Desde a Conferência do Clima de 1972, em Estocolmo,
governos ao redor do mundo vêm apresentando compromissos
ambiciosos, prometendo mobilizar trilhões de dólares para
financiar a transição rumo a uma economia neutra em carbono.
No entanto, a História comprova que pouco tem acontecido.
Foi somente em 2021 que o setor privado assumiu papel
relevante nessa corrida, dando início a uma revolução verde
global. A iniciativa privada é a principal indutora das transições
na economia, liderando mudanças desde a Revolução Industrial e
passando pela Revolução Tecnológica. Esse papel continuará a
ser desempenhado na Revolução Verde, sempre guiado pela
busca por inovação, eficiência e lucro. A aprovação do Mercado
de Carbono na COP 26, em Glasgow, a criação do sistema único
de registro global COP 29, em Baku, e a recente Lei do Mercado
de Carbono Brasileiro, aprovada pelo Congresso Nacional, abrem
um horizonte de oportunidades excepcionais para impulsionar
projetos de crédito de carbono no Brasil. Esse cenário coloca o
país em posição estratégica para ser a maior economia neutra em
carbono, graças às suas características naturais e econômicas
únicas, o que pode fazer o país liderar a transição verde global.
Joaquim Leite. Eficiência, inovação e lucro guiarão a Revolução Verde.
In: O Globo, Rio de Janeiro, 3/1/2025 (com adaptações).