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457941200274454
Ano: 2024Banca: Instituto DarwinOrganização: Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PEDisciplina: História Geral e do BrasilTemas: Regime Militar (1964-1984) | História do Brasil
Texto VIII


I.

Vai buscar quem mora longe… vai mostrar esta saudade
Sonho meu
Com a sua liberdade
Sonho meu
No meu céu a estrela guia se perdeu
E a madrugada fria só me traz melancolia,
Sonho meu”


Sonho meu - Délcio Carvalho e Dona Ivone Lara.



II.
Amigos presos, amigos sumindo assim
Pra nunca mais
Nas recordações retratos de um mal em si
Melhor é deixar pra trás
Não, não chore mais… observando hipócritas
Disfarçados rondando ao redor”.


Não chores mais – Gilberto Gil. 


As músicas expostas no Texto VIII foram lançadas em 1979, ano marcado pela reabertura política pós-ditadura militar e seus desdobramentos. Suas letras fazem referências a esse contexto histórico. Os trechos em que podem ser percebidas referências mais claras à ditadura e à anistia política são, respectivamente, 
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2

457941201484180
Ano: 2022Banca: UnescOrganização: Prefeitura de Maracajá - SCDisciplina: História Geral e do BrasilTemas: República (1954-1964) | Regime Militar (1964-1984) | História do Brasil
Nas últimas décadas, o Brasil deu passos importantes em direção a consolidação da democracia no país, com o reestabelecimento das eleições e a ampliação dos direitos políticos. Sobre o período da transição do período ditatorial para a democracia representativa, NÃO é correto afirmar que: 
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3

457941201719156
Ano: 2019Banca: ESPMOrganização: ESPMDisciplina: História Geral e do BrasilTemas: História do Brasil | Regime Militar (1964-1984)
Em 1/9/1969, há exatos 50 anos, nos chamados anos de chumbo, o jornal Folha de São Paulo estampava em manchete de primeira página:

Com trombose cerebral, Costa e Silva se afasta

O jornal acrescentava: Pouco antes das 22 horas deste domingo 31/8, a Agência Nacional informou o país, em cadeia de rádio e televisão que o presidente Arthur da Costa e Silva, acometido de trombose cerebral, está temporariamente impedido de chefiar o governo.

Reunido no Rio de Janeiro, o Alto Comando das Forças Armadas editou o Ato Institucional No. 12, que teve por efeito:
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4

457941201914374
Ano: 2021Banca: UERJOrganização: UERJDisciplina: História Geral e do BrasilTemas: História do Brasil | Regime Militar (1964-1984)
Texto associado
Cidade relembra cerco que a fez queimar livros de Paulo Freire
Maria Eneide Araújo, de 63 anos, escondeu seus cadernos embaixo do colchão. Não queria perder a recordação da alfabetização, mas não teve jeito. Os boatos de que aquelas anotações poderiam levar seu pai e sua mãe presos, após o golpe militar de 1964, fizeram com que Eneide as entregasse, e todas foram queimadas. Em Angicos, no sertão do Rio Grande do Norte, outras pessoas fizeram o mesmo naqueles meados dos anos 1960: quem não queimou enterrou cadernos e livros que os ligassem às aulas dos monitores orientados por Paulo Freire.
A cidade potiguar recebeu em 1963 o primeiro experimento do método criado pelo educador para alfabetização de adultos, e o objetivo era ambicioso: ensinar 300 pessoas a ler em 40 horas de aulas, em projeto que ficou conhecido como as 40 horas de Angicos. Passados 57 anos, Freire e seu método baseado no uso de palavras e vivências do cotidiano dos alunos são hoje o principal alvo da política educacional do governo federal.
Marcel Rizzo
Adaptado de Folha de São Paulo, 04/02/2020.
O episódio relatado na reportagem, assim como a prisão e o exílio do pesquisador Paulo Freire, estiveram associados às ações repressoras instituídas logo após a deposição do presidente João Goulart, em 1964.
Naquela conjuntura política, os novos governantes justificaram ações dessa natureza alegando a necessidade de evitar um contexto de:
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5

457941201376511
Ano: 2025Banca: EDUCAOrganização: Prefeitura de Pedras de Fogo - PBDisciplina: História Geral e do BrasilTemas: História do Brasil | Guerra Fria e Ditaduras Militares na América Latina | Regime Militar (1964-1984) | História Latino-Americana
No início da década de 1960, mais precisamente em 1964, um golpe militar foi deflagrado contra o governo democraticamente eleito de João Goulart. O regime militar, então instaurado, foi formalmente consolidado pelo Ato Institucional nº 1, que institucionalizou o autoritarismo no país. Esse período foi marcado por uma crescente radicalização ideológica e um clima de intensa tensão política, que se acentuou na madrugada de 31 de março de 1964, quando os militares tomaram o poder, pondo fim ao governo constitucional.

Sobre esse contexto, analise as afirmativas a seguir:


I. O Ato Institucional nº 5 (AI-5) decretou o fechamento do Congresso Nacional, suspendeu todos os direitos civis e constitucionais, autorizando a prisão de qualquer cidadão brasileiro, e impôs a suspensão dos direitos políticos por dez anos àqueles considerados suspeitos de atuar contra o governo.

II. Durante o governo de Castello Branco, os militares realizaram uma série de transformações no funcionamento institucional do país, dando início ao regime da ditadura militar. Esse período foi marcado pela emissão de atos institucionais, como o AI-1, uma série de decretos elaborados pelo Poder Executivo, sem a necessidade de análise ou aprovação pelo Congresso Nacional.

III. O governo de Médici, sucessor de Costa e Silva, ficou particularmente marcado pelo acelerado crescimento econômico do país, conhecido como "milagre econômico". Esse processo foi acompanhado pela realização de grandes obras, algumas delas denominadas "obras faraônicas", e pelo endurecimento da repressão política, com ações quase autônomas por parte do aparato repressivo, que agiu sem grandes limitações.

IV. No governo de Ernesto Geisel, o segundo presidente militar do Brasil, o país experimentou um dos maiores processos de recuperação econômica desde o início do regime militar, justificado pela maciça entrada de capital estrangeiro, que impulsionou a economia brasileira, estabilizando-a e equilibrando-a por um longo período. Paralelamente, o crescimento da população urbana proporcionou uma abundante e barata mão de obra, essencial para a expansão industrial nos grandes centros econômicos do país.

V. O governo do general João Baptista de Oliveira Figueiredo, o terceiro presidente da sequência de governos militares, foi um dos mais imponentes desse período. Alinhado à ala "linha dura" do regime, Figueiredo implementou a repressão de maneira ainda mais contundente. A criação do Ato Institucional nº 5 (AI-5), em particular, legalizou a intervenção do presidente nos estados e municípios, sem as limitações previstas pela Constituição, além de suspender a garantia do habeas corpus nos casos de crimes políticos, consolidando um período de repressão ainda mais severo.


Estão CORRETOS:
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6

457941201849650
Ano: 2019Banca: ExércitoOrganização: EsSADisciplina: História Geral e do BrasilTemas: História do Brasil | Regime Militar (1964-1984)
Em 1980, deu-se o estouro da corrida do ouro em Serra Pelada, localizada no esttldo de (o):
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457941201891077
Ano: 2022Banca: UFGDOrganização: UFGDDisciplina: História Geral e do BrasilTemas: História do Brasil | Regime Militar (1964-1984)
[...] a história está no governo de Miguel Arraes em Pernambuco e as lutas dos camponeses, liderada por Januário, ganha força. Nando resolve ajudar o movimento. Com o golpe militar de 1964, o presidente João Goulart é deposto e Arraes afastado. Os líderes dos movimentos são perseguidos e diversas prisões feitas, inclusive a de Nando. Na cadeia, Nando passa por interrogatórios e sofre diversas torturas, principalmente torturas morais.

[...]

No décimo aniversário da morte de Levindo, Nando resolve comemorar a data com uma espécie de “quarup”. Ele reúne, então, seus antigos companheiros de lutas políticas, pescadores, prostitutas e amigos para o grande jantar. Este ritual acontece simultaneamente à grande Marcha da Família com Deus pela Liberdade (nome comum de uma série de manifestações públicas organizadas por setores da sociedade, contra os protestos da população que era contra a ditadura militar). Muitos são presos, outros fogem e Nando é espancado quase até a morte. [...].

Disponível em: https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/quarup-resumo-da-obra-de-antonio-callado/. Acesso em: 31 jan. 2021 (fragmento/adaptado).


A obra Quarup, de Antônio Callado, publicada em 1967, retrata um país em conflito e oferece um contexto propício para leituras importantes sobre a história do Brasil, em especial, as relacionadas às tensões e aos conflitos sociais registrados nas décadas de 1950 e 1960. Em 1964, dias antes do Golpe Militar e da deposição do presidente João Goulart, ocorreu primeiramente em São Paulo a denominada Marcha da Família com Deus pela Liberdade, articulada pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES). Sobre essa marcha, assinale a alternativa correta. 
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8

457941201343658
Ano: 2023Banca: SELECONOrganização: Prefeitura de Primavera do Leste - MTDisciplina: História Geral e do BrasilTemas: República (1954-1964) | História do Brasil | Regime Militar (1964-1984)
“Criado em novembro de 1961, o IPES (Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais) realizava, publicamente, estudos e debates sobre a realidade brasileira. Clandestinamente, preparava o terreno para o golpe, formulando e executando estratégias de desestabilização do governo, financiando uma vigorosa campanha de propaganda anticomunista e diversos tipos de manifestação pública antigovernistas. Também apoiava, financeiramente, grupos e associações de oposição ou de extrema direita.

Sob a proteção do IPES, seriam abrigados os grupos femininos responsáveis por organizar as Marchas da Família com Deus pela Liberdade, que precederiam o golpe político, empresarial, civil e militar — a Campanha da Mulher pela Democracia (Camde), no Rio de Janeiro; a União Cívica Feminina de São Paulo; e a Liga da Mulher Democrata (Limde), em Minas Gerais, entre outros.”

Fonte: http://memorialdademocracia.com.br/


Segundo o texto, a criação e a atuação de institutos como o IPES, no âmbito da crise política no governo João Goulart (1961- 1964), que levaram ao golpe político-civil-militar de 1964, tinha como objetivo principal:
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457941201264443
Ano: 2022Banca: MPE-GOOrganização: MPE-GODisciplina: História Geral e do BrasilTemas: História do Brasil | Regime Militar (1964-1984)

Descreveu o Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968:

Art. 10 – Fica suspensa a garantia de habeas corpus, nos casos de crimes políticos, contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular.

Art. 11 – Excluem-se de qualquer apreciação judicial todos os atos praticados de acordo com este Ato Institucional e seus Atos Complementares, bem como os respectivos efeitos.

Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ait/ait-05-68.htm. Acesso em: 25/08/2022.


Nos artigos do AI-5 selecionados, o governo militar procurou limitar a atuação do poder judiciário, porque isso significava:

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10

457941201808790
Ano: 2019Banca: IPEFAEOrganização: Prefeitura de Campos do Jordão - SPDisciplina: História Geral e do BrasilTemas: Regime Militar (1964-1984)
"Desde o fim da ditadura, em 1985, o Estado brasileiro nunca divulgou, de forma pública e abrangente, um balanço crítico sobre suas ações em torno das populações indígenas. Os chefes da Funai chegaram a duras conclusões sobre o papel do Estado brasileiro, cuja prioridade eram 'ações que visam minar a resistência dos grupos indígenas que são capazes de oferecer maior resistência ao projeto de incorporação de terras ao patrimônio nacional'. 'Na verdade, o Estado brasileiro sempre atribuiu-se o direito de decidir soberanamente sobre o destino das sociedades indígenas, seus bens, seus territórios. Em nenhum momento da história do país os índios foram ouvidos sobre estas decisões."
Fonte: VALENTE, Rubem. Os fuzis e as flechas: história de sangue e resistência indígena na ditadura. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, pp. 382-383.

Observe as seguinte afirmações sobre as ações dos governos democráticos em relação ao tratamento dispensado às populações indígenas durante a ditadura militar brasileira (1964-1985):

I- No governo Fernando Henrique Cardoso, as leis e comissões criadas para conceder indenizações a perseguidos, mortos e desaparecidos políticos estabeleceu a possibilidade de estender sua atenção para os indígenas.

II- Em 2007, no governo Luiz Inácio Lula da Silva, a publicação Direito à memória e à verdade, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, não trouxe uma única referência às violações de direitos dos índios.

III- Em 2014, o relatório final da Comissão Nacional da Verdade, instalada pela presidente Dilma Rousseff, incluiu um capítulo sobre os indígenas reconhecendo as violações de direitos humanos contra os povos indígenas, indicando mais de 8 mil mortos.
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