José Paulo Netto, no texto “Desigualdade, pobreza e serviço social”, publicado na Revista em Pauta (2007), apresenta
análises sobre as contradições e as principais inferências econômicas e políticas sobre as ações dos estados. Os
elementos teóricos e as explicações sobre a ineficácia, e pouca efetividade, das políticas sociais para o enfrentamento
das desigualdades socioeconômicas e da pobreza relativa, que são explicitadas neste texto, também são encontrados
nas produções de outros autores que partem da mesma perspectiva de análise social crítica. Sob tais influências, é
possível verificar que organizações internacionais, como o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e os
demais organismos direcionados pela Organização das Nações Unidas, têm empreendido esforços para ajustarem
e/ou equacionarem os problemas advindos dos períodos de crise e pouca acumulação do capital. Entretanto, a defesa
de que o crescimento econômico resulta, naturalmente, numa redução drástica da pobreza e das desigualdades
socioeconômicas tem se mostrado irrealizável, principalmente porque existem limites estruturais para o alcance de tais
objetivos. Nessa direção crítica, considerando as inferências neoliberais sobre as políticas sociais, implementadas
ideologicamente para a redução da pobreza relativa e das desigualdades socioeconômicas, é possível afirmar que: