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A necessidade de compatibilizar as atividades econômicas com os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável está presente no ordenamento jurídico nacional e, também, nos compromissos internacionais dos quais o Brasil é signatário, a exemplo do acordo de Paris e da Convenção sobre Diversidade Biológica.
No contexto urbano, a remoção da cobertura florestal e o aumento do concreto e do asfalto aumentam a impermeabilização do solo, o que pode resultar em enchentes e em deslizamentos de terra durante períodos de chuvas intensas. Portanto, a ocupação desordenada e a falta de planejamento urbano adequado contribuem para o aumento do risco de desastres naturais em áreas urbanas.
Durante o avanço da sucessão ecológica em um ecossistema florestal, percebe-se a diminuição da produtividade primária, devido ao aumento do sombreamento da área, o que favorecerá o surgimento de um dossel dominado por espécies pioneiras.
A presença de cobertura vegetal nos morros e nas encostas urbanas desempenha um importante papel na redução do risco de deslizamentos de terra e no risco de erosão do solo. A vegetação estabiliza o solo com suas raízes e contribui para absorver a água da chuva, ajudando a prevenir contra desastres naturais em áreas propensas a deslizamentos.
A conservação do patrimônio natural do Brasil é justificada tanto por aspectos éticos quanto pragmáticos. O primeiro aspecto destaca a capacidade única do ser humano em compreender a natureza e reconhecer sua importância intrínseca. O segundo aspecto ressalta que os seres humanos se utilizam dos recursos naturais e deles dependem para suas necessidades.
No contexto do uso sustentado dos recursos florestais, a prática da exploração seletiva, que visa à extração de árvores maduras e à preservação dos indivíduos mais jovens, contribui efetivamente para a manutenção da biodiversidade e da sustentabilidade dos ecossistemas florestais.
A anotação de responsabilidade técnica (ART) para a elaboração do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) é exigida mesmo quando se trata de pequenas propriedades ou posses rurais familiares, pois é essencial o acompanhamento do projeto por um profissional responsável.
O uso de práticas silviculturais com espécies florestais nativas é fundamental para o manejo sustentável da vegetação. Ao adotar o plantio e o manejo adequado de árvores nativas, essas práticas contribuem significativamente para a redução das emissões de gases de efeito estufa e da capacidade sequestro de carbono nessas áreas.
A resiliência dos ecossistemas florestais é um conceito fundamental que se refere à capacidade concernente a esses sistemas de se recuperarem após perturbações ou distúrbios, como incêndios, secas ou exploração madeireira intensiva.
O uso de espécies nativas para a silvicultura e seu manejo sustentável podem trazer benefícios financeiros significativos para os produtores e para os ganhos econômicos para o País, além de contribuir para a adaptação e a mitigação das mudanças climáticas.