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Read the text below and answer question
OBESITY
Is it a disease or a lifestyle problem?
Obesity is a serious health problem in the United States and
increasingly around the world. Costs and associated
diseases continue to increase. Recent studies into the
causes of obesity indicate that the problem is more
complex, and may have less to do with “willpower” and other
such issues, than previously thought. Many obesity experts
hope this research will help physicians and others rethink
the way they understand and treat the problem. Skeptics,
however, continue to blame inactivity and overeating for
obesity. While the World Health Organization (WHO) and
others call for a reduction in sugar consumption to combat
obesity, the food industry says it is being unfairly targeted.
The planet’s population is getting fatter. Once a problem
largely confined to high-income regions, overweight and
obesity are on the rise in low- and middle-income
countries. According to the World Health Organization
(WHO), obesity has more than doubled worldwide since
1980. In 2014 more than 1.9 billion adults (39 percent of
Earth’s adult population) were overweight. That includes
600 million who were obese.
Among children, overweight and obesity are increasing
more than 30 percent faster in lower-and middle-income
countries than in developed countries. In 2013, 42 million
children under the age of 5 worldwide were overweight or
obese.
Disponível em:
http://library.cqpress.com/cqresearcher/document.php?id=cqr_ht_o
besity_2015. Acessado em 15 de outubro de 2015.
Texto 2
Nada cai do céu
O racionamento a que pode ser submetida boa parte da
população paulistana – e de outras cidades e estados
brasileiros – poderia ser evitado? A questão é muito mais
complexa do que possa parecer. Afinal, todos que vivemos
nessas áreas já somos e seremos ainda mais afetados.
O calor bate recordes no mundo. Dados recentes apontam
2014 como o ano mais quente da história. A temperatura
média no solo e nos oceanos aumentou 0,69 graus,
superando recordes anteriores. Parece pouco, mas não é.
A cada 20 ou 30 anos, em média, o Oceano Pacífico, a
maior massa de água do Planeta, sofre variações de
temperatura, ficando mais quente ou mais frio que o normal.
Essas oscilações interferem nos ventos, na chuva e na
temperatura em muitas regiões do globo. No Brasil,
diversos estados já sentem os impactos dessa alteração
climática. O verão passado foi um dos mais secos e
quentes, não apenas na região da capital paulista e seu
entorno, mas também em grande parte do Sudeste,
sobretudo em Minas Gerais, de onde vem a maior parte da
água que abastece a região metropolitana, por meio do
sistema Cantareira. Áreas dessa região registraram
anomalias de até 5 graus nas temperaturas máximas.
Com pouca água e maior consumo, devido ao calor, os rios
e represas que abastecem o sistema caíram aos menores
níveis já vistos. Em São Paulo, desde 2012, o Cantareira
vem sofrendo com chuva abaixo do normal.
As previsões não são as melhores. Segundo o estudo da
Climatempo, apenas no verão de 2017, é que se poderá
esperar por uma chuva normal ou acima da média, para
uma consistente recuperação do sistema.
Reverter a situação é um desafio. Trata-se de algo muito
mais educativo do que meteorológico. Desde o final de
2013, meteorologistas têm alertado sobre esse cenário
crítico. Já se sabe que o quadro não é favorável, e há
pouca chance de mudança em curto prazo. Porém, em um
planeta onde 1,4 bilhão de quilômetros cúbicos é ocupado
por água, o ser humano ainda parece acreditar que ela
nunca irá acabar. Com ou sem chuva à vista, a população
precisa entender que a água pode – e vai – acabar se não
forem tomadas medidas preventivas.
A conscientização sobre o consumo deve ser permanente.
O que as nossas autoridades precisam entender é que não
dá para passar uma vida acreditando na ajuda divina. É
preciso arregaçar as mangas e se preparar. Ainda há muito
a fazer e a investir. Porque nada cai do céu – nem mesmo a
água tem caído, ultimamente.
MAGNO, Carlos. Folha de S. Paulo. Opinião,
25 fev. 2015. Adaptado.
Texto 4
Evocação do Recife
Recife
Não a Veneza americana
Não a Mauritssatd dos armadores das Índias Ocidentais
Não o Recife dos Mascates
Nem mesmo o Recife que aprendi a amar depois ─
Recife das revoluções libertárias
Mas o Recife sem história nem literatura
Recife sem mais nada
Recife da minha infância
(...)
Foi há muito tempo...
A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
Ao passo que nós
O que fazemos
É macaquear
A sintaxe lusíada
Manoel Bandeira. Evocação do Recife. (Excerto)
In: Libertinagem. Estrela da vida inteira. 20. ed.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993. p.133-136.
TEXTO 1
SAÚDE
A definição de saúde mais difundida – com implicações legais, sociais e econômicas dos estados de saúde e doença – é a definição encontrada no preâmbulo da Constituição da Organização Mundial da Saúde (OMS): saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças.
Quando a OMS foi criada, pouco após o fim da Segunda Guerra Mundial, havia uma preocupação em traçar uma definição positiva de saúde, que incluiria fatores como alimentação, atividade física, acesso ao sistema de saúde etc. O "bem-estar social" da definição veio de uma preocupação com a devastação causada pela guerra, assim como de um otimismo em relação à paz mundial. A OMS foi ainda a primeira organização internacional de saúde a considerar-se responsável pela saúde mental, e não apenas pela saúde do corpo.
A definição adotada pela OMS tem sido alvo de inúmeras críticas desde então. Definir a saúde como um estado de completo bem-estar faz com que a saúde seja algo ideal, inatingível, e assim a definição não pode ser usada como meta pelos serviços de saúde. Por outro lado, a definição utópica de saúde é útil como um horizonte para os serviços de saúde por estimular a priorização das ações.
Christopher Boorse definiu, em 1977, a saúde como a simples ausência de doença. Em 1981, Leon Kass incluiu, no campo da saúde, "o bem-funcionar de um organismo como um todo", ou ainda "uma atividade do organismo vivo de acordo com suas excelências específicas”. Lennart Nordenfelt definiu, em 2001, a saúde como um estado físico e mental em que é possível alcançar todas as metas vitais, dadas as circunstâncias.
As definições acima têm seus méritos, mas, provavelmente, a segunda definição mais citada é da OMS, mais especificamente do Escritório Regional Europeu: A medida em que um indivíduo ou grupo é capaz, por um lado, de realizar aspirações e satisfazer necessidades e, por outro, de lidar com o meio ambiente. A saúde é, portanto, vista como um recurso para a vida diária, não o objetivo dela; abranger os recursos sociais e pessoais, bem como as capacidades físicas, é um conceito positivo.
Essa visão funcional da saúde interessa muito aos profissionais de saúde púbica, incluindo-se aí os médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e os engenheiros sanitaristas, e de atenção primária à saúde, pois pode ser usada de forma a melhorar a equidade dos serviços de saúde e de saneamento básico, ou seja, prover cuidados de acordo com as necessidades de cada indivíduo ou grupo.
Existem, assim, quatro determinantes gerais de saúde: biologia humana, ambiente, estilo de vida e assistência médica. Dessa forma, a saúde é mantida e melhorada, não só através da promoção e aplicação da ciência da saúde, mas também através dos esforços e opções de vida inteligentes do indivíduo e da sociedade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, os principais determinantes da saúde incluem o ambiente social e econômico, o ambiente físico e as características e comportamentos individuais da pessoa. Em geral, o contexto em que um indivíduo vive é de grande importância na sua qualidade de vida e em seu estado de saúde.
(https://pt.wikipedia.org/wiki/Sa%C3%BAde). (Adaptado.)
Texto 3
O problema da norma culta
Nosso problema linguístico não é a regência desse ou
daquele verbo; não é esta ou aquela concordância verbal;
não são as regras de colocação dos pronomes oblíquos.
Nosso problema linguístico são 5 milhões de jovens entre 15 e 17 anos que estão fora da escola. Nosso problema são os elevados índices de evasão escolar. Nosso problema é termos ainda algo em torno de 12% de analfabetos na população adulta. Nosso problema é o tamanho do analfabetismo funcional, isto é, a quantidade daqueles que, embora frequentem ou tenham frequentado a escola, não conseguem ler e entender um texto medianamente complexo.
Os estudos sugerem que apenas 25% da população adulta brasileira, perto de 30 milhões de pessoas, conseguem ler e entender um texto medianamente complexo.
Text1
Autism's Drug Problem
Many people on the spectrum take multiple medications, which can lead to serious side effects and may not even be effective
Connor was diagnosed with autism early — when he was just 18 months old. His condition was already obvious by then. “He
was lining things up, switching lights on and off, on and off,” says his mother, Melissa. He was bright, but he didn’t speak much
until age 3, and he was easily frustrated. Once he started school, he couldn’t sit still in class, called out answers without raising
his hand and got visibly upset when he couldn’t master a math concept or a handwriting task quickly enough. “One time, he
rolled himself up into the carpet like a burrito and wouldn’t come out until I got there,” Melissa recalls. (All families in this story
are identified by first name only, to protect their privacy.)
Connor was prescribed his first psychiatric drug, methylphenidate (Ritalin), at age 6. That didn’t last long, but when he was 7,
his parents tried again. A psychiatrist suggested a low dose of amphetamine and dextroamphetamine (Adderall), a stimulant
commonly used to treat attention deficit hyperactivity disorder (ADHD). The drug seemed to improve his time at school: He was
able to sit still for longer periods of time and focus on what his teachers were saying. His chicken-scratch handwriting became
legible. Then, it became neat. Then perfect. And then it became something Connor began to obsess over.
“We were told that these are the gives and takes; if it’s helping him enough to get through school, you have to decide if it’s worth
it,” Melissa says. It was worth it — for a while.
But when the Adderall wore off each day, Connor had a tougher time than ever. He spent afternoons crying and refusing to do
much of anything. The stimulant made it difficult for him to fall asleep at night. So after a month or two, his psychiatrist added a
second medication — guanfacine (Intuniv), which is commonly prescribed for ADHD, anxiety and hypertension, but can also
help with insomnia. The psychiatrist hoped it might both ease Connor’s afternoons and help him sleep.
In some ways, it had the opposite effect. His afternoons did get slightly better, but Connor developed intense mood swings and
was so irritable that every evening was a struggle. Rather than simply tossing and turning in bed, he refused to even get under
the covers. “He wouldn’t go to bed because he was always angry about something,” Melissa says. “He was getting himself all
wound up, carrying on, getting upset at night and crying.”
wound up, carrying on, getting upset at night and crying.”
After seven months, his parents declared the combination unsustainable. They swapped guanfacine for over-the-counter
melatonin, which helped Connor fall asleep with no noticeable side effects. But within a year, he had acquired a tolerance for
Adderall. Connor’s psychiatrist increased his dosage and that, in turn, triggered tics: Connor began jerking his head and
snorting. Finally, at his 9-year physical, his doctor discovered that he’d only grown a few inches since age 7. He also hadn’t
gained any weight in two years; he’d dropped from the 50th percentile in weight to the 5th.
That was the end of all the experiments. His parents took him off all prescription drugs, and today, at almost 13 years old,
Connor is still medication-free. His tics have mostly disappeared. Although he has trouble maintaining focus in class, his mother
says that the risk-benefit ratio of trying another drug doesn’t seem worth it. “Right now we’re able to handle life without it, so we
do.”
(...)
For Connor, eliminating prescription drugs was difficult, but doable. For others, multiple medications may seem indispensable.
It’s not unusual for children with autism to take two, three, even four medications at once. Many adults with the condition do so,
too. Data are scant in both populations, but what little information there is suggests multiple prescriptions are even more
common among adults with autism than in children. Clinicians are particularly concerned about children with the condition
because psychiatric medications can have long-lasting effects on their developing brains, and yet are rarely tested in children.
In general, polypharmacy — most often defined as taking more than one prescription medication at once — is commonplace in
people with autism. In one study of more than 33,000 people under age 21 with the condition, at least 35 percent had taken two
psychotropic medications simultaneously; 15 percent had taken three.
“Psychotropic medications are used pretty extensively in people with autism because there aren’t a lot of treatments available,”
says Lisa Croen, director of the Autism Research Program at Kaiser Permanente in Oakland, California. “Is heavy drug use
bad? That’s the question. We don’t know; it hasn’t been studied.”
Disponível em: <https://www.scientificamerican.com/article/autisms-drug-problem/>. Texto adaptado.