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457941201591035
Ano: 2022Banca: IVINOrganização: Prefeitura de Estreito - MADisciplina: Língua PortuguesaTemas: Análise Textual | Estrutura Textual
Texto associado

PARÁBOLA DO HOMEM RICO

-

Todos são poetas à sua maneira, mas é bem possível que, se todos o fossem realmente, não houvesse mais lugar para a poesia. Porque a poesia é a amante espiritual dos homens, aquela com quem eles traem a rotina do cotidiano. A poesia restituilhes o que a vida prática lhes subtrai: a capacidade de sonhar. O desgaste físico e moral imposto pelo exercício das profissões, em que o ser humano deve despersonalizar-se ao máximo para atingir um índice ideal de eficiência - eis a grande arma da poesia. Depois que o banqueiro passa o dia manipulando o jogo de interesses do seu banco, vem a poesia e, na forma de um beijo de mulher, diz-lhe que o amor é menos convencional que o dinheiro. Ou o bancário, que passa o dia depositando e calculando o dinheiro alheio, ao ver chegar a depositária grã-fina, linda e sofisticada, sonha em tornar-se um dia banqueiro. E fazendo-o, invade o campo da poesia. Pois tudo é fantasia. Cada ação provoca um sonho que lhe é imediatamente contrário. Tal é a dinâmica da vida, e sem ela a poesia não teria vez.

Isso me faz lembrar certa noite em Paris, num jantar com meus amigos Marie-Paule e Jean-Georges Rueff, em companhia de um grande comerciante francês, um homem super-rico, dono de um dos maiores supermercados da França, superviajado, superlindo e casado com uma mulher superlinda. Nós nos havíamos conhecido alguns anos antes, em Estrasburgo, onde ele e os Rueff então moravam, e um pilequinho em comum nos havia aproximado, depois de um papo de coração aberto que nos levou até a madrugada. O assunto agora era o mesmo, a poesia, e o nosso prezado homem rico, depois de discutirmos um pouco a extraordinária vida desse jovem gênio que foi o poeta Jean-Arthur Rimbaud, fez-nos ver que não há casamento possível entre o Grande Lírico e o Grande Empresário: ou se é uma coisa, ou se é outra. O verdadeiro homem de empresa ao mesmo tempo inveja e despreza o poeta, uma vez que não se pode preocupar além dos limites com as palavras da poesia. Elas são, para ele, o reverso da medalha: o ouro impalpável. E como as mulheres - dizia-me ele ao lado da sua - são seres devorados de lirismo, sobretudo no amor, o capitalista tinha que pagar seu preço ao artista: e esse preço, via de regra, era a própria mulher.

- Elas ficam conosco porque nós representamos poder aquisitivo, podemos dar-lhes as coisas de que necessitam para ficarem mais sedutoras, terem mais disponibilidade para cuidar da própria beleza. Mas essa beleza, elas a entregam a vocês, os artistas. No fundo, as mulheres nos odeiam. O que não impede que vocês sejam todos gigolôs do capitalismo. [...]

-

(Adaptado: Vinicius de Moraes. Rio de Janeiro, Jornal do Brasil, 31/12/1969).

Ainda sobre a oração “E fazendo-o, invade o campo da poesia” (1° parágrafo), o termo em destaque tem como referente:

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457941200380227
Ano: 2018Banca: FUNDATECOrganização: Prefeitura de Rondinha - RSDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Estrutura Textual | Análise Textual
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Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Seu aparelho de ar-condicionado está deixando o planeta mais quente


1 Sol, praia, calor. O Brasil é tipicamente conhecido por suas características tropicais. Apesar

2 disso, pouca gente nega um bom ar-condicionado em dias quentes. No verão do ano passado, a

3 venda desses aparelhos bateu recorde. Temos, atualmente, um total de 139 milhões de unidades

4 funcionando. Mas não é só o brasileiro que ama um friozinho artificial — Estados Unidos e Japão

5 detêm a maior parte dos exemplares mundiais. Porém, de acordo com um relatório divulgado pela

6 Agência Internacional de Energia (IEA), um irônico paradoxo foi confirmado: o aumento na

7 quantidade de aparelhos de ar-condicionado está deixando o mundo mais quente. No mundo, a

8 quantidade de ares-condicionados está concentrada em um pequeno número de países (nos

9 Estados Unidos, 90% das residências possuem). Mas à medida que a renda aumenta e as

10 populações crescem nas nações emergentes, especialmente em regiões quentes, o uso dos

11 aparelhos se torna cada vez mais comum. E as estatísticas provam: o funcionamento de ares-

12 condicionados e ventiladores já representa cerca de um quinto do total da eletricidade gasta em

13 edifícios de todo o mundo — ou 10% do consumo global.

14 Os números ficam cada vez mais exorbitantes: hoje, temos cerca de 1,6 bilhão de

15 aparelhos funcionando. Para 2050, a perspectiva é de impressionantes 5,6 bilhões. Considerando

16 também o crescimento populacional, na metade do século teremos uma estimativa de um ar-

17 condicionado para cada duas pessoas do mundo. E a demanda pelo uso de climatizadores vai

18 mais que triplicar: eles consumirão a mesma quantidade de energia que China e Índia juntas.

19 Ok, você já entendeu que temos muitos ares-condicionados pelo mundo. Mas voltemos à

20 questão principal: como eles estão tornando o planeta mais quente? Para começar, a população

21 usa “errado”. Os consumidores atuais não se preocupam em comprar aparelhos mais eficientes,

22 que gastem menos energia. A competência média dos exemplares comprados hoje é menos da

23 metade do que está normalmente disponível para venda, com cerca de um terço da tecnologia

24 dos mais eficientes. Isso pode se converter no fator econômico: geralmente os mais baratos são

25 mais simples. Mas a questão crucial é, lógico, a influência que esses bilhões de aparelhos exercem

26 na temperatura do planeta. As emissões de gases estufa liberados pelas usinas de carvão e gás

27 natural ao gerar eletricidade para os ares-condicionados quase dobrariam — de 1,25 bilhão de

28 toneladas em 2016 para 2,28 bilhões de toneladas em 2050. Essas emissões impactariam

29 significativamente o aquecimento global — o que aumentaria ainda mais a demanda por ar-

30 condicionado.

31 Sim, é um ciclo vicioso. O conforto tem um preço, e ele é bem alto. E o relatório cita

32 exemplos bem ilustrativos da situação: quanto mais aumenta a renda de uma família, cresce

33 também o número de eletrodomésticos como geladeiras e televisores. Esses aparelhos geram

34 calor, deixando o ambiente mais quente. Solução: comprar um ar-condicionado. E a maioria dos

35 ares-condicionados funcionam, em parte, “jogando” o ar quente para o lado de fora, também

36 tornando a vizinhança mais quente. Segundo estimativas, o aparelho pode elevar a temperatura

37 durante a noite em cerca de um grau Celsius em algumas cidades. Ou seja, se um número

38 suficiente de vizinhos comprar um ar-condicionado, a temperatura da sua casa pode aumentar a

39 ponto de você precisar fazer o mesmo.

40 Apesar do aparente caos cíclico sem solução, o relatório termina esperançoso. Ele fala

41 sobre o “Cenário de Refrigeração Eficiente”, um caminho que se baseia numa forte ação política

42 para limitar o uso de energia com a finalidade de resfriar os espaços. E, principalmente, fala sobre

43 investir em aparelhos mais competentes. Essa simples atitude pode reduzir a demanda futura de

44 energia pela metade — em comparação com as suposições feitas baseadas no consumo atual.

45 Também torna tudo mais barato: seguindo os padrões do Cenário de Refrigeração Eficiente, pode-

46 se reduzir os custos de investimento, combustíveis e outros gastos gerados por essa indústria do

47 frio em três trilhões de dólares até 2050. E, por último, esse cenário reduziria as emissões de

48 gases estufa pela metade. Ele está de acordo com os objetivos climáticos previstos no Acordo de

49 Paris. Então lembre-se, pelo bem do futuro do planeta, quando for comprar um ar-condicionado,

50 tenha certeza de que as especificações de eficiência são as melhores possíveis.


Texto especialmente adaptado para esta prova. Disponível em https://super.abril.com.br/ciencia/seu-aparelho-de-ar-condicionado-esta-deixando-o-planeta-mais-quente/. Acesso em 17 mai. 2018.

Sobre o recurso coesivo desempenhado pelo pronome “ele”, que se refere diretamente a termos anteriores e os recupera para dar a devida continuidade ao texto, analise as seguintes afirmativas:


I. Na linha 31, está retomando ”conforto”.

II. Na linha 40, está retomando “caos cíclico”.

III. Na linha 48, está retomando “cenário” (l. 47).


Quais estão corretas?

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3

457941200495293
Ano: 2023Banca: FURBOrganização: Prefeitura de Timbó - SCDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Análise Textual | Estrutura Textual
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Texto 1:

Rover chinês em Marte encontra sinais de que o planeta pode ter tido água

Observando dados enviados pelo robô, pesquisadores identificaram traços que indicam presença de água entre 1,4 milhão e 400 mil anos atrás.

A superfície de Marte pode ter tido água mais recentemente do que se pensava. Um estudo publicado na revista Science Advances analisa as observações feitas pelo rover Zhurong, da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST).

O robô observou dunas ricas em sal na superfície marciana, que apresentavam rachaduras e crostas. Segundo os pesquisadores, isso seria um indicativo de presença recente de água; mais especificamente, em algum momento entre 1,4 milhão e 400 mil anos atrás.

Nesse período, Marte já era relativamente parecida com hoje, com rios e lagos secos. Os sinais de água detectados deveriam ser provenientes de neve ou degelo que, misturados com sal, resultaram em pequenas rachaduras, superfícies duras com crostas, partículas soltas e outras características das dunas, como depressões e cumes, segundo os cientistas chineses.

"Achamos que pode ter sido uma pequena quantidade, não mais do que uma película de água na superfície", afirma Xiaoguang Qin, um dos coautores do estudo.

O rover não detectou água, seja na forma de geada ou gelo, de forma direta. Segundo Qin, contudo, simulações de computador e observações de outras espaçonaves em Marte indicam que, mesmo hoje em dia, em certas épocas do ano, as condições podem ser adequadas para o aparecimento de água. A descoberta pode ser um passo importante para identificar ambientes possivelmente habitáveis.

Lançado em 2020, o Zhurong - batizado em homenagem a um deus do fogo na mitologia chinesa - chegou a Marte em 2021 e passou um ano vagando antes de entrar em hibernação, em maio do ano passado. O rover operou por mais tempo do que o pretendido, viajando quase dois mil metros.

Retirado de: CAPARROZ, Leo. Rover chinês em Marte encontra sinais de que o planeta pode ter tido água. SuprInteressante. Disponível em: sdde-quue-o-paanetaaapode-terrtdooaagua/ -chines-em-marte-encontra-sinais-de-que-o-planeta-pode-ter-tido-agua/ Acesso em: 09 maio, 2023.

Texto 2:

Rover chinês Zhurong já percorreu quase 2 km da superfície de Marte

A Administração Espacial Nacional da China (CNSA) divulgou uma atualização sobre a missão do rover Zhurong. Segundo a agência, ele já percorreu mais de 1,9 km da superfície de Marte, desde que pousou em Utopia Planitia em maio de 2021.

Em 1º de maio de 2022, o Zhurong completou 342 sóis (como são chamados os dias em Marte, que duram cerca de 40 minutos a mais do que os dias terrestres) de sua missão, a pelo menos 240 milhões de km de distância da Terra.

O rover chegou à órbita de Marte em fevereiro do 2021 a bordo do seu companheiro de missão, o orbitador Tianwen-1. Mas o rover só se separou do satélite três meses depois e, no dia 15 de maio de 2021, pousou na vasta planície marciana conhecida como Utopia Planitia. Sua vida útil estimada era de apenas 90 sóis. No período ativo, o rover coletou amostras da superfície e uma série de imagens. Os dados do Zhurong indicaram que a paisagem na qual ele se encontrava parecer ter sido moldada pelos ventos de Marte ao longo de milhares de anos.

Retirado e adaptado de: TORRES, Wylliam. Rover chinês Zhurong já percorreu quase 2 km da superfície de Marte. Canal Tech. Disponível em: se-2-kkmm-dassuperrii-dee-mmate22154111/ ines-zhurong-ja-percorreu-quase-2-km-da-superficie-de-marte-215411/ Acesso em: 09 maio, 2023.
Analise as afirmações a seguir, a respeito das relações coesivas no "Texto 1: Rover chinês em Marte encontra sinais de que o planeta pode ter tido água":

I.Em "Observando dados enviados pelo robô " (subtítulo do texto), a palavra em destaque se refere à expressão "Rover chinês", apresentada no título.

II.Na sentença "Segundo os pesquisadores " (segundo parágrafo), a expressão em destaque se refere aos autores do estudo publicado na revista Science Advances, indicado no primeiro parágrafo.

III.No quinto parágrafo, em "O rover não detectou...", a expressão em destaque retoma Xiaoguang Qin, um dos coautores do estudo, apresentado no quarto parágrafo.

É correto o que se afirma em:
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4

457941200992206
Ano: 2019Banca: CONSULPAMOrganização: Prefeitura de Quadra - SPDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Estrutura Textual | Compreensão e Interpretação Textual | Análise Textual
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Texto 2


    Sabe-se que o sertanejo costumava realizar suas necessidades fisiológicas no próprio quintal de sua casa, entre as folhagens de um cajueiro ou qualquer outra árvore baixa e frondosa. Nas Concentrações, o flagelado era obrigado a mudar o seu comportamento. Deveria sentir-se envergonhado por não usar o banheiro para as necessidades fisiológicas. Na perspectiva da civilização baseada no saber médico, o homem deveria ficar distante de seus excrementos. Com efeito, o concentrado deveria incorporar novos parâmetros para definir o nojo. Para o sertanejo, o lugar dos dejetos fecais era os arredores de sua casa. Não havia necessidade de banheiro.

Esse contraste entre noções diferenciadas da construção do nojo era uma das grandes tensões cotidianas dos Campos de Concentração. Enquanto os “inspetores de higiene” procuravam, a todo custo, mostrar a insubstituível função das “sentinas”, os sertanejos mostravam-se pouco motivados para abandonar seus hábitos tradicionais. Muitos concentrados usavam o aparelho sanitário, enquanto outros decidiam continuar com seus hábitos, criando toda sorte de conflitos.

     Ao ser entrevistado por jornalistas do Correio do Ceará, em março de 1932, o inspetor de higiene do Campo de Concentração do Urubu falou com detalhes e entusiasmo sobre a existência e a organização dos banheiros: “São todos muito bem fechados e foram construídos com madeira serrada, cobertos de zinco novos e muito bem feitos. Aqueles dois que ainda não foram totalmente cobertos não estão funcionando”. Ao passarem pela frente dos banheiros, os jornalistas receberam do Inspector a seguinte informação: “este é o banheiro ‘Major Manoel Tibúrcio’, este chama-se ‘Senhoras da Caridade’, este é o ‘Interventor Federal Roberto Carneiro de Mendonça’...” (Correio do Ceará, 06/05/1932). A homenagem a grupos ou pessoas importantes era figurada nos banheiros. Nesse sentido, é possível imaginar que esses lugares da higiene pessoal constituíam-se como templos do sanitarismo nesses Campos de Concentração.

     O momento do banho ganhava, respeitando as especificidades, ares de sacralidade em todos os Campos de Concentração. Na Concentração do Tauape, localizada em Fortaleza, mulheres e crianças banhavam-se vestidas numa Lagoa que ficava junto ao Campo. Entretanto, os higienistas afirmavam que neste momento – precisamente às cinco horas da manhã – formava-se um cordão de vigilantes para impedir qualquer tipo de indecoro ou de molestamento àquelas mulheres. No meio rural, homens, mulheres e crianças banhavam-se vestidos e juntos. Ao que parece, esse momento tinha mais o sentido do lazer do que do asseio pessoal. Nos Campos de Concentração, tentava-se inculcar uma nova maneira de pensar sobre o momento do asseio pessoal a partir da noção de vergonha. O banho, fosse realizado em banheiros ou açudes, deveria caracterizar-se como um momento de foro íntimo dominado pela ideia civilizada de moral, pudor e rapidez.

  Os jornalistas d’O Povo, numa tentativa de romantizar a cena, acrescentavam que as mulheres sentiam muita satisfação naquele momento, pois o encontro com a água traria de volta a lembrança do “sertão querido”. A descrição chega a imagens cinematográficas: “A lagoa, com as suas águas frescas e azuladas parecia atenuar a tristeza daquela gente... Dava gosto ver as sertanejas lembrando-se dos bons invernos e nadando a largas braçadas na superfície da Lagoa”. Mesmo ocupando-se largamente com a satisfação do banho, os jornalistas acabaram registrando o incômodo que causava nessas senhoras a constante vigilância do banho e da lavagem de roupa. Com um tom irônico, que procurava produzir o riso a partir de informações sobre “a vida do povo”, os jornalistas chegam a reproduzir o “falar do sertanejo pobre”: “Num sei pru qui é qui os diabo desses guarda num larga da gente”

(O Povo, 16/04/32).

(RIOS, K. S. Isolamento e poder: Fortaleza e os campos de concentração na seca de 1932. Fortaleza: Imprensa Universitária, 2014. p. 119-121).

A retomada do referente se dá pela relação hiperônimo-hipônimo entre os termos destacados somente no item:
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5

457941201980423
Ano: 2019Banca: FCCOrganização: DPE-AMDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Sintaxe | Morfologia | Orações Subordinadas Reduzidas | Estrutura Textual | Orações Subordinadas Adverbiais | Análise Textual | Conjunções
Texto associado
O inexpugnável mistério
      Aceitemos de bom grado a tese formulada pelo físico nuclear dinamarquês Niel Bohr, segundo a qual “a tarefa da ciência é reduzir todos os mistérios a simples trivialidades”. Aceitemos também a conjectura de que, com o tempo e com um trabalho sem tréguas, os cientistas tenham conseguido levar a cabo essa tarefa da ciência, e todos os mistérios do mundo – da origem da vida à relação entre a mente e o cérebro – tenham afinal rendido os seus segredos e se revelado ao olhar humano naquilo que são: trivialidades perfeitamente inteligíveis na ordem natural das coisas.
     Pois bem. Terminada a tarefa da ciência, restará ainda um derradeiro enigma diante do qual ela não tem, nem poderá vir a ter, o que dizer: o mistério da trivialidade de tudo. Em outras palavras: a ciência não saberá explicar a razão de ser de todas as trivialidades que compõem o nosso misterioso mundo.
(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 27)

Na frase Terminada a tarefa da ciência, restará ainda um derradeiro enigma, mantém-se o sentido caso se substitua o segmento sublinhado por:

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6

457941200528391
Ano: 2013Banca: INSTITUTO AOCPOrganização: Colégio Pedro IIDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Análise Sintática | Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo | Análise Textual | Sintaxe | Morfologia dos Pronomes | Estrutura Textual
Texto associado
Prezados Senhores,


Desde maio de 2000, o filósofo Olavo de Carvalho tem escrito semanalmente artigos para o jornal O Globo e para a revista Época, nos quais tem abordado, de forma cristalina e muitas vezes contundente, sempre com impressionantes inteligência e erudição, temas fundamentais para o homem moderno, e principalmente pontos cruciais da história e da política nacional e internacional. Olavo tem sido um dos poucos se não o único intelectual brasileiro a analisar os problemas e a história do pensamento nacional por um ângulo que não seja o esquerdista, normalmente unilateral e engessado pelos dogmas marxistas. Se seu texto só tivesse essa única qualidade, já mereceria nosso louvor, ou no mínimo nossa atenção. Mas Olavo tem sido uma “vox clamantis in deserto”. Em vez de encetar diálogos honestos e dignos, como convêm a todo intelectual digno do nome, seus artigos tem sido solenemente ignorados pela intelligentsia esquerdista, por motivos que podemos detectar, mas que não vêm ao caso agora. E, para nossa surpresa, justamente a revista Época, que vinha possibilitando a um número expressivo de leitores a oportunidade de ler os excelentes textos de O. de Carvalho, parece ter decidido impor-lhe o mesmo silêncio com que nossa intelligentsia tem “reagido” aos seus textos, vetando-lhe o artigo que seria publicado na edição de 03/11. Não podemos aceitar que uma revista prestigiosa como a Época, que vinha demonstrando ser imparcial e aberta às diversas tendências e enfoques de análise jornalística e intelectual, venha perpetrar tal censura (essa é a palavra) a um de seus mais importantes articulistas. Ressalte-se o fato de que na Época (e também em O Globo) os textos de Olavo saem (ou saíam?) sempre na sessão “Opinião”, o que exime a revista de qualquer responsabilidade ou compromisso com as ideias do articulista. Ainda assim seu último texto foi proibido. O que (ou quem) levou Época a tal decisão? Reconhecemos que os editores (e os donos) de um veículo de imprensa devem ter autonomia para decidir o que publicar, mas nos causa espécie o fato de um articulista acima da média ser sumariamente censurado, sobretudo nesse país em que a palavra “censura” se tornou um verdadeiro anátema, principalmente nos meios esquerdistas. Manifesto aqui o meu repúdio à censura imposta por Época ao filósofo Olavo de Carvalho, na esperança de que não percamos o privilégio e a oportunidade de ler, nessa conceituada revista, os textos de um dos maiores intelectuais que o Brasil já teve. Pois não será outro o requisito que diferencia um veículo de imprensa dos demais se não a imparcialidade.



Marcos Grillo/RJ
mgrillo@vento.com.br
Adaptado de http://www.olavodecarvalho.org/textos/


Em “parece ter decidido impor-lhe...”, o termo destacado é um elemento coesivo que retoma
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457941200857612
Ano: 2019Banca: Prefeitura de Vitor Meireles - SC Organização: Prefeitura de Vitor Meireles - SCDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Análise Textual | Estrutura Textual
Considerando a forma culta da língua, assinale a alternativa correta:
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457941201456160
Ano: 2016Banca: VUNESPOrganização: Prefeitura de Alumínio - SPDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Análise Textual | Estrutura Textual
Texto associado

Leia o texto para responder às questões de números 03 a 09.


Às vésperas da Olimpíada, surto de microcefalia

faz o mundo olhar o Brasil


No início do ano passado, por ter sintomas parecidos com os da dengue, ela chegou a ser chamada de “doença misteriosa”.

À época, quando os primeiros casos foram identificados, o Ministério da Saúde tratou-a como uma infecção “benigna”, com sintomas brandos: manchas na pele, coceira e febre baixa ou ausência de febre.

Agora, associada a um surto de microcefalia em recém-nascidos, a zika virou motivo de pânico tanto para mulheres grávidas como para aquelas com seus bebês de colo com a suspeita de má-formação da cabeça.

Transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, vetor também da dengue, da febre amarela e da chicungunya, o vírus da zika circula em 28 países de diferentes partes do mundo, o que levou a OMS (Organização Mundial da Saúde) a decretar situação de emergência internacional.

O epicentro das suspeitas de microcefalia associadas ao vírus está no Brasil, também motivo de preocupação por ser a sede da Olimpíada, em agosto.

(http://temas.folha.uol.com.br/zika-e-microcefalia, 05.02.2016.

Acesso em 17.04.2016)

Mantendo coerência com o texto original e estando de acordo com a norma-padrão, o primeiro parágrafo do texto está corretamente reescrito em;

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457941202060216
Ano: 2010Banca: MOVENSOrganização: MinCDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Dificuldades da Língua Padrão | Análise Sintática | Análise Textual | Sintaxe | Estrutura Textual
Assinale a opção em que o texto apresentado NÃO contém erro gramatical.

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10

457941200791534
Ano: 2020Banca: VUNESPOrganização: SEMAEDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Compreensão e Interpretação Textual | Análise Textual | Estrutura Textual
Texto associado

Leia o texto para responder à questão.


Quando o efêmero dura


      Uma das mais fabulosas tecnologias humanas é a escrita. Ela nos permitiu ampliar a memória para horizontes inimagináveis. Não fosse por ela, jamais teríamos atingido os níveis de acúmulo, transmissão e integração de conhecimento que logramos obter e, provavelmente, não diferiríamos muito de nossos ancestrais do Neolítico.

      Uma tecnologia tão poderosa não poderia passar sem deixar marcas. De início, poucos dominavam as letras, de modo que saber ler e escrever se tornou uma distinção de classe social. À medida que surgiram tecnologias mais eficientes de reprodução (prensa) e o ensino público se popularizou, o alfabetismo se tornou quase universal.

      No nível comportamental, havia uma divisão bastante clara entre a comunicação formal, calculada, destinada a durar (escrita), e aquela mais íntima, vaga (oral), que, justamente por não deixar traços, podia operar como uma sonda da sociabilidade, testando relacionamentos, fofocando, às vezes até zombando e insultando. O ex-presidente Temer apropriadamente matou a charada ao proclamar: “verba volant, scripta manent” (as palavras faladas voam, as palavras escritas permanecem).

      O problema é que as tecnologias não pararam de evoluir, dando lugar a computadores, celulares, aplicativos de mensagem, redes sociais etc. As pessoas vêm cada vez mais usando a escrita para comunicar-se no registro informal, que contava com o caráter efêmero da fala. Pior, a reprodutibilidade e transmissão de diálogos privados se tornaram potencialmente infinitas, sem falar do hackeamento.

      O resultado é uma explosão de curtos-circuitos sociais, nos quais mensagens concebidas para circular entre poucos ganham ampla difusão. Às vezes a divulgação é de interesse público, mas, em outros casos, ela só azeda amizades, compromete namoros ou intoxica o ambiente de trabalho. Vejo com certa preocupação a redução dos espaços de experimentação social, onde é lícito falar bobagem.

(Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2019 /11/quando-o-efemero-dura.shtml Adaptado.)

Na última frase do texto, o autor _________ a respeito da situação retratada e emprega a expressão “espaços de experimentação social” referindo-se a espaços em que __________ .


Para que haja coerência com as ideias do texto, as lacunas dessa frase devem ser preenchidas, respectivamente, por

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