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Historicamente a Educação de Surdos passou por diferentes concepções ao longo dos anos. Como narra a história, no final do século XIX houve uma orientação para que as línguas de sinais deixassem de ser utilizadas na educação de surdos. Segundo Capovilla (2000), a língua de sinais só retorna ao cenário após as pesquisas de Stokoe (1960). Tais pesquisas fomentaram, entre outras coisas, a adoção da filosofia da Comunicação Total. Segundo esta filosofia,
Leia o seguinte depoimento: “Não sou intérprete porque “gosto muito de surdo” ou porque “amo o surdo”, mas porque me interesso pela área e por que sou capaz de atuar bem!” (SANDER, R. 2002, p.130).
Atuar como intérprete exige reconhecer o seu papel e atuar seguindo alguns preceitos éticos. Segundo Quadros (2004) esses preceitos são: confiabilidade, imparcialidade, discrição, distância profissional e fidelidade.
Assinale a alternativa que apresenta distorção entre o preceito ético e a sua definição.
Uma das lutas da comunidade surda brasileira é a educação bilíngue. Este modelo se difere das práticas bilíngues envolvendo as línguas orais, pois nele é necessário pensar a aquisição da linguagem por parte das crianças surdas. Leia abaixo algumas características do Modelo bilíngue.
I - Português é a única língua de instrução e a Libras é a língua de interação entre surdos;
II- As práticas pedagógicas entendem a Libras instrumento de comunicação, já o português como língua principal; III- A Língua de Sinais se faz pela presença de tradutores e intérpretes, modelos comunicativos para os surdos; IV- A aquisição da Língua Brasileira de Sinais é por meio da interação com usuários fluentes desta língua; V - Neste espaço, a língua de sinais funciona como primeira língua, e a língua majoritária como segunda língua; VI - A presença de profissionais surdos fará a inserção do funcionamento linguístico-discursivo da Língua de Sinais.
Em relação à escola Bilíngue para surdos, assinale a alternativa cujas opções apontem características adequadas a este modelo de Educação para Surdos.
O Decreto nº 5.626/2005 regulamenta a Lei nº 10.436/2002 e dispõe sobre a Língua de Sinais e a acessibilidade das pessoas surdas. Segundo este Decreto, a formação do profissional tradutor/intérprete de nível médio poderá ocorrer através de
Desde os anos 1990, políticas de inclusão têm sido implementadas. Para os surdos, isto tem representado ações de implementações de recursos humanos e tecnológicos – relacionados principalmente a tradução e interpretação para Libras – em espaços educacionais para garantir o acesso às informações que circulam nestes ambientes. Segundo pesquisadores da área, a inclusão de surdos na escola regular e nas universidades demanda cuidados e não devem ser feitas sem considerar as reais necessidades desse público. Isso por que
Desde 2002, algumas políticas linguísticas em prol das pessoas surdas têm sido adotadas: o reconhecimento oficial da língua de sinais, a garantia de classes ou escolas bilíngues, formação de professores bilíngues, a regulamentação da profissão de tradutores intérpretes da Libras, entre outras. O Decreto nº 5.626/2005 e a Lei nº 13.005/2014 falam da oferta de educação bilíngue. Em relação ao ensino da Língua Portuguesa, estes documentos apontam
O Decreto nº 5.626/2005 estabelece que as instituições federais responsáveis pela Educação Básica devem garantir o acesso de pessoas surdas à educação organizando escolas e classes de educação bilíngues. Segundo este decreto, escolas e classes bilíngues podem ser definidas como
O trabalho do tradutor/ intérprete envolve transmitir informações de uma língua para a outra, levando em conta aspectos culturais das línguas envolvidas. O profissional precisa, além dos conhecimentos linguísticos, de conhecimentos acerca da comunidade para a qual está traduzindo/interpretando determinada informação. Portanto, é correto afirmar que
A língua de sinais é um elemento fundamental da cultura surda. Segundo Lane, Hoffmeister e Bahan (apud PEREIRA et al., 2011) "a língua de sinais tem basicamente três papéis para os Surdos: ela é um símbolo da identidade social, é um meio de interação social e é um depositário de conhecimento cultural (pp. 35-36)". Portanto, segundo os autores, os elementos que constituem a cultura surda são preservados e transmitidos através da língua de sinais. Considerando isso, poderíamos afirmar que algumas ações são culturalmente depreciadas ou valorizadas na interação entre surdos e surdos, e surdos e ouvintes. É uma atitude depreciada
Em entrevista ao blog Vendo Vozes, a pesquisadora surda Karin Strobel questiona: "Muitos autores escrevem lindos textos sobre oralismo, bilinguismo, comunicação total, ou sobre os sujeitos surdos... mas eles realmente conhecem-nos? Sabem o que é cultura surda? Sentiram na própria pele o que é ser surdo?" (apud GESSER, 2009)
O livro "O tradutor e intérprete de língua brasileira de sinais e língua portuguesa" publicado pelo Ministério da Educação e Cultura - MEC para orientação dos profissionais da área, traz, entre outras questões, apontamentos sobre a surdez e os surdos. De acordo com esta publicação, é correto afirmar que