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Por que a energia solar não deslancha no Brasil
A capacidade instalada no Brasil, levando em conta todos os tipos de usinas que produzem energia elétrica, é da ordem de 132 gigawatts (GW). Deste total menos de 0,0008% é produzida com sistemas solares fotovoltaicos (transformam diretamente a luz do Sol em energia elétrica). Só este dado nos faz refletir sobre as causas que levam nosso país a tão baixa utilização desta fonte energética tão abundante, e com características únicas.
O Brasil é um dos poucos países no mundo, que recebe uma insolação (número de horas de brilho do Sol) superior a 3000 horas por ano. E na região Nordeste conta com uma incidência média diária entre 4,5 a 6 kWh. Por si só estes números colocam o pais em destaque no que se refere ao potencial solar.
Diante desta abundância, por que persistimos em negar tão grande potencial? Por dezenas de anos, os gestores do sistema elétrico (praticamente os mesmos) insistiram na tecla de que a fonte solar é cara, portanto inviável economicamente, quando comparadas com as tradicionais.
Até a “Velhinha de Taubaté” (personagem do magistral Luis Fernando Veríssimo), que ficou conhecida nacionalmente por ser a última pessoa no Brasil que ainda acreditava no governo militar, sabe que o preço e a viabilidade de uma dada fonte energética dependem muito da implementação de políticas públicas, de incentivos, de crédito com baixos juros, de redução de impostos. Enfim, de vontade política para fazer acontecer.
O que precisa ser dito claramente para entender o porquê da baixa utilização da energia solar fotovoltaica no país é que ela não tem apoio, estímulo nem neste, nem nos governos passados. A política energética na área da geração simplesmente relega esta fonte energética. Por isso, em pleno século XXI, a contribuição da eletricidade solar na matriz elétrica brasileira é pífia, praticamente inexiste.
Heitor Scalambrini Costa. In: Carta Capial, Set, 2015.
Homem, 69 anos, trazido ao pronto atendimento com o relato de que há dez dias, aproximadamente, vem apresentando tosse seca, com piora nos últimos dias. Demonstra fraqueza e baixa aceitação alimentar associadas. Segundo o acompanhante, nas últimas 24 horas, o paciente começou a apresentar ideias confusas e evoluiu com sonolência. História pregressa de diabetes, hipertensão e etilismo; não faz uso de medicações. Sinais vitais: Pressão arterial: 80 x 40 mmHg; FC: 105 bpm; FR: 28 irm; temperatura axilar 37° C; saturação de oxigênio de 88% em ar ambiente. Ao exame: desidratado, hipocorado, acianótico, anictérico. Neurológico: sonolento, pupilas isofotorreagentes, sem sinais de meningismo. Ausculta cardíaca: ritmo regular, bulhas normofonéticas, sem sopros. Ausculta respiratória: murmúrio vesicular diminuído em base pulmonar direita, presença de roncos de transmissão difusos. Abdômen globoso, timpânico à percussão, ausência de massas palpáveis, sem sinais de peritonismo. Membros inferiores: edema 2+/4 bilateralmente, ausência de sinais de trombose venosa profunda, tempo de enchimento capilar > 5 segundos. Considerando o caso clínico hipotético, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Deve-se proceder com a ressuscitação volêmica do paciente, de preferência com soluções cristaloides, como o ringer lactato; porém, de forma cautelosa devido a esta solução aumentar consideravelmente o lactato sérico do paciente.
( ) Somente está indicada a prescrição de droga vasoativa após o término da ressuscitação volêmica com 30 ml/kg de solução cristaloide, estando associada à resolução mais rápida do quadro.
( ) Caso seja necessário proceder com a intubação orotraqueal deste paciente, a sequência rápida com fentanil e midazolan está associada a melhores desfechos, frente, por exemplo, à indução com etomidado.
A sequência está correta em