Sócrates — Vou tentar te mostrar a natureza da causa que tenho estudado, retornando a essas noções que tanto tenho debatido. Partirei daí, admitindo que há um Belo em si e por si, um Bom, um Grande, e assim quanto ao resto. Se me concedes a existência dessas coisas, se concordas comigo, tenho esperança de que elas me levarão a colocar sob teus olhos a causa, assim descoberta, que faz com que a alma tenha imortalidade.
Cebes — Mas é claro que te concedo, e terás apenas de concluir o mais rápido!
Sócrates — Examina então o que se segue da existência dessas realidades, para veres se partilhas de minha opinião. Parece-me que, se existe algo de belo fora do Belo em si, essa coisa só é bela porque participa desse Belo em si, e digo que o mesmo ocorre quanto a todas as outras coisas. Estás de acordo comigo quanto a esse tipo de causa? (PLATÃO. In: REZENDE, 2005, p. 60).
A partir da análise do diálogo entre Sócrates e Cebes, reproduzido na obra de Platão, é correto
afirmar:
O texto expressa o pensamento cético de Platão, uma vez que as ideias de Bom em si e de Belo em si
não são alcançadas pelos sentidos.
“Mais de um século depois de _______________ vamos
encontrar na cidade grega de Atenas______________,
provavelmente o mais famoso nome não apenas
da cultura grega, mas de toda a Filosofa, tal como
ocorre em relação aos primeiros filósofos não
temos nenhum registro escrito das doutrinas que
______________ professava .Os motivos, porém, são
bastante diferentes. Enquanto os escritos do primeiro
simplesmente perderam-se em algum ponto da história,
os do segundo não herdamos obra alguma porque
este durante toda a sua vida recusou-se a registrar por
escrito seus pensamentos, entre outros motivos, por
desconfiar da validade filosófica da palavra escrita”.
Assinale a alternativa que completa correta e
respectivamente as lacunas.
“SÓCRATES: E agora, Mênon, vê que progressos ele já fez em termos de memória? De início não
sabia que linha forma a figura de oito pés e mesmo agora não sabe, mas antes achava que sabia e
respondeu confiante como se soubesse, sem ter consciência das dificuldades; ao passo que agora sente a
dificuldade em que se encontra e, além de não saber, não acha mais que sabe.”
(PLATÃO. Mênon. In: MARCONDES, Danilo. Textos básicos de filosofia.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999, p. 35)
Dentre as características da filosofia socrática inferidas dos escritos de Platão, o trecho acima retrata
Em um importante trecho da sua obra Metafísica, Aristóteles se refere a Sócrates nos seguintes termos:
Sócrates ocupava-se de questões éticas e não da natureza em sua totalidade, mas buscava o
universal no âmbito daquelas questões, tendo sido o primeiro a fixar a atenção nas definições.
Aristóteles. Metafísica, A6, 987b 1-3. Tradução de Marcelo Perine. São Paulo: Loyola, 2002.
Com base na filosofia de Sócrates e no trecho supracitado, assinale a alternativa correta.
Sócrates é considerado um marco divisório da filosofia
grega, motivo pelo qual aqueles que o antecederam são
conhecidos como pré-socráticos, e os que o sucederam,
como pós-socráticos.
Sobre a filosofia socrática, assinale a alternativa
incorreta.
Sócrates — Vou tentar te mostrar a natureza da causa que tenho estudado, retornando a essas noções que tanto tenho debatido. Partirei daí, admitindo que há um Belo em si e por si, um Bom, um Grande, e assim quanto ao resto. Se me concedes a existência dessas coisas, se concordas comigo, tenho esperança de que elas me levarão a colocar sob teus olhos a causa, assim descoberta, que faz com que a alma tenha imortalidade.
Cebes — Mas é claro que te concedo, e terás apenas de concluir o mais rápido!
Sócrates — Examina então o que se segue da existência dessas realidades, para veres se partilhas de minha opinião. Parece-me que, se existe algo de belo fora do Belo em si, essa coisa só é bela porque participa desse Belo em si, e digo que o mesmo ocorre quanto a todas as outras coisas. Estás de acordo comigo quanto a esse tipo de causa? (PLATÃO. In: REZENDE, 2005, p. 60).
A partir da análise do diálogo entre Sócrates e Cebes, reproduzido na obra de Platão, é correto
afirmar:
O Mundo das Ideias é uma doutrina política, sobre o Bem em si, sem relação com a Teoria do Conhecimento e a Metafísica.
Sócrates — Na verdade, corres o perigo de teres dito algo nada banal sobre a ciência; ao contrário, é o mesmo que diz Protágoras. A fórmula dele é um pouco diferente, mas ele diz a mesma coisa. Afirma, com efeito, mais ou menos isto: “o homem é a medida de todas as coisas; para aquelas que são, medida de seu ser; para aquelas que não são, medida de seu não ser". Provavelmente leste isso?
Teeteto — Li, e muitas vezes.
Sócrates — Ele não quer dizer algo do tipo: tais como me aparecem sucessivamente as coisas, tais elas são para mim; tais como te aparecem, tais são para ti? Ora, tu és homem e eu também.
Teeteto — Ele fala bem nesse sentido.
Sócrates — É provável, de fato, que um homem sábio não fale aereamente: sigamos portanto seu pensamento. Não há momentos em que o mesmo sopro de vento causa em um de nós arrepios, e no outro não; para um é suave, para o outro violento?
Teeteto — Muito certamente.
Sócrates — Nesse momento, que será em si mesmo o vento? Diremos que é frio ou que não é frio? Ou então concordaremos com Protágoras em que ele é frio para aquele que se arrepia; que para o outro ele não é?
Teeteto — É provável.
Sócrates — Aparece de um modo para um, de outro modo para o outro?
Teeteto — Sim
Sócrates — Ora, esse “aparecer" significa ser sentido?
Teeteto — Efetivamente.
Sócrates — Logo, aparência e sensação são idênticas, para o calor e para outros estados semelhantes. Tais como cada um os sente, assim para cada um também parecem ser.
Teeteto — Provavelmente.
Sócrates — Não há, portanto, jamais sensação senão daquilo que é, e sempre sensação infalível, já que ela é ciência.
Teeteto — Aparentemente. (PLATÃO. In: REZENDE, 2005, p. 58-59).
r:
A partir da análise do diálogo entre Sócrates e Teeteto, reproduzido na obra de Platão, é correto
afirmar:
Para Platão, as ideias são produzidas na mente, a partir dos dados percebidos sensorialmente.
“Aquela que, provavelmente, é uma sabedoria humana. Com efeito, desta provém o fato de
que talvez eu seja mesmo sábio. Ao contrário, aqueles de que há pouco eu falava, ou serão
sábios de uma sabedoria superior em relação à humana, ou eu não sei o que dizer. Eu,
certamente, não conheço essa sabedoria. E quem diz, ao invés, que eu a conheço, mente; e diz
isso para caluniar-me.”
Fonte: Platão, Apologia de Socrátes. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Filosofia Pagã Antiga. Volume
1. São Paulo: Paulus, 2023.