Temas relacionados ao diagnóstico do diabetes mellitus
(DM), bem como estratégias para sua diferenciação e
manejo adequado, são constantes alvos de atualização. Por
outro lado, indicadores clínicos já bem estabelecidos
também favorecem a suspeita diagnóstica e podem auxiliar
o clínico na abordagem e na investigação dessa desordem
metabólica. Acerca de características clínicas e achados
laboratoriais relacionados ao DM dos tipos 1 (DM1) e 2
(DM2), analisar os itens abaixo:
I. Biomarcadores como anti-GAD, anti-IA-2 e testes
genéticos, além da idade de diagnóstico e do IMC,
demonstram-se úteis para a determinação do escore para
risco genético de DM1 e contribuem significativamente
para a discriminação entre DM1 e DM2. Em razão de sua
maior disponibilidade e menor custo, os testes
sorológicos são preferíveis aos testes genéticos para
auxiliar no diagnóstico diferencial de DM1 e DM2.
II. Após uso prolongado de insulina exógena (a partir de 60
dias), pode ocorrer o desenvolvimento de anticorpos dos
pacientes contra a insulina exógena. Desse modo, deve
ser observada a possibilidade de interferência no teste do
anticorpo anti-insulina e, consequentemente, a limitação
do seu uso para a classificação do DM.
III. As metas de hemoglobina glicada (HbA1c) sugeridas para
pessoas com DM1, descritas nos critérios de inclusão e
manutenção do tratamento com análogos de insulina de
ação rápida e prolongada, devem objetivar índices entre
7,5 e 8,5 de HbA1c para adultos e idosos.
IV.O diagnóstico de DM1 é feito pela presença de sinais e
sintomas inequívocos de insulinopenia, como polidipsia,
poliúria, polidipsia, perda de peso inexplicada e noctúria.
O pico de incidência do DM1 ocorre na infância e
adolescência, entre 10 e 14 anos de idade e, menos
comumente, em adultos e idosos.
Está(ão) CORRETO(S):