que seriam mortos no regresso. Vovô respondeu que já estavam velhos, e não era justo dificultar a fuga dos filhos. Era melhor que partissem. Minha mãe, a filha mais velha e viúva (meu pai faleceu em decorrência de uma pneumonia), decidiu acompanhá-los. Impôs aos irmãos uma única condição: que me mantivessem viva. Abracei minha mãe e implorei para que ela ficasse. Minha última lembrança é ver minha mãe empurrando, sutilmente, a maleta dela para baixo da mesa de centro. Ninguém percebeu, só eu. Minha mãe sabia que ia morrer. Quando minha tia avistou a maleta, disse: “Sua mãe só sabe chorar, olha o que ela esqueceu.”

Não tínhamos outra escolha senão fugir. Como era fácil desconfiarem de uma família dizimada como a nossa, meus tios se encarregaram de providenciar um novo passado para nós quatro – eu, minha tia solteira, meu tio viúvo e o filho dele. Meus tios, que eram irmãos, fingiriam ser um casal. Na história, a esposa do meu tio faleceu em decorrência de pneumonia – o que aconteceu na vida real. Diante da morte da esposa, meu tio se casou com a irmã mais nova da falecida. Eu era a filha do primeiro casamento. Meu primo, do segundo. Por muito dinheiro, meu tio comprou documentos falsos, com nomes de poloneses mortos, para ele e minha tia. Depois, pediu ajuda a um fazendeiro conhecido nosso – e respeitado pelos poloneses cristãos – para fugir. Antes de partir, soubemos por um rapaz que conseguiu escapar de um campo de concentração que meus avós e minha mãe tinham sido exterminados na cidade de Treblinkla. (...)

Desembarquei no Brasil com 17 ou 18 anos. Desde então, moro na cidade de São Paulo. Casei com Francisco Gotthilf, um polonês conhecido como o apresentador do programa Mosaico na TV. Idealizado por Francisco, o programa, destinado à comunidade judaica, foi ao ar em 1961. Entrou para o Guinness, o livro dos recordes, como o programa mais antigo da televisão brasileira (está no ar hoje pela TV Aberta São Paulo).

Tenho 85 anos, três filhos, sete netos e dois bisnetos. Francisco faleceu há quatro anos. Ele nem imaginava que eu seria capaz de contar minha história sem chorar. Para voltar à Polônia e visitar à casa de meu avô, que deu a vida por mim, amealhei coragem por 30 anos. Já se passaram sete décadas, e eu ainda preciso me proteger dessas lembranças, mas não posso levá-las guardadas comigo. O mundo precisa saber o que aconteceu. Nós, sobreviventes, precisamos encontrar uma maneira de romper o silêncio que nos impusemos. Minha estratégia, que estou estreando com você, é contar como se estivesse narrando a trajetória de uma vizinha. De outra maneira, essa conversa não seria possível.

Artigo escrito por Rachela Gotthilf, na Revista Época, edição de 25 de janeiro de 2016, n 919, São Paulo, Capital.

O trecho adiante transcrito servirá de base para a questão.

“Minha avó, chorando, disse que era uma armadilha preparada pelos alemães.”

Em forma nominal se encontra o verbo chorar, nessa construção?
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3

457941200678466
Ano: 2015Banca: FACET ConcursosOrganização: Prefeitura de Sobrado - PBDisciplina: Enfermagem: Teoria e PráticaTemas: Cuidados de Enfermagem em Feridas e Curativos
As feridas, quanto aos comprometimentos teciduais, são classificadas em estágio I, II, III, e IV. Assinale a alternativa incorreta:
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4

457941201433767
Ano: 2015Banca: FACET ConcursosOrganização: Prefeitura de Sobrado - PBDisciplina: Medicina: Clínica e Saúde PúblicaTemas: Urologia | Medicina Geriátrica
Paciente do sexo feminino, 75 anos, com uma cistite bacteriana. Paciente não apresenta comorbidades e com ausência de achados de pielonefrite. O tempo da antibioticoterapia, tendo como escolha terapêutica o ciprofloxacino é de:
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5

457941200522516
Ano: 2016Banca: FACET ConcursosOrganização: Prefeitura de Sobrado - PBDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Morfologia Verbal | Formas Nominais do Verbo
Texto associado

Judia, fingi ser antissemita para fugir do Holocausto


    Já era noite quando os soldados alemães chegaram ao Gueto de Varsóvia, uma espécie de fortaleza, ou prisão, onde ficavam as famílias de judeus poloneses durante a Segunda Guerra Mundial. Do lado de fora dos muros, estavam os poloneses cristãos. Ao oficial que ficava na entrada do Gueto, os soldados nazistas deram o nome de uma família. Alguém fizera uma denúncia. E os soldados não precisavam de uma razão para matar judeus. O oficial abriu o livro de registros, encontrou o endereço e repassou aos soldados. Os soldados levaram aquela família inteira para uma ponte. Mataram todos. O sobrenome daquela família era muito parecido com o nosso. Não sabíamos se os soldados procuravam por aquela família ou se o oficial da entrada do Gueto entendeu o nome errado e os mandou para outro endereço. Os mortos poderíamos ser nós.

     A notícia chegou na manhã seguinte. Se minha memória embaralha a sequência dos acontecimentos, não há sombras sobre os momentos marcantes que vivi no Holocausto. Naquele dia de 1942, meu avô, um polonês muito culto, recebeu uma carta de anistia dos alemães. A mensagem dizia que seríamos perdoados – com direito até a vale-alimentação -, caso saíssemos do Gueto. Meu avô depositou um longo olhar naquele pedaço de papel antes de falar com minha avó. Fingi estar brincado, mas prestei atenção em cada palavra. Meu avô aceitou a proposta dos nazistas. Retornaria à cidade onde nasci, Sokolov. Minha avó, chorando, disse que era uma armadilha preparada pelos alemães. Tinha certeza de que seriam mortos no regresso. Vovô respondeu que já estavam velhos, e não era justo dificultar a fuga dos filhos. Era melhor que partissem. Minha mãe, a filha mais velha e viúva (meu pai faleceu em decorrência de uma pneumonia), decidiu acompanhá-los. Impôs aos irmãos uma única condição: que me mantivessem viva. Abracei minha mãe e implorei para que ela ficasse. Minha última lembrança é ver minha mãe empurrando, sutilmente, a maleta dela para baixo da mesa de centro. Ninguém percebeu, só eu. Minha mãe sabia que ia morrer. Quando minha tia avistou a maleta, disse: “Sua mãe só sabe chorar, olha o que ela esqueceu.”

     Não tínhamos outra escolha senão fugir. Como era fácil desconfiarem de uma família dizimada como a nossa, meus tios se encarregaram de providenciar um novo passado para nós quatro – eu, minha tia solteira, meu tio viúvo e o filho dele. Meus tios, que eram irmãos, fingiriam ser um casal. Na história, a esposa do meu tio faleceu em decorrência de pneumonia – o que aconteceu na vida real. Diante da morte da esposa, meu tio se casou com a irmã mais nova da falecida. Eu era a filha do primeiro casamento. Meu primo, do segundo. Por muito dinheiro, meu tio comprou documentos falsos, com nomes de poloneses mortos, para ele e minha tia. Depois, pediu ajuda a um fazendeiro conhecido nosso – e respeitado pelos poloneses cristãos – para fugir. Antes de partir, soubemos por um rapaz que conseguiu escapar de um campo de concentração que meus avós e minha mãe tinham sido exterminados na cidade de Treblinkla. (...)

    Desembarquei no Brasil com 17 ou 18 anos. Desde então, moro na cidade de São Paulo. Casei com Francisco Gotthilf, um polonês conhecido como o apresentador do programa Mosaico na TV. Idealizado por Francisco, o programa, destinado à comunidade judaica, foi ao ar em 1961. Entrou para o Guinness, o livro dos recordes, como o programa mais antigo da televisão brasileira (está no ar hoje pela TV Aberta São Paulo).

    Tenho 85 anos, três filhos, sete netos e dois bisnetos. Francisco faleceu há quatro anos. Ele nem imaginava que eu seria capaz de contar minha história sem chorar. Para voltar à Polônia e visitar à casa de meu avô, que deu a vida por mim, amealhei coragem por 30 anos. Já se passaram sete décadas, e eu ainda preciso me proteger dessas lembranças, mas não posso levá-las guardadas comigo. O mundo precisa saber o que aconteceu. Nós, sobreviventes, precisamos encontrar uma maneira de romper o silêncio que nos impusemos. Minha estratégia, que estou estreando com você, é contar como se estivesse narrando a trajetória de uma vizinha. De outra maneira, essa conversa não seria possível. 

Artigo escrito por Rachela Gotthilf, na Revista Época, edição de 25 de janeiro de 2016, n 919, São Paulo, Capital.  

“Minha avó, chorando, disse que era uma armadilha preparada pelos alemães.”


Em forma nominal se encontra o verbo chorar, nessa construção?

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6

457941201084110
Ano: 2015Banca: FACET ConcursosOrganização: Prefeitura de Sobrado - PBDisciplina: Geografia Geral e HumanaTemas: Agropecuária | Questão Fundiária
Sobre as Ligas Camponesas é correto afirmar:
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7

457941200477892
Ano: 2016Banca: FACET ConcursosOrganização: Prefeitura de Sobrado - PBDisciplina: Matemática: Fundamentos e AplicaçõesTemas: Teoria dos Números | Aritmética
Um trem com quatro vagões transporta 720 pessoas. Para transportar 1260 pessoas , quantos vagões seriam necessários?
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8

457941200936064
Ano: 2015Banca: FACET ConcursosOrganização: Prefeitura de Sobrado - PBDisciplina: Arte e EducaçãoTemas: Políticas Educacionais e Estrutura Organizacional
Fundamentado na Lei 9394/96, formularam-se os Parâmetros Curriculares Nacionais / PCNs. Esse possui vários objetivos, EXCETO:
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9

457941201523380
Ano: 2015Banca: FACET ConcursosOrganização: Prefeitura de Sobrado - PBDisciplina: História Geral e do BrasilTemas: Idade Média Europeia | História Mundial
A crise do Feudalismo acabou gerando um declínio nas relações feudais. Todavia, o absolutismo monárquico cresceu substancialmente adequando-se inicialmente ao desenvolvimento do capitalismo. Ao contrário da figura dos senhores feudais, nesse modelo político:
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10

457941201771898
Ano: 2015Banca: FACET ConcursosOrganização: Prefeitura de Sobrado - PBDisciplina: Enfermagem: Teoria e PráticaTemas: Doenças Crônicas Não Infecciosas | Diabetes
Qual a hipótese do diagnostico de um paciente magro que apresentou inicio de sintomas abruptos, tendo facilidade para cetose e grandes flutuações de glicemia?
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