A imprensa, como praticamente todos os setores
econômicos, sofreu o impacto da tecnologia da informação,
que mudou a cara do mundo. A Internet promoveu rapidez na troca de dados, interferindo, inclusive, na nossa noção de
tempo e espaço. Essas inovações mudaram a forma de
consumir notícias: a audiência agora quer tudo em excesso, e de maneira instantânea. Os órgãos de comunicação tiveram que
se ajustar para atender a um público agora empoderado dessas
inovações.
Adaptar-se a essa nova configuração de mercado
deixou de ser uma opção, passando a ser imprescindível. Muita
gente se esquece de que os veículos de comunicação são também empresas que trabalham com a lógica comercial. Sua
função social de fortalecer a liberdade de expressão, de educar
e de provocar reflexão, de forma a fornecer, de maneira equânime, diferentes pontos de vista, ainda é fundamento para
a imprensa do jeito como a conhecemos. Essa prioridade, no
entanto, foi colocada em xeque em nome da sobrevivência econômica, com implicações na forma de produzir notícias.
As mudanças foram redesenhadas de acordo com a
realidade do mercado: satisfazer seu público e atrair o interesse dos anunciantes. Se a receita com propaganda era antes
responsável por cobrir 80% dos custos de produção da notícia,
as receitas obtidas pela circulação mundial de jornais foram, em 2014, maiores do que as provenientes de publicidade: dos
US$ 179 bilhões em receitas, US$ 92 bilhões corresponderam
à circulação impressa e digital, enquanto US$ 87 bilhões corresponderam à publicidade.
Luís Humberto S. Carrijo. O valor da notícia na era digital. Internet:
<http://observatoriodaimprensa.com.br> (Com adaptações).
Com relação às ideias e à estrutura do texto 1A2AAA, julgue o item a seguir.
O tema Internet, anunciado no início do primeiro parágrafo e mantido ao longo dos demais parágrafos, é o elemento textual que garante o encadeamento das ideias no texto.