Com base nas regras do contrato de Comodato, considere
o fragmento abaixo:
“O comodatário exerce a posse ____ da coisa, mantendo o
comodante a posse _____. A posse do comodatário é
precária, como toda aquela que insitamente traz a
obrigação de restituir.”
Assinale a alternativa que indicam as palavras que
preenchem corretamente as lacunas:
Marcelo firmou contrato de mútuo feneratício com João e José, pelo qual emprestou cinco mil reais para cada um, a fim de que os mesmos iniciassem um pequeno comércio. Neste caso,
Marta, casada sob o regime da separação voluntária de bens com
Antônio, herda da sua mãe um apartamento, e pretende destiná-lo à moradia gratuita da filha única do casal.
Diante disso, assinale a opção que apresenta a forma de atender
à intenção de Marta, sem a necessidade do consentimento de
Antônio para sua constituição.
Abel, advogado, firmou contrato com sua cliente, Edna, por meio
do qual se obrigou a prestar serviços de consultoria e
representação judicial e extrajudicial, por prazo indeterminado.
Na minuta assinada por ambas as partes, ajustou-se que o
pagamento dos honorários contratuais estaria vinculado à venda
de um dos bens imóveis de Edna, considerando que ela o
colocara à venda, na proporção de 10% sobre o seu valor.
Após 3 (três) anos de prestação de serviço, com diversas
consultorias prestadas, atuando na defesa processual de Edna em
diversas ações, Edna diz a Abel que desistiu de vender o imóvel
anunciado, por questões de foro íntimo.
Diante dos fatos, Abel solicitou uma reunião para repactuar sua
remuneração, mas Edna decidiu revogar o mandato, informando
que nada lhe é devido porque decidiu não vender o bem durante
esse tempo.
Sobre o fato apresentado, assinale a afirmativa correta.
Sebastião emprestou para Milton e José R$ 100.000,00
(cem mil reais), formalizando o negócio por meio de
instrumento particular de mútuo. Estabeleceu-se, no
instrumento contratual, que Milton e José seriam solidariamente
responsáveis pela devolução do valor emprestado.
Além disso, para garantir o pagamento da dívida,
Joana aceitou ser fiadora, estabelecendo-se cláusula de
fiança. Para aceitar a fiança prestada por Joana, Sebastião
exigiu que esta apresentasse matrícula de um imóvel
livre de quaisquer ônus. De fato, Joana apresentou
certidão de matrícula demonstrando que o imóvel era
de sua propriedade e livre de ônus. Constou, no instrumento
de mútuo, cláusula informando sobre a existência
deste imóvel, com todas as suas especificações. Não foi
estabelecida renúncia ao benefício de ordem. Antes do
vencimento da dívida, José faleceu, deixando exatamente
R$ 100.000,00 (cem mil reais) de patrimônio, consistente
em depósito em conta corrente. Deixou como herdeiras
necessárias suas filhas, Fernanda e Marisa, que
realizaram o inventário pela via extrajudicial, recebendo,
cada uma, R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais). Milton não
possui recursos financeiros para pagar Sebastião, mas
possui 2 (dois) imóveis sem quaisquer ônus, localizados
no mesmo munícipio onde contratado o mútuo, cada um
avaliado em R$ 200.000,00 (duzentos mil reais). Nesse
cenário, assinale a alternativa correta.
Helena, uma rica empresária, emprestou um de seus
apartamentos no bairro do Cambuí, em Campinas, para
que sua prima, Laís, morasse com seus dois filhos por
prazo indeterminado. Passados dez anos, Helena, sem
nenhuma justificativa, solicita, por meio de interpelação
extrajudicial, que Laís e seus filhos desocupem o imóvel
no prazo de trinta dias. Diante da situação hipotética,
assinale a alternativa correta.
Caio e Tício receberam em comodato um apartamento
de propriedade de Mélvio, pelo prazo de dois anos,
em 31.12.2012. Após o término do contrato, Caio e
Tício devolveram o imóvel em 31.12.2014 e, em razão
dos danos causados por estes no imóvel, o mesmo ruiu
completamente em 01.01.2015. O valor apurado para a
reconstrução foi de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais).
Em 25.12.2017, Caio enviou uma carta de próprio punho
a Mélvio, se desculpando pela ruína ocasionada no imóvel,
bem como requerendo um prazo para o pagamento
dos danos ocasionados. Em 01.06.2018, Mélvio ajuízou
ação de reparação civil, pretendendo a condenação de
Caio e Tício ao pagamento do valor da reconstrução e
perdas e danos.