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457941201261135
Ano: 2019Banca: IPEFAEOrganização: Prefeitura de Andradas - MGDisciplina: Enfermagem: Teoria e PráticaTemas: Vacinação | Cronograma de Vacinação
O Calendário Nacional de Vacinação contempla não só as crianças, mas também adolescentes, adultos, idosos, gestantes e povos indígenas. Ao todo, são disponibilizadas 19 vacinas para mais de 20 doenças, cuja proteção inicia ainda nos recém-nascidos, podendo se estender por toda a vida. Sobre a vacina Tetra-viral, analise os itens:

I - É administrada aos 15 meses.
II - É uma atualização da vacina tríplice viral + varicela.
III - Consiste na combinação de vírus vivos atenuados contra o sarampo, a caxumba, a rubéola e catapora.


Assinale a alternativa correta.
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457941200211711
Ano: 2019Banca: IPEFAEOrganização: Prefeitura de Andradas - MGDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Sintaxe | Análise Sintática
Texto associado

O amor é um pássaro que não sobrevive em gaiolas

Rebeca Bedone



Tive um canário quando era criança. A avezinha cabia na palma da minha mão. Alegre, distinto e bonito, o pássaro amarelo cantava o tempo todo. Seu canto pacífico era deliciosamente agradável: parecia uma composição poética e ritmada. A gaiola ficava pendurada na varanda de casa, e o vento que passava levava a melodia para quem estivesse por perto.
Certo dia, fui até a gaiola e chamei pelo passarinho; mas ele não apareceu, como sempre fazia. Tomada por um estranhamento, subi na cadeira para procurá-lo: o canário estava deitado, quieto, imóvel. Chamei pelo meu pai, que examinou o bichinho e, tristemente, me informou que ele havia morrido. Dizem que o canário vive cerca de 10 anos, mas aquele teve uma vida breve.
Já faz muito tempo que o canarinho se foi. Naquela época, eu não sabia nada sobre aves; nem sobre tantas outras coisas, como o amor. Não imaginava que seria impossível viver uma vida sem decepções ou arrependimentos. Que pessoas me desapontariam. Que eu magoaria alguém. Que sentiria remorso por ter sido egoísta, como quando prendi a avezinha que tanto gostava. Que pela necessidade de ter alguém ou pelo medo de ficar só, tentaria prender um companheiro ou um amigo.
Assim, houve um tempo em que resolvi andar sozinha. No decorrer dos anos, entre uma e outra decepção amorosa, meu coração calejado se fechou. Prendi a mim mesma, como no poema de Charles Bukowski: “há um pássaro azul em meu peito que quer sair, mas sou duro demais com ele, eu digo, fique aí, não deixarei que ninguém o veja”.
É que eu não queria mais sentir frio na barriga, aperto no peito e dores de adeus. Parecia quase impossível encontrar alguém que estivesse disposto ao amor e ao relacionamento — só mais tarde fui descobrir que era eu quem não estava disposta a me entregar. O silêncio após as partidas nunca deixou de tocar a minha alma, como a ausência do canto do meu canarinho.
Até que um dia, num desses dias em que não se espera da vida nada além do que ela já nos ofereceu, resolvi deixar de ser tão dura comigo mesma. Não foi fácil, houve um longo processo de paciência e autoconhecimento; mas houve, sobretudo, vontade de voar outra vez. O pássaro em meu peito partiu sem rumo nem expectativas, ele só queria ser livre das minhas dores e inseguranças. 
Conheci meu namorado. Não foi amor à primeira vista, como nos contos de fadas; mas foi paixão da vida real: “você se apaixona quando se desprende da necessidade de ter alguém”. Quando você menos espera, as conversas ao telefone se perdem nas horas, junto com a alegria que chega na proximidade do reencontro; de repente, o tempo em que não houve afeto recíproco se preenche com um sentimento bom. E ao perceber a felicidade explodir dentro do peito, percebe-se que ela é verdadeira porque não tem obrigação.
O amor é um pássaro que não sobrevive em gaiolas. Gaiolas podem ser o ciúme, a insegurança ou o próprio egoísmo. Gaiolas podem ser o medo de amar outra vez; ou pode ser a incompreensão de que amor e liberdade caminham juntos: amamos porque somos livres e temos liberdade porque confiamos no amor.


Há pessoas que têm receio da palavra liberdade; alguns até acreditam que ser livre é individualismo. Talvez, faltalhes a compreensão da honestidade de Bukowski, aquela que “não me deixa fingir que sou uma coisa que não sou”. Talvez, falta-lhes saber que a vida é efêmera, como o canto que inicia e termina antes de que gostaríamos. Mas, com a janela do coração aberta, os pássaros voam; e a pessoa permanece no relacionamento não por estar presa a ele, mas porque é genuíno o seu desejo de ficar.

FONTE: https://www.revistabula.com/23923-o-amor-e-um-passaro-que-nao-sobreviveem-gaiolas/
Em “a pessoa permanece no relacionamento não por estar presa a ele, mas porque é genuíno o seu desejo de ficar”, os termos em destaque estabelecem ideia de:
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457941200879880
Ano: 2018Banca: IPEFAEOrganização: Prefeitura de Andradas - MGDisciplina: Conhecimentos AtuaisTemas: Economia Nacional Contemporânea | Economia Contemporânea
"Apesar da profunda crise econômica que o Brasil atravessa, o Itaú anunciou esta semana um lucro líquido de R$ 6,419 bilhões apenas no primeiro trimestre deste ano, uma alta de 3,9% na comparação com o mesmo período de 2017. No ano passado, o maior banco privado do país já havia alcançado o maior lucro de uma instituição financeira na história do Brasil, chegando a R$ 24,8 bilhões. (...). O professor do Instituto de Economia da Unicamp Marcio Pochmann aponta que esses resultados são uma anomalia do capitalismo brasileiro, onde os bancos não assumem riscos, não se envolvem com o desempenho da economia nacional e conseguem manter-se imunes à crise, alcançando lucros extraordinários até mesmo em quadros de recessão. Entre as razões que explicam essa anomalia, Pochmann aponta a oligopolização e a falta de regulamentação do setor, agravadas pela atuação do Banco Central, que permite a prática de altas taxas de juros, independente de outros indicadores econômicos. Para o economista, os bancos, na forma como atuam hoje, se transformam em obstáculo para a própria recuperação da economia."

Fonte: Brasil de Fato em 3/5/18. Disponível em
<https://www.brasildefato.com.br/2018/05/03/lucro-recorde-do-itau-durante-a-crise-e-
anomalia-do-capitalismo-brasileiro/>
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457941200742538
Ano: 2020Banca: IPEFAEOrganização: Prefeitura de Andradas - MGDisciplina: História Geral e do BrasilTemas: Revolução Francesa | História Mundial
A Queda (ou Tomada) da Bastilha ocorreu em 14 de julho de 1789 em que país? Assinale a alternativa correta:
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457941200453214
Ano: 2017Banca: IBGPOrganização: Prefeitura de Andradas - MGDisciplina: Direito TributárioTemas: Imposto Predial e Territorial Urbano | Impostos Municipais
Caso determinado município venha a atualizar o valor monetário da base de cálculo do Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), tendo em vista os parâmetros inflacionários, tal hipótese:
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457941201650889
Ano: 2017Banca: IBGPOrganização: Prefeitura de Andradas - MGDisciplina: Cultura Geral e AtualidadesTemas: Ciências Econômicas | Economia Doméstica
Assinale a alternativa que apresenta o país sul-americano MAIOR produtor de vinho.
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457941201755034
Ano: 2025Banca: IPEFAEOrganização: Prefeitura de Andradas - MGDisciplina: Raciocínio Lógico e QuantitativoTemas: Relações e Associações | Raciocínio Lógico
Em uma festa temática, três amigos—Lucas, Mariana e Pedro—estão usando adornos diferentes na cabeça, têm cores preferidas distintas e gostam de frutas diferentes. As pistas fornecidas são:


1. Lucas gosta de maçã, mas não gosta da cor azul.

2. A pessoa que prefere vermelho está usando um boné.

3. Pedro está usando um chapéu, mas não gosta de banana.

4. A pessoa que gosta de uva está usando uma tiara.

5. Mariana prefere azul.


Com base nessas informações, qual fruta Pedro gosta? 
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457941200406715
Ano: 2019Banca: IPEFAEOrganização: Prefeitura de Andradas - MGDisciplina: Farmacologia e SaúdeTemas: Farmacologia Geral | Farmacocinética
Qual dos medicamentos a seguir causa interação farmacocinética na biotransformação por indução enzimática?
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9

457941201451575
Ano: 2025Banca: IPEFAEOrganização: Prefeitura de Andradas - MGDisciplina: Medicina: Clínica e Saúde PúblicaTemas: Endocrinologia
Clara, 16 anos, com diagnóstico de diabetes mellitus tipo 1 há cinco anos, comparece à consulta de rotina com queixas de episódios frequentes de cefaleia matinal, sudorese fria noturna e sensação de cansaço ao despertar. Relata que, frequentemente, apresenta hiperglicemia em jejum, com valores entre 180 e 210 mg/dL. Sua hemoglobina glicada recente está em 7,4%. Está em uso de esquema basal-bolus, utilizando insulina glargina U100 à noite e insulina lispro antes das refeições. Clara afirma que sua última refeição acontece por volta das 21 horas. Está em bom estado geral e não apresenta outras queixas ou comorbidades associadas.

Considerando as manifestações clínicas e os achados glicêmicos da paciente, aponte a estratégia terapêutica mais indicada para a correção do problema apresentado pela paciente, sem prejuízo no seu controle glicêmico diário: 
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457941201167368
Ano: 2016Banca: IPEFAEOrganização: Prefeitura de Andradas - MGDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Compreensão e Interpretação Textual | Análise Textual
Texto associado
Texto para a questão

RITALINA, UMA PERIGOSA "FACILIDADE" PARA OS PAIS
por Ingrid Matuoka

A busca por soluções fáceis, o diagnóstico equivocado e a incompreensão dos pais acerca da agitação natural das crianças elevaram o Brasil ao posto de segundo maior consumidor de Ritalina do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos.
O dado, do Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos, é alarmante. Ritalina é o nome comercial do metilfenidato, medicação que promete tratar o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, ou TDAH, e os principais consumidores da droga tarja preta são crianças e adolescentes.
Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), de 8% a 12% das crianças no mundo foram diagnosticadas com TDAH, e a suspeita dos pais de que os filhos tenham o transtorno é o principal motivo que os leva aos médicos. Em 2010 foram vendidas 2,1 milhões de caixas de metilfenidato. Em 2013, foram 2,6 milhões.
Para conversar sobre o uso indiscriminado de Ritalina e suas consequências, CartaCapital entrevistou Wagner Ranña, médico psiquiatra com experiência em saúde mental da infância e docente do Sedes Sapietiae, um instituto dedicado à saúde mental, à educação e à filosofia.
CARTACAPITAL: O Brasil é o segundo maior consumidor de Ritalina do mundo. A que se deve isso?
WAGNER RANÑA: No Brasil, a rede voltada para assistência aos problemas de saúde mental da criança e do adolescente é muito precária - o que não é privilégio do Brasil, este problema afeta quase todos os países. As crianças com dificuldades de comportamento, agitadas e irrequietas são vistas como doentes pelos profissionais da psiquiatria biológica e da neurociência, e então eles receitam remédios. Como consequência, temos um número elevadíssimo de crianças recebendo medicação, mas sem se discutir se ela é mesmo necessária ou se é a melhor forma de cuidado.
Na visão do nosso grupo de trabalho no Sedes Sapientiae, que tem um histórico no cuidado com a saúde mental da criança, é preciso tentar entender o sofrimento psíquico e os problemas de comportamento. E não ver isso de pronto como um problema, porque a maioria são só crianças agitadas. E, no mundo da rapidez, ironicamente, elas são colocadas como doentes. Estamos desperdiçando jovens que poderiam ser sujeitos muito ágeis, como atletas e músicos.
CC: Há efeitos colaterais no uso do remédio?
WR: Além de causar dependência, a Ritalina provoca muitos outros efeitos colaterais: as crianças emagrecem, têm insônia, podem ter dor de cabeça e enurese [incontinência urinária]. E, apesar de sua fama, não tenho uma experiência de eficácia da droga, mesmo em casos em que ela deveria ser usada. Percebo que o trabalho de terapia, de orientação e cuidado real com a criança dá muito mais resultado.
Começamos a passar para a criança a cultura de que um comprimido resolve tudo na vida, de que não existe mais solução pelo pensamento, pela conversa, pelo afeto e pela compreensão. O mundo todo é agitado, as pessoas são desatenciosas umas com as outras, e as crianças é que acabam tachadas de hiperativas.
Outra coisa, as crianças falam assim para mim: “eu sou um TDAH” ou “eu sou o da Ritalina”. Elas se colocam nesse lugar de alguém doente, com um déficit. A vida deles vira isso.
Tratar com drogas as crianças agitadas ou com dificuldade de aprendizagem é deixar de questionar o método de ensino, o consenso da escola, e a subjetividade da criança diante do aprendizado. É uma atitude muito imediatista.
CC: E quais são as alternativas ao tratamento com a droga?
WR: Tenho visto muitas crianças que, por trás da agitação, estão submetidas a uma violência, um abuso, ou a uma situação psicopedagógica não adequada. Colocar tudo como sendo um problema do cérebro da criança é muito antiético, é não levar em conta sofrimentos e as necessidades que ela está expressando.
Por exemplo, outro dia atendi uma menina que a mãe dizia ser hiperativa e precisava de Ritalina. Em cinco minutos de conversa descobri que ela tinha vivido uma situação em que o pai tentou matar a mãe. Essa criança estava angustiada, não era hiperatividade.
É claro que cada caso é um caso, há crianças realmente hiperativas e que precisam de um cuidado. Ainda assim existem muitas medicadas de maneira incorreta. E estamos vivendo uma epidemia de transtornos, ou supostos transtornos. Então além dessa medicalização excessiva, há uma falta de projetos terapêuticos para o sofrimento psíquico na infância, que é grande. Isso facilita a medicalização da infância, pois sem equipes treinadas é mais fácil só dar o remédio.
CC: Há quem exagere ou finja sintomas para conseguir a receita?
WR: Sou totalmente contrário o uso de questionários com pontos para o diagnóstico de sofrimento psíquicos [como fazem muitos psiquiatras]. Isso não é ver a criança eticamente. E os adolescentes podem fingir mesmo, porque querem tomar Ritalina para ter um bom desempenho na prova, ter mais energia para estudar.
A Ritalina é uma anfetamina associada a drogas com ação na atividade cerebral. A cocaína e as anfetaminas são consumidas por atletas que querem mais rapidez, pelos executivos que querem ficar acordados para trabalhar mais, pelos motoristas que querem fazer uma viagem e não dormir. É um verdadeiro doping.
In: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/ritalina-uma-perigosa-facilidade-para-pais8006.html
A história contada pelo médico psiquiatra – “Por exemplo, outro dia atendi uma menina que a mãe dizia ser hiperativa e precisava de Ritalina. Em cinco minutos de conversa descobri que ela tinha vivido uma situação em que o pai tentou matar a mãe” – tem por finalidade:
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