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457941200961863
Ano: 2012Banca: COPEVE-UFALOrganização: MPE-ALDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Movimentos Literários | Realismo Literário
Texto associado

   Não posso dizer positivamente em que ano nasceu a crônica; mas há toda a probabilidade de crer que foi coletânea das primeiras duas vizinhas. Essas vizinhas, entre o jantar e a merenda, sentaram-se à porta, para debicar os sucessos do dia.
    Provavelmente começaram a lastimar-se do calor. Um dia que não pudera comer ao jantar, outra que tinha a camisa mais ensopando que as ervas que comera. Passar das ervas às plantações do morador fronteiro, e logo às tropelias amatórias do dito morador, e ao resto, era a coisa mais fácil, natural e possível do mundo. Eis a origem da crônica 

(ASSIS, Machado de. As Cem Melhores Crônicas Brasileiras. Objetiva Rio de Janeiro, 2007, p. 27).
Ao final, Machado de Assis diz: “Eis a origem da crônica”. Essa forma de desfecho:

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2

457941201048838
Ano: 2018Banca: VUNESPOrganização: EINSTEINDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Modernismo Brasileiro | Romantismo Literário | Movimentos Literários | Realismo Literário | Arcadismo Literário | Simbolismo Literário

 Se, na Europa, este movimento é um protesto cultural, se o “mal do século”, a saudade do paraíso perdido são as consequências da industrialização e da ascensão da burguesia; no Brasil, onde a sociedade do Império compreende apenas grandes proprietários escravocratas e uma burguesia nascente, o movimento, produto de importação, corresponde a uma afirmação nacionalista.                     


   (Paul Teyssier. Dicionário de literatura brasileira, 2003. Adaptado.)


O movimento a que o texto se refere é o

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3

457941201724411
Ano: 2018Banca: MS CONCURSOSOrganização: Câmara de Cabixi - RODisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Simbolismo Literário | Movimentos Literários | Realismo Literário | Modernismo Brasileiro | Barroco Literário

O regionalismo: a situação do homem do campo é apresentada sem a idealização característica do Arcadismo e do Romantismo. A denúncia social: as obras denunciam a realidade brasileira, destacando aspectos como a desigualdade social, a exploração, entre outros. As personagens: entram em cena o sertanejo, o caipira, os funcionários públicos, os moradores do subúrbio e da periferia. Os cenários: em foco o interior paulista, lugar das narrativas de Monteiro Lobato, o subúrbio carioca, onde circulam as personagens de Lima Barreto, o sertão nordestino, de Os Sertões, de Euclides da Cunha. Os temas: os fatos políticos, a economia, a cultura do povo, os movimentos populares. A obra Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, por exemplo, tematiza o governo de Floriano Peixoto. A obra Os Sertões, de Euclides da Cunha, relata a Guerra de Canudos.

Esses são alguns comentários referentes ao:

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4

457941200774695
Ano: 2022Banca: AMAUCOrganização: Prefeitura de Piratuba - SCDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Movimentos Literários | Realismo Literário
Começa no Brasil em 1881 quando Machado de Assis publica Memórias Póstumas de Brás Cubas.

As principais características são o objetivismo e a veracidade dos fatos, os quais são explorados por meio de uma linguagem descritiva e detalhada. Temas sociais, urbanos e cotidianos são apresentados pelos escritores do período.

Oposto aos ideais românticos, a ideia era mostrar um retrato fidedigno da sociedade. Além de Machado de Assis, merecem destaque Raul Pompeia e Visconde de Taunay.


O texto acima faz referência a qual escola literária? 
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5

457941200728386
Ano: 2018Banca: UECE-CEVOrganização: SEDUC-CEDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Naturalismo Literário | Movimentos Literários | Realismo Literário

Sobre o contexto sócio-histórico do Realismo e do Naturalismo na segunda metade do século XIX, é correto afirmar que


I. a Revolução Francesa está diretamente associada ao nascimento da estética realista. Ela desencadeou mudanças tão profundas no modo de produção que se tornou responsável pela reordenação da economia mundial no século XIX.

II. a industrialização acarretou um efeito social de acentuada distinção entre a burguesia e a classe trabalhadora (proletariado). Acentua-se uma burguesia hipócrita e fútil, que explora o proletariado enquanto professa o amor à justiça e à igualdade, comportamento denunciado em boa parte dos romances escritos nesse período.

III. o interesse pelo funcionamento e pela organização da sociedade leva os escritores realistas a abordarem as necessidades materiais humanas (alimentação, moradia, etc.) e discutir as condições econômicas (aspectos referentes ao mundo do trabalho) necessárias para satisfazer tais necessidades.

IV. mudanças profundas ocorreram no Brasil na segunda metade do século XIX, afetando a economia, a política, a arte, como, por exemplo, a extinção do tráfico de escravos, o imigrante assalariado como nova mão de obra; livre comércio com o exterior; ampliação da burguesia mercantil; o avanço científico e o progresso tecnológico; crise entre a Igreja e o Governo; cisão entre o exército e o imperador; além da influência do positivismo, sobretudo no meio militar, na burguesia e entre alguns grupos de intelectuais.


É correto o que se afirma apenas em

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6

457941201052647
Ano: 2018Banca: VUNESPOrganização: PM-SPDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Movimentos Literários | Realismo Literário | Barroco Literário

Artistas reinventaram a arte com novas noções de dimensão espacial, emprego das cores e valorização dos planos e contrastes, como luz e sombra, ornamentação detalhada e equilíbrio geométrico. Na escrita, autores detalhavam desejos, medos, qualidades e defeitos do ser humano e de sua moral. Descreviam a utopia de um homem novo e do mundo perfeito, num tempo em que sonhar era arriscado.

(Angelo Adriano Faria Assis. A razão brilha para todos. Revista de História da Biblioteca Nacional, 2013. Adaptado)


O trecho faz referência

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7

457941200129059
Ano: 2013Banca: CESPE / CEBRASPEOrganização: SEDUC-CEDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Movimentos Literários | Naturalismo Literário | Realismo Literário
Texto associado

Textos para a questão


Texto I

    A beleza de Virgília tinha agora um tom grandioso, que não possuíra antes de casar. Era dessas figuras talhadas em pentélico, de um lavor nobre, rasgado e puro, tranquilamente bela, como as estátuas, mas não apática nem fria. Ao contrário, tinha o aspecto das naturezas cálidas, e podia-se dizer que, na realidade, resumia todo o amor. Resumia-o sobretudo naquela ocasião, em que exprimia mudamente tudo quanto pode dizer a pupila humana. Mas o tempo urgia; deslacei-lhe as mãos, peguei-lhe nos pulsos, e, fito nela, perguntei-lhe se tinha coragem.

— De quê?
— De fugir.
Machado de Assis. Memórias Póstumas de Brás Cubas. LXIII Fujamos. Porto Alegre: L&PM, 2004, p.110-1.

Texto II

    Rita, essa noite, recolhera-se aflita e assustada. (...) Desde que Jerônimo propendeu para ela, fascinando-a com a sua tranquila seriedade de animal bom e forte, o sangue da mestiça reclamou os seus direitos de apuração, e Rita preferiu no europeu o macho de raça superior. O cavouqueiro, pelo seu lado, cedendo às imposições mesológicas, enfarava a esposa, sua congênere, e queria a mulata, porque a mulata era o prazer, era a volúpia, era o fruto dourado e acre destes sertões americanos, onde a alma de Jerônimo aprendeu lascívias de macaco e onde seu corpo porejou o cheiro sensual dos bodes.
Aluísio Azevedo. O cortiço. Cap. XV. São Paulo: Ática, 1990, p. 117
A partir da leitura comparativa entre os textos I e II, assinale a opção correta acerca da diferença entre a produção literária realista e a naturalista no Brasil.
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8

457941200612262
Ano: 2016Banca: UNEMATOrganização: UNEMATDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Movimentos Literários | Realismo Literário
I
Óbito do autor

“Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Móises, que também contou a sua morte, não a pôs no introito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco.

Dito isto, expirei às duas horas da tarde de uma sexta feira do mês de agosto de 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério por onze amigos. Onze amigos! Verdade é que não houve cartas nem anúncios. Acresce que chovia – peneirava – uma chuvinha miúda, triste e constante, tão constante e tão triste, que levou um daqueles fiéis da última hora a intercalar esta engenhosa ideia no discurso que proferiu à beira de minha cova: - ‘Vós, que o conhecestes, meus senhores, vós podeis dizer comigo que a natureza parece estar chorando a perda irreparável de um dos mais belos caracteres que têm honrado a Humanidade. Este ar sombrio, estas gotas do céu, aquelas nuvens escuras que cobrem o azul como um crepe funéreo, tudo isso é a dor crua e má que lhe rói à Natureza as mais íntimas entranhas: tudo isso é um sublime louvor ao nosso ilustre finado’.

Bom e fiel amigo! Não, não me arrependo das vinte apólices que lhe deixei.” [...]

ASSIS, Machado. Memórias Póstumas de Brás Cubas. 2. ed. São Paulo; Martin Claret, 2010, página 17. PAZ, Octavio. Signos em rotação. São Paulo: Perspectiva, 2003.

Segundo o mexicano Octavio Paz, os elementos da ironia e do humor são marcas fundantes do romance moderno. A ironia é o elemento que consiste em exprimir o contrário daquilo que se está pensando ou sentindo, e na maioria das vezes traz um toque de sarcasmo ou depreciação, maneira também de fazer críticas a alguma situação ou a algum comportamento de alguém. O humor, enquanto isso, consiste no elemento ou construção de enunciado que aponta para o cômico, o divertido, sendo ele também uma maneira de fazer críticas.

No trecho transcrito do romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, constata-se a ironia no seguinte enunciado:
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9

457941200620178
Ano: 2018Banca: VUNESPOrganização: UNIVESPDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Movimentos Literários | Realismo Literário
Texto associado
Leia o trecho de Dom Casmurro, de Machado de Assis, para responder a questão.

    Ezequiel, quando começou o capítulo anterior, não era ainda gerado; quando acabou era cristão e católico. Este outro é destinado a fazer chegar o meu Ezequiel aos cinco anos, um rapagão bonito, com os seus olhos claros, já inquietos, como se quisessem namorar todas as moças da vizinhança, ou quase todas.
   Agora, se considerares que ele foi único, que nenhum outro veio, certo nem incerto, morto nem vivo, um só e único, imaginarás os cuidados que nos deu, os sonos que nos tirou, e que sustos nos meteram as crises dos dentes e outras, a menor febrícula, toda a existência comum das crianças. A tudo acudíamos, segundo cumpria e urgia, cousa que não era necessário dizer, mas há leitores tão obtusos, que nada entendem, se lhes não relata tudo e o resto. Vamos ao resto. (Dom Casmurro. São Paulo, Globo, 1997) 
Em Dom Casmurro, Bentinho é o narrador que
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10

457941201365004
Ano: 2015Banca: Itame Organização: Prefeitura de Padre Bernardo - GODisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Parnasianismo Literário | Arcadismo Literário | Movimentos Literários | Realismo Literário | Barroco Literário
À CIDADE DA BAHIA
    
Triste Bahia! Ó quão dessemoção
Estás e estou do nosso antigo estado!
Pobre te vejo a ti, mi mi empenhado
Rica você já é, você é meu abundante.
    
A ti trocou-te a máquina mercante,
Que em sua larga barra tem entrada,
A mim foi-me trocando, e tem trocado,
Tanto negócio e tanto negociante.
    
Deste em tanto açúcar excelente
Pelas drogas inúteis, que abelhuda
Simples aceitas do sagaz Brichote.
    
Oh se quisera Deus, que de repente
Um dia amanhecer tão sisuda
Que para algodão ou teu capote!
   
À CIDADE DA BAHIA , de Gregório de Matos, produzido no contexto do século XVII, é um poema da seguinte fase literária:

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