Tício é filho menor, com dez anos de idade, de Mévia e de Túlio. Em 2005, Mévia veio a falecer de problemas no parto do seu filho Nero, que sobreviveu, sem sequelas de saúde. No ano de 2007, Túlio é preso, pelo crime de tráfico de substâncias entorpecentes, sendo condenado a vinte e cinco anos de prisão. O Ministério Público iniciou procedimento para determinar a perda do poder familiar do cônjuge sobrevivente que veio a ser acolhido pelo Juiz.
Diante de tais fatos, houve a nomeação de tutor, no caso, Valeska, tia dos menores, pessoa sem filhos, que aquiesceu com o encargo. Os menores possuem bens, inclusive imóveis.
A esse respeito, analise as afirmativas a seguir:
I. na ausência de indicação de tutor pelos pais ou em testamento, cabe ao Juiz a nomeação;
II. correta a indicação de um único tutor para os irmãos órfãos;
III. a ausência de filhos é fato impeditivo para a curatela ou motivo de escusa;
IV. ao assumir a tutela, o tutor não mais deve se reportar ao Juiz quanto aos bens do menor, que administra, livremente;
V. o tutor poderá aceitar, em nome dos tutelados, heranças ou legados, sem autorização judicial.
O professor Daniel Eduardo Braco define o instituto
jurídico como: “É múnus público destinado à proteção
de outra categoria ou espécie de incapazes: os enfermos
com discernimento reduzido (viciados em tóxicos, ébrios
habituais, os que não puderem exprimir sua vontade
por causa transitória ou permanente e os pródigos) e os
portadores de deficiência”. O instituto jurídico ao qual a
definição apresentada se refere é a
Flávio, jovem de 18 anos, foi diagnosticado com autismo quando criança, motivo pelo qual, quando completou a maioridade, sua
mãe ajuizou ação de curatela pedindo a sua nomeação como curadora do jovem. Flávio reside com os seus pais e tem outros
irmãos maiores de idade, que também lhe prestam apoio e assistência. O jovem foi citado, o que gerou a atuação da Defensoria
Pública sob a forma de curadoria especial. O requerido foi submetido à perícia médica por instituto médico oficial do Estado do
Amazonas e o laudo concluiu que o jovem, apesar da crítica reduzida, teria potencial para realizar atos da vida civil mediante
apoio, bem como opinar sobre a nomeação de seu curador. Nesse caso,
I. Não corre prescrição entre curatelados e seus
curadores, durante a curatela.
II. Há impedimento matrimonial entre o tutor e os seus
descendentes, ascendentes, irmãos, cunhados ou
sobrinhos, com a pessoa curatelada, enquanto não
cessar a curatela, e não estiverem saldadas as
respectivas contas.
III. Quando o curador for o cônjuge e o regime de bens
do casamento for de comunhão universal, não será
obrigado à prestação de contas, salvo determinação
judicial.
Josué, separado judicialmente de Marisa, desapareceu
de seu domicílio sem deixar representante ou procurador
para administrar seus bens. Sem haver qualquer notícia
dele, o juiz, a requerimento de seu irmão, Pedro, declarou sua ausência e nomeou curador.
Considerando que Josué não tem nenhum outro irmão,
pais ou descendentes, é correto afirmar que
Júlio Silva promoveu ação de curatela em face de sua esposa, Ana,
de 42 anos, alegando que Ana não possui discernimento
necessário e não está apta a expressar a sua vontade. No curso do
processo, Ana deduz requerimento ao juízo para a adoção do
processo de tomada de decisão apoiada e indica suas irmãs como
suas apoiadoras. A sentença julga improcedente o pedido de Júlio
e defere o pedido de Ana. Em relação ao caso, assinale a afirmativa
correta.