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“No meio da praça durante o dia, era possível encontrar alguns fotógrafos com seus tradicionais “lambe-lambe”, o vendedor de loteria, idosos que paravam para aproveitar a sombra das amendoeiras, sempre um mendigo ou “louco” de plantão, meninos com suas caixas de engraxate ou de picolé e um “bíblia” trajando terno com gravata e portando um “megafone”. À noite circulavam as carrocinhas de pipoca e algodão doce, casais e famílias que passavam para o cinema na Rua Alfredo Backer, para o parque de diversões na Rua lolanda Saad Abuzaid, assistir novela na praça ou simplesmente ver o chafariz iluminado. Esse sempre foi o local da exposição, da mensagem, do comércio, da distração, da contemplação, do descanso e da passagem.”
Fonte: TAVARES, Valentin F. Veloso. Paisagens do despertencimento: o caso da praça Carlos Gianelli...Niterói, 2013.
O texto acima retrata a praça Carlos Gianelli, que abrigava a estação de um importante ramal de bondes, absorvia grandes fluxos de pedestres, comerciantes e veículos no seu entorno e se constituía num importante ponto nodal. Aliado a isso, a construção de uma igreja em uma área adjacente à praça na década de 1950 engendrou a consolidação simbólica do lugar como um marco à população. A referida praça, que se configurou como um local de agitada vida urbana por muitas décadas, fica no bairro de:
Os documentos que estão em trâmite e que são de uso e consulta frequente, que podem ser conservados onde foram produzidos e permanecer sob a responsabilidade do servidor ou órgão que os elaborou, de acordo com a teoria das três idades, fazem parte do arquivo denominado:
René Descartes percorreu o caminho da busca da verdade, realizando uma análise crítica dos conhecimentos existentes em sua época e chegou à conclusão de que tudo que sabia podia considerar duvidoso e incerto e que seria necessário ter um método para provar racionalmente um saber com algo certo e digno de confiança. A frase que sintetiza a busca de Descartes pela verdade é:
A ética é um conjunto de valores e princípios que orientam as relações humanas pressupondo que as pessoas tenham capacidade de decidir, agir, julgar e avaliar com autonomia. A autonomia, por sua vez, só se efetiva por meio da condição de:
M ingressa na sociedade com T, Y, W, sendo que todas as decisões pertinentes aos rumos do negócio são proferidas com a unanimidade dos votos dos sócios. A união dura longos anos, até que uma das decisões se revela em desacordo com a realidade causando prejuízo a todos. M, inconformado com o prejuízo, aduz que a decisão não deveria ser tomada e notifica os demais sócios para que eles componham o seu prejuízo e assumam sozinhos os da sociedade. Nesse caso, observadas as normas do Código Civil e da moderna teoria geral dos contratos, a conduta de M deve ser considerada como incluída na:
Uma indústria naval do bairro do Gradim decidiu adotar uma estratégia de aquisição de recursos materiais e patrimoniais prevendo que a empresa desenvolverá internamente a produção de tudo o que puder. Essa decisão está relacionada com a estratégia de verticalização da empresa, que apresenta a seguinte vantagem:
A gestão de materiais é o conjunto de atividades destinadas a suprir e controlar os materiais necessários ao desempenho das atribuições de um estabelecimento ou setor. O controle inadequado do material de expediente provoca o seguinte sintoma:
O atual município de São Gonçalo passou por várias mudanças político-administrativas, conforme os inúmeros decretos que alteraram sua condição: inicialmente de freguesia para vila de Niterói, depois município, depois foi incorporado novamente a Niterói por um breve período, depois cidade, vila novamente e, finalmente, a partir do Decreto de 27 de dezembro de 1929, foi elevado à categoria de cidade.
Além dessas inúmeras mudanças político-administrativas ao longo de sua história, pode-se afirmar corretamente sobre a importância da cidade o fato de São Gonçalo ter:
Italy teve deferido o benefício da gratuidade de Justiça em processo que tramitou perante o Juízo da Segunda Vara Cível da Comarca X. O pedido formulado por Italy foi julgado improcedente, com sua condenação em custas e honorários de dez por cento do valor da causa. Nos termos do Código de Processo Civil, vencido o benefício da gratuidade, as obrigações decorrentes de sua sucumbência ficarão sob:
Texto I
À natureza nos ensina a agir coletivamente
Clarice Cudischevitch
Por que peixes nadam em cardumes? Como pássaros voam em bando tão harmonicamente? O que motivou pessoas a não usarem máscara em uma pandemia? Um dos fenômenos mais fascinantes das ciências da vida é, justamente, o conflito entre o comportamento individual e o coletivo. Mas ele não é exclusivo do mundo biológico. O ecólogo Simon Levin o extrapola para as ciências sociais buscando entender condutas de uma espécie em particular: a humana.
Isso porque, embora a seleção natural atue nas diferenças entre indivíduos, a cooperação existe na natureza desde o nível celular até em diferentes animais. Diretor do Centro de BioComplexidade e professor de ecologia e biologia evolutiva da Universidade de Princeton (EUA), Levin aplica a matemática, sua formação original, para estudar essas duas tendências conflitantes.
Na biologia, elas já são relativamente conhecidas. Pela seleção natural, os organismos mais aptos a sobreviver têm mais chances de passar suas características para os descendentes e, assim, perpetuar seus genes. Em “O Gene Egoista”, o biólogo Richard Dawkins afirma que um comportamento coletivo, como voar em bando, é adotado por conferir maior probabilidade de sobrevivência a uma linhagem genética.
Quando falamos de interações humanas, no entanto, a conversa é mais complexa. Se peixes nadam em cardumes para benefício mútuo — lutar contra predadores, por exemplo —, adotar um comportamento coletivo que gere benefícios em maior escala para a sociedade geralmente implica restringir ações individuais. “Precisamos aprender com a natureza como alcançar a cooperação”, diz Levin.
Na matemática, é a teoria dos jogos, técnica que modula o comportamento estratégico de agentes em diferentes situações, que dá conta de entender essas relações. Um exemplo clássico: se as pessoas priorizassem o transporte público ao carro, o congestionamento diminuiria, beneficiando a todos. Nesse cenário, no entanto, indivíduos acabariam saindo de carro para aproveitar o fluxo do trânsito, voltando a sobrecarregar as vias. Para a coletividade, seria melhor a cooperação do que ações individuais egoístas.
Essa mistura de matemática com sociologia e toques de biologia é útil para entender a pandemia da Covid-19. Levin, que passou mais de 40 anos estudando a dinâmica de doenças infecciosas, explica que, no caso do coronavirus, aplicamos modelos que predizem a disseminação do vírus, as diferenças entre pacientes com e sem sintomas e outros aspectos que ajudam a pensar em estratégias. Mas falta o componente social.
“Vemos grupos que hesitaram em se vacinar. Por quê?”, questiona Levin. “Há os que se recusaram a usar máscaras. China, Japão e Ásia em geral são países mais abertos a esse tipo de proteção, enquanto outros, como a Suécia, resistiram. Entender isso é um problema das ciências sociais.”
Levin vai além: como decisões coletivas são tomadas? Como normas sociais são criadas e mantidas? Como indivíduos interagem? Um de seus estudos do momento quer entender a dinâmica das polarizações políticas. “Pessoas fazem parte de grupos diferentes, que às vezes se sobrepõem. Desenvolvemos modelos em que os indivíduos mudam suas opiniões ou migram de grupo baseados em interações com outras pessoas.”
Modelos desse tipo também são aplicados em contextos internacionais. Analisam, por exemplo, não apenas as relações entre nações, mas também as influências de organizações como ONU e OMS nas decisões e mudanças de posicionamento dos países.
Disponível em https://cienciafundamental.blogfolha.uol.com.br/ 2021/02/27/a-natureza-nos-ensina-a-agir-coletivamente/ (Adaptado)
“Pessoas fazem parte de grupos diferentes, que às vezes se sobrepõem. Desenvolvemos modelos em que os indivíduos mudam suas opiniões ou migram de grupo baseados em interações com outras pessoas.”
O verbo sobrepor está flexionado na 3º pessoa do plural para concordar com o substantivo: