Paciente masculino, 32 anos, procura
atendimento médico devido à queixa de dor
lombar mecânica, com irradiação para coxa
direita há 12 meses, evoluindo com
paraparesia progressiva. Relata febre
esporádica, perda de 10 quilos no período e
sudorese noturna. O reumatologista solicita
tomografia computadorizada de coluna
lombar, que evidenciou corpos vertebrais L2-
L3, com redução de altura e várias áreas de
destruição óssea. Foi realizada
posteriormente biópsia incisional da lesão e a
análise histológica revela processo
inflamatório crônico, granulomatoso, com
células gigantes multinucleadas e necrose
caseosa, BAAR positiva para mycobacterium
tuberculosis. Qual é o provável diagnóstico?
No início do século XX, a indústria farmacêutica propagandeava as virtudes do ópio e da cocaína, puros e em vários remédios, para diversas finalidades, que eram consumidos livremente pela população, de crianças a idosos. Mas assim como não há registros da eficácia curativa dos remédios, também não há notícias de intoxicações e overdoses, e a ideia de "dependente de drogas" não existia.
Aracy de Almeida contava que, nos anos 30, se reunia com Noel Rosa, Mário Reis e outros artistas na Taberna da Glória e, quando a noite avançava e o cansaço chegava, mandavam um moleque à farmácia buscar "um bujãozinho de cocaína da Merck suíça", que era vendido legalmente no Brasil até 1937.
(....) Drogas sempre existiram, mas quando e como o consumo abusivo virou uma epidemia comportamental? Talvez nos anos 60, quando os hippies promoveram a cultura do LSD e da maconha, que eram associados ao ócio e à improdutividade, ao comportamento antissocial e à sensualidade pagã. A reação conservadora veio, nos Estados Unidos, com Nixon e a "guerra às drogas", que Reagan transformou em política de Estado, com os resultados desastrosos que se conhece e que fizeram tantos países repensar essa estratégia. Hoje a venda de maconha "medicinal" é livre em vinte estados americanos. Como no início do século XX.
No Uruguai, ela será comercializada pelo Estado, a preços populares (um terço da cotação atual na rua), mas sujeita a inúmeras, e inúteis, restrições. Estrangeiros não podem comprar, só fumar, e os usuários locais têm cota mensal de 40 gramas, mas podem vender a um amigo. Só 30% da população apoiam, mas o tabu foi quebrado e a experiência deles será uma pesquisa valiosa para nós.
(MOTTA, Nelson. O GLOBO, 13/12/2013)
O autor do texto colocou a expressão "dependente de drogas" entre aspas porque essa expressão
Molaridade ou concentração molar é
a relação estabelecida entre a quantidade
de matéria do soluto e o volume de uma
solução. A fórmula mais completa da
molaridade é M = m1/M1.V, em que M =
molaridade, m1 = massa do soluto (g),
M1 = massa molar (g) e V = volume (L).
Considerando esse conceito, defina a
massa de NaCl necessária para preparar
200 mL de uma solução de cloreto de
sódio a 0,5 mol/L.