As encefalopatias hepáticas são complicações graves
e frequentes das cirroses. Nos últimos anos, a
compreensão da fisiopatologia dessa doença trouxe
uma série de novas propostas terapêuticas. Sobre o
tema, atribua V para item verdadeiro e F para item
falso:
( ) De acordo com a gravidade dos sintomas neurológicos, a encefalopatia hepática é classificada
em episódica (anteriormente “aguda”),
persistente (anteriormente “crônica”) ou mínima
(anteriormente “subclínica”). De acordo com a
doença hepática de base, ainda poderá ser
classificada em tipo A (associada à insuficiência
hepática aguda), tipo B (associada ao bypass
porto-sistêmico na ausência de doença hepática
intrínseca) ou tipo C (associada à cirrose).
( ) A doença é causada pela incapacidade do fígado
metabolizar substâncias que atingirão o cérebro e
causarão lesão ao parênquima. A amônia
continua sendo o principal fator responsável pela
patogênese da encefalopatia.
( ) A amônia é originada no estômago (via componentes nitrogenados da dieta; desaminação da
glutamina e quebra da ureia presente na flora
local) sendo o foco terapêutico na doença
cérebro-hepático: por exemplo, fármacos que
inibam a glutaminase (enzima que aumenta a
concentração de amônia via desaminação da
glutamina) tais como a neomicina, são benéficos
nessas situações.
( ) O controle dos níveis de amônia também ocorre
nos rins, de tal forma que a diminuição
plasmática levará à menor excreção de ureia,
diminuindo a intensidade da encefalopatia.
Alguns outros fatores que aumentam a amônia
sérica precipitam a encefalopatia hepática.
( ) Além da amônia, outros fatores são desencadeadores da doença: nas encefalopatias episódicas
em vigência de cirrose, questiona-se o papel da
inflamação – há elevação dos marcadores de
resposta inflamatória aguda e citocinas
(responsáveis pelo edema astrocitário in vitro –
exacerbados também por hiponatremia e
benzodiazepínicos) nessa condição.
Respondidos os itens a sequência CORRETA é: