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457941201115362
Ano: 2010Banca: IV - UFGOrganização: UFGDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Movimentos Literários | Romantismo Literário
O Romantismo no Brasil buscou a criação de uma arte e de uma literatura autenticamente nacionais. É forte a relação entre as propostas românticas e o movimento social e político no Brasil na primeira metade do século XIX, o que está presente em O demônio familiar, de José de Alencar. As personagens que apresentam esse caráter mais brasileiro em suas falas são
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2

457941200898782
Ano: 2019Banca: CeprosOrganização: CESMACDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Simbolismo Literário | Parnasianismo Literário | Arcadismo Literário | Movimentos Literários | Romantismo Literário | Barroco Literário
Texto associado
É uma tendência substancialmente poética, situada na segunda metade do século XIX. Embora seja simultaneamente contemporânea do Realismo e do Naturalismo, não compartilha dos ideais desses movimentos literários, pois não pretende fazer da arte um mecanismo de interpretação objetiva. Pretende, isso sim, um esteticismo ancorado no princípio da “arte pela arte”, suprimindo da obra de arte qualquer dimensão utilitarista.

O culto à forma, a sofisticação de seus meios de expressão e a rejeição de assuntos corriqueiros e triviais são as marcas mais evidentes de seu projeto de ‘arte poética’.
O texto acima define características de um período literário conhecido como:
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3

457941200660095
Ano: 2015Banca: FUVESTOrganização: USPDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Movimentos Literários | Romantismo Literário
Texto associado
      Omolu espalhara a bexiga na cidade. Era uma vingança contra a cidade dos ricos. Mas os ricos tinham a vacina, que sabia Omolu de vacinas? Era um pobre deus das florestas d' África. Um deus dos negros pobres. Que podia saber de vacinas? Então a bexiga desceu e assolou o povo de Omolu. Tudo que Omolu pôde fazer foi transformar a bexiga de negra em alastrim, bexiga branca e tola. Assim mesmo morrera negro, morrera pobre. Mas Omolu dizia que não fora o alastrim que matara. Fora o lazareto*. Omolu só queria com o alastrim marcar seus filhinhos negros. O lazareto é que os matava. Mas as macumbas pediam que ele levasse a bexiga da cidade, levasse para os ricos latifundiários do sertão. Eles tinham dinheiro, léguas e léguas de terra, mas não sabiam tampouco da vacina. O Omolu diz que vai pro sertão. E os negros, os ogãs, as filhas e pais de santo cantam:
     Ele é mesmo nosso pai
     e é quem pode nos ajudar...
     Omolu promete ir. Mas para que seus filhos negros
não o esqueçam avisa no seu cântico de despedida:
     Ora, adeus, ó meus filhinhos,
     Qu'eu vou e torno a vortá...
     E numa noite que os atabaques batiam nas
macumbas, numa noite de mistério da Bahia, Omolu pulou na máquina da Leste Brasileira e foi para o sertão de Juazeiro. A bexiga foi com ele.

                                                                    Jorge Amado, Capitães da Areia.
*lazareto: estabelecimento para isolamento sanitário de pessoas atingidas por determinadas doenças.

Costuma-se reconhecer que Capitães da Areia pertence ao assim chamado "romance de 1930", que registra importantes transformações pelas quais passava o Modernismo no Brasil, à medida que esse movimento se expandia e diversificava. No excerto, considerado no contexto do livro de que faz parte, constitui marca desse pertencimento
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4

457941200775867
Ano: 2018Banca: CESPE / CEBRASPEOrganização: IFFDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Vanguardas Artísticas Europeias | Movimentos Literários | Realismo Literário | Romantismo Literário | Estudos Literários
Texto associado

O texto a seguir é um trecho de uma entrevista concedida por Janet M. Paterson à revista Aletria.


      Aletria — Vários críticos, tais como Lacan, Derrida, Levinas, Deleuze, Lévi-Strauss, Bhabha e Spivak, têm discutido a questão da alteridade e as implicações das teorizações baseadas nas percepções do outro. Quais são as bases teóricas de sua pesquisa sobre figurações da alteridade?

      Janet M. Paterson — O trabalho do sociossemioticista francês Eric Landowski forneceu o arcabouço conceitual de meu livro. Em Présences de l’Autre: essais de socio-sémiotique, Landowski estuda casos reais de alteridade em Paris, tais como os moradores de rua ou os artistas da região do Centre Pompidou. Isso lhe permitiu elaborar uma metodologia extremamente requintada e precisa que me pareceu muito útil. Mencionarei alguns de seus principais conceitos: a distinção entre diferença e alteridade (distinção que permite a Landowski conceituar alteridade); a necessidade de um grupo de referência (um grupo social dominante) para a existência de qualquer forma de alteridade; e a complexidade dos vários tipos de relações estabelecidas com o outro. Acima de tudo, eu era continuamente lembrada de que na literatura, assim como na sociedade, a alteridade é sempre uma construção.

Na teoria literária, a emergência da noção de alteridade vincula-se teoricamente de modo mais expressivo aos textos produzidos no 

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5

457941201770551
Ano: 2018Banca: UECE-CEVOrganização: SEDUC-CEDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Movimentos Literários | Romantismo Literário
No que concerne à produção dos escritores românticos brasileiros, assinale a opção correta.
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6

457941201868717
Ano: 2011Banca: CESPE / CEBRASPEOrganização: TJ-ESDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Arcadismo Literário | Movimentos Literários | Romantismo Literário | Barroco Literário
Texto associado

Com intuito meramente ilustrativo, poderíamos dizer que há em literatura três atitudes estéticas possíveis: ou a palavra é considerada algo maior que a natureza, capaz de sobrepor-lhe as suas formas próprias; ou é considerada inferior à natureza, incapaz de exprimi-la, abordando-a por tentativas fragmentárias; ou, finalmente, é considerada equivalente à natureza, capaz de criar um mundo de formas ideais que exprimam objetivamente o mundo das formas naturais. O primeiro caso é o do Barroco; o segundo, o do Romantismo; e o terceiro, o do Classicismo.

Antonio Candido. Formação da literatura brasileira – momentos decisivos. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul, 2008, p. 57 (com adaptações)

Tendo o fragmento de texto apresentado como referência inicial e considerando as características gerais da linguagem literária e, em especial, dos estilos barroco, árcade e romântico no Brasil, julgue os itens a seguir.

Surgido a partir do desenvolvimento da prosa romântica brasileira, o romance regionalista apresenta como principal característica a representação dos tipos humanos forjados pela urbanidade emergente no Brasil em meados do século XIX.
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7

457941200868046
Ano: 2017Banca: FUNCERNOrganização: IF-RNDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Romantismo Literário | Modernismo Brasileiro | Movimentos Literários

Considere o excerto:


Romantismo, indianismo, nativismo e paixão pela cultura popular vingaram no mesmo clima de emancipação do Antigo Regime. O processo atravessou duas ou três gerações e, embora tenha sido mais agudo no período das independências, persistiu até o século seguinte, resistindo bravamente às ondas cosmopolitas do pensamento evolucionista, aqui ajustadas e filtradas de tal modo que se misturaram generosamente com o folclorismo romântico.

No Brasil, trabalhos de levantamento e transcrição dos materiais de base foram empreendidos por José de Alencar, Juvenal Galeno, Celso de Magalhães, Couto de Magalhães, Sílvio Romero, João Ribeiro e, no século XX, por Amadeu Amaral, Mário de Andrade, Renato Almeida, Lindolfo Gomes, Augusto Meyer, Câmara Cascudo, Gustavo Barroso, Cavalcanti Proença, Oswaldo Elias Xidieh, Theo Brandão, Ariano Suassuna e tantos outros. Colheram todos a relação entre os agentes da cultura não letrada, quase sempre anônimos, e a palavra oral, pois o imaginário popular se exprimiu, durante séculos, abaixo do limiar da escrita.

No conjunto, o que aconteceu foi uma verdadeira operação de passagem, pela qual o letrado brasileiro foi incorporando ao repertório do leitor culto os signos e as imagens de um estilo de vida interiorano, rústico e pobre. Valorizando estética e moralmente as tradições populares, carreava-se a água para o moinho das identidades regionais e, no limite, da identidade nacional.

Fonte: BOSI, A. Literatura e resistência. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 259-260.


O personagem da literatura brasileira que melhor ilustra essa operação de passagem, contribuindo, significativamente, para a construção da identidade regional e nacional configura-se em

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8

457941200014191
Ano: 2010Banca: UEMOrganização: UEMDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Romantismo Literário | Movimentos Literários
Texto associado
Assinale o que for correto sobre o romance Senhora, de José de Alencar. 
Senhora é narrado em terceira pessoa por um narrador intruso que, a todo momento, manifesta-se solidário ao comportamento de Fernando Seixas, quando este decide se casar com uma moça rica e, assim, garantir o futuro de sua família, empobrecida com a morte do pai. Em alguns momentos, o narrador chega a se colocar em primeira pessoa para explicar e justificar as atitudes de Fernando. Os constantes comentários e as defesas do narrador com relação a Fernando mostram uma postura machista que vê como legítimo o fato de o homem se envolver com várias moças até escolher a melhor pretendente.
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9

457941200618735
Ano: 2016Banca: FAFIPAOrganização: SAAEBDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Movimentos Literários | Romantismo Literário | Modernismo Brasileiro
Texto associado
O texto a seguir servirá de base para a questão:

“Mas, como é que ele tão sereno, tão lúcido, empregara sua vida, gastara o seu tempo, envelhecera atrás de tal quimera? Como é que não viu nitidamente a realidade, não a pressentiu logo e se deixou enganar por um falaz ídolo, absorver-se nele, dar-lhe em holocausto toda a sua existência? Foi o seu isolamento, o seu esquecimento de si mesmo; e assim é que ia para a cova, sem deixar traço seu, sem um filho, sem um amor, sem um beijo mais quente, sem nenhum mesmo, e sem sequer uma asneira!" 
Lima Barreto e Aluízio de Azevedo integram, respectivamente, quais escolas literárias? 
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10

457941200504126
Ano: 2017Banca: IFBOrganização: IFBDisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Movimentos Literários | Romantismo Literário
Texto associado
Leia o poema e responda à questão.

SAUDADES DO ESCRAVO

Escravo – não, não morri
Nos ferros da escravidão;
Lá nos palmares vivi,
Tenho livre o coração!
Nas minhas carnes rasgadas,
Nas faces ensaguentadas
Sinto as torturas de cá;
Deste corpo desgraçado
Meu espírito soltado
  Não partiu – ficou-me lá!...
Naquelas quentes areias
Naquela terra de fogo,
Onde livre de cadeias
Eu corria em desafogo...
Lá nos confins do horizonte...
Lá nas alturas do céu...
De sobre a mata florida
Esta minh’alma perdida
Não veio – só parti eu.

A liberdade que eu tive
Por escravo não perdi-a;
Minh’alma que lá só vive
Tornou-me a face sombria,
O zunir do fero açoite
Por estas sombras da noite
Não chega, não, aos palmares!
Lá tenho terras e flores...
Nuvens e céus... os meus lares!

[...]

Escravo – não, ainda vivo,
Inda espero a morte ali;
Sou livre embora cativo,
Sou livre, inda não morri!
Meu coração bate ainda
Nesse bater que não finda;
Sou homem – Deus o dirá!
Deste corpo desgraçãdo
Meu espírito soltado 
Não partiu – ficou-me lá!
São Paulo, 1850.
(GAMA, Luiz. Primeiras trovas burlescas e outros poemas.
Edição preparada por Lígia Fonseca Ferreira. São Paulo: Martins Fontes, 2000. p. 162-164. Fragmento.)
Assinale a alternativa que NÃO corresponde às ideias sugeridas no poema:
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