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Friedrich Nietzsche dedicou boa parte de sua obra ao tema da moral. Seu trabalho terminou por constituir-se, em grande medida, em uma contraposição às perspectivas kantianas acerca do tema. A respeito do pensamento moral desses dois grandes filósofos, julgue o item a seguir.
Tanto em Kant quanto em Nietzsche pode-se divisar uma
noção de heteronomia, ainda que cada sistema filosófico
dê à noção diferente conceituação.
Leia o texto a seguir.
E se escrevo em francês, que é a língua de meu país, e não em latim, que é a de meus preceptores, é porque espero que aqueles que se servem apenas de sua razão natural inteiramente pura julgarão melhor minhas opiniões do que aqueles que não acreditam senão nos livros dos antigos. E quanto aos que unem o bom senso ao estudo, os únicos que desejo para meus juízes, não serão de modo algum, tenho certeza, tão parciais a favor do latim que recusem ouvir minhas razões, porque as explico em língua vulgar.
DESCARTES, R. Discurso do Método. Trad. J. Guinsburg e Bento Prado Jr. São Paulo: Abril Cultural, 1973. Coleção “Os pensadores”. p. 79.
Com base nos conhecimentos sobre Descartes e o surgimento da filosofia moderna, assinale a alternativa correta.
O fragmento a seguir foi publicado na tese de José Valdinei Albuquerque Miranda. O trecho, com omissões, diz, in verbis:
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“A presente tese [...] Inicialmente mostra que a filosofia moderna, ao instituir o "Eu" como a unidade integradora do sentido e da representação, afirma o princípio da subjetividade como base da edificação do sujeito soberano. Descartes e Kant são apresentados como os pensadores que definem o princípio da subjetividade como fundamento da verdade filosófica. Com as críticas dirigidas à subjetividade por alguns filósofos "mestres da suspeita" como Nietzsche, Freud, Heidegger, Foucault, entram em crise os fundamentos da filosofia moderna. No contexto dessa crise, o pensamento de [...] desponta como alternativa para pensar a racionalidade desde a perspectiva ética das relações. Com esse propósito, reconstrói a subjetividade não mais a partir da centralidade do Eu, mas a partir da alteridade do Outro, invertendo os termos da relação.”
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Esta ética da alteridade, muito presente na contribuição religiosa para a ética, é fruto do pensamento do filósofo
O Existencialismo tem seus antecedentes no século XIX, por meio das ideias do filósofo dinamarquês Kierkegaard. Como vertente filosófica e literária, conheceu seu apogeu na década de 1950, no pós-guerra, principalmente com os trabalhos de Jean-Paul Sartre. Acerca do Existencialismo, julgue o próximo item.
Para o Existencialismo, a essência precede a existência,
na medida em que considera essencial ao ser humano
sua liberdade.