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The nature of approaches and methods in language teaching
Although specific theories of the language may provide the basis for a particular teaching method, other methods derive primarily from a theory of language learning. A learning theory underlying an approach or method responds to two questions: (a) What are the psycholinguistic and cognitive processes involved in language learning? and (b) What are the conditions that need to be met in order for these learning processes to be activated? Learning theories associated with a method at the level of approach may emphasize either one or both of these dimensions. Process‐ oriented theories build on learning processes, such as habit formation, induction, inferencing, hypothesis testing, and generalization. Condition‐oriented theories emphasize the nature of the human and physical context in which language learning takes place.
Stephen D. Krashen’s Monitor Model of second language development (1981) is an example of a learning theory on which a method (the Natural Approach) has been built. At the level of process, Krashen distinguishes between acquisition and learning. Acquisition refers to the natural assimilation of language rules through using language for communication. Learning refers to the formal study of language rules and is a conscious process. Krashen’s theory also addresses the conditions necessary for the process of “acquisition” to take place. He describes these in terms of the type of “input” the learner receives. Input must be comprehensible, slightly above the learner’s present level of competence, interesting or relevant, not grammatically sequenced, in sufficient quantity, and experience in low‐anxiety contexts.
Tracy Terrell’s Natural Approach (1977) is an example of a method derived primarily from a learning theory rather than from a particular view of language. Although the Natural approach is based on a learning theory that specifies both processes and conditions, the learning theory underlying such methods as Counseling‐Learning and the Silent Way addresses primarily the conditions held to be necessary for learning to take place without specifying what the learning processes themselves are presumed to be.
Charles A. Curran in his writings on the Counseling‐Learning (1972), for example, focuses on the conditions necessary for successful learning. James Asher’s Total Physical Response (Asher 1977) is likewise a method that derives from a learning theory. Caleb Gattemo’s Silent Way (1972, 1976) is built around a theory of the conditions necessary for successful learning to be realized. Many of the techniques used in the method are designed to train learners to consciously use their intelligence to heighten learning potencial.
(Richards, Jack C. and Rodgers, Theodore S. Approaches and Methods in Language Teaching. 2nd ed. Cambridge University Press, 2004. P. 22‐23. Adapted.)
Estamos tão acostumados a ler e escrever na nossa vida diária, que não percebemos que nem todos leem e escrevem como nós, mesmo os que vivem bem próximo. Em muitas famílias de classe social baixa, escrever pode se restringir apenas a assinar o próprio nome ou, no máximo, a redigir listas de palavras e recados curtos. Para quem vive nesse mundo, escrever como a escola propõe pode ser estranhíssimo, indesejável, inútil. Porém, os que vivem num meio social onde se leem jornais, revistas, livros, onde os adultos escrevem frequentemente e as crianças, desde muito cedo, têm seu estojo cheio de lápis, canetas, borrachas, régua etc. acham muito natural o que a escola faz, porque, na verdade, representa uma continuação do que já faziam e esperavam que a escola fizesse. Portanto, alfabetizar grupos sociais que encaram a comunicação como uma simples garantia de sobrevivência na sociedade é diferente de alfabetizar grupos sociais que acham que a escrita e fala, além de necessária, é uma forma de expressão individual de arte, de passatempo. [...]
Ninguém escreve ou lê sem motivo, sem motivação. É justamente por isso que, em certas culturas, o uso da escrita se apresenta como algo secundário e dispensável mesmo e, em outras, como absolutamente imprescindível. Essa atitude perante a escrita não se observa só comparando, por exemplo, a cultura europeia com a cultura de tribos indígenas. Atitudes conflitantes com relação à escrita se podem observar numa grande cidade. Entre seus habitantes, sem dúvida alguma, todos necessitam de um modo ou de outro saber ler certas coisas, mas o número cai enormemente quando se conta quem necessita produzir a escrita na proporção do que lê. Muitas pessoas podem até ler jornal todos os dias, mas escrevem raramente.
Não basta saber escrever, para escrever. É preciso ter uma motivação para isso. Grande parte da população das cidades trabalha em serviços que não exigem a escrita. Por isso, os programas de alfabetização – sobretudo de adultos – precisam ser elaborados não em função de uma cultura julgada ideal e excelente para todos, mas de acordo com as reais necessidades e anseios de cada um. A arte literária não é motivação para a escrita para todas as pessoas [...].
A escrita se diferencia de outras formas de representação do mundo, não só porque induz à leitura, mas também porque essa leitura é motivada, isto é, quem escreve, diferentemente por exemplo de quem desenha, pede ao leitor que interprete o que está escrito, não pelo puro prazer de fazê‐lo, mas para realizar algo que a escrita indica. [...]
A motivação da escrita é sua própria razão de ser; a decifração constitui apenas um aspecto mecânico de seu funcionamento. Assim, a leitura não pode ser só decifração; deve, através da decifração, chegar à motivação do que está escrito, ao seu conteúdo semântico e pragmático completo. Por isso é que a leitura não se reduz à somatória dos significados individuais dos símbolos (letras, palavras etc.), mas obriga o leitor a enquadrar todos esses elementos no universo cultural, social, histórico etc. em que o escritor se baseou para escrever.
(CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização e linguística. 11. Ed. São Paulo: Scipione, 2010.)