Durante uma crise na qual está envolvida uma empresa ou uma instituição, sempre há a necessidade da existência de um porta- voz que responda por ela, explicando que ações estão sendo feitas na administração da crise, além de dirimir quaisquer dúvidas que por ventura possam existir. Para tanto, o assessor de comunicação deve orientar o porta-voz para
Para atender as demandas da imprensa, uma das atividades do comunicador é preparar as autoridades como porta-vozes para o relacionamento com a imprensa por meio de
Esse profissional deve ser experiente, informado. Deve
falar com clareza. Diante dele, o público não deve se
sentir diminuído. Ele deve ser uma pessoa amistosa,
afável e direta. É necessário também possuir uma reputação
de honestidade dentro e fora da empresa. Deve
ter experiência com o público, familiaridade técnica com
o assunto para que possa explicá-lo de maneira clara.
Deve também preservar a própria credibilidade para
conseguir o apoio necessário para sair da crise.
No que se refere a jornalismo institucional e aos diversos aspectos relacionados a esse assunto, julgue o item.
O media training ajuda o porta-voz a não “cair” nos
artifícios que os repórteres usam para obter uma
informação e ajuda outros jornalistas a terem, durante
as entrevistas, informações transmitidas com clareza e
confiança.
Em relação ao atendimento à imprensa e à organização de entrevistas, julgue o item a seguir.
O assessor nunca pode assumir o papel de porta-voz, porque
quem trata dos assuntos da empresa é o presidente ou algum
diretor escolhido para essa função de autoridade.
Em momentos de crise de imagem, no sentido de unificar o
gerenciamento, é comum as empresas elegerem um porta‐voz
que será o responsável pelo contato com a imprensa.
As alternativas a seguir apresentam características e atitudes
esperadas desse profissional, à exceção de uma. Assinale‐a.
O que norteia a análise da imagem, reputação e credibilidade é a possibilidade de a empresa passar por uma crise e, com isso, dependendo da sua intensidade, sofrer a temida crise de imagem. Entender a imagem empresarial, como ela se constrói e as vantagens proporcionadas à organização que a transparece de maneira positiva provocam ganhos na hora de enfrentar uma crise. Além disso, entender o universo da imagem é um grande passo ao planejamento contra as crises: uma organização bem preparada sofre menos conseqüências negativas na imagem. Portanto, são tarefas ligadas ao cotidiano e também aos momentos de crise:
I.Um assessor de imprensa deve instruir seu assessorado sobre como tratar a imprensa, de modo geral, e como se portar durante as entrevistas, em particular. É conveniente, inclusive, que esse aconselhamento seja feito não apenas oralmente, mas também reforçado pela elaboração de um material por escrito, que possa ser consultado pelo representante da instituição toda vez que estiver se preparando para conceder uma entrevista ou tiver contato com jornalistas. As orientações devem incluir desde normas de procedimento moral até dicas de como se portar, por exemplo, diante de um microfone.
II. O relacionamento com os veículos de comunicação deve ser constante e atualizado, abastecendo-os com informações relativas ao assessorado (por meio de releases, press-kits, sugestões de pautas e outros produtos), intermediando as relações e atendendo às solicitações dos jornalistas de quaisquer órgãos de imprensa.
III., Há duas situações em que os press-kits ganham destaque: nas entrevistas coletivas ou eventos. Jornalistas de emissoras de rádio e televisão, de revistas e jornais precisam receber um maior volume de dados para ter mais embasamento sobre o tema, o que é oferecido pelos press-kits.
IV. Para as entrevistas coletivas, inclusive ao falar com os públicos de interesse, as assessorias desenvolvem o serviço de media-training, relacionando os veículos de comunicação do seu interesse e dos seus clientes. Os dados ali contidos possibilitam que o assessor de imprensa saiba exatamente a quem - dentro de um jornal, emissora de rádio ou de televisão - deve mandar o release, o press-kit e outros produtos de divulgação.
V. Em uma situação específica de crise, se a organização for procurada pela imprensa para falar sobre o evento, recomenda-se o fornecimento de todos os dados possíveis. Também se orienta que, caso a entrevista trate de assuntos delicados, o porta-voz da organização esteja preparado para responder com informações e exemplos concretos às perguntas embaraçosas, não recorrendo à mentira como um recurso, porque esta será apenas um paliativo que não resolverá o problema, mas, sim, criará outros ainda maiores.
Nenhuma empresa, por mais sólida, admirada e moderna
que seja, está imune a crises. Esse princípio básico da administração
de crise, mesmo repetido e mais do que evidente, ainda continua
esquecido por muitas organizações. Não importa a intensidade da
crise. Existem algumas devastadoras, que chegam de surpresa e só
não acabam com a empresa à custa de investimentos de milhões de
dólares em publicidade e compensação de prejuízos. Outras, menos
intensas, podem originar-se de notícias ou fatos insignificantes em
sua dimensão, mas complicados em seus desdobramentos.
J. J. Forni. Comunicação em tempo de crise. In: Assessoria
de imprensa e relacionamento com a mídia: teoria e técnica.
2..ª ed. São Paulo: Atlas, 2003, p. 363 (com adaptações).
Considerando o fragmento de texto acima e os procedimentos que devem ser adotados na gestão e comunicação de crise, julgue os itens de 61 a 66.
Uma vez instalada a crise, há determinadas providências que o assessor de imprensa ou de comunicação deve tomar para tentar controlar os seus efeitos, entre as quais se incluem tornar-se a fonte das notícias e eleger um porta-voz que transmita credibilidade ao público; este, por sua vez, além de ser treinado para lidar com a imprensa, deve ser conhecedor da empresa e do problema desencadeador da crise.