O diagnóstico etiológico da doença de Chagas no
Brasil deve ser realizado em todos os casos suspeitos,
tanto na fase aguda quanto na fase crônica. Para tanto, é
fundamental integrar evidências epidemiológicas, clínicas e laboratoriais, a fim de se aumentar o grau de predição e a acurácia do diagnóstico. Assinale “V” quando
verdadeiro e “F” quando falso no auxilio diagnostico do
laboratório na fase crônica da doença.
( ) Devido à parasitemia subpatente na fase crônica
da doença de Chagas, os métodos parasitológicos
de enriquecimento/multiplicação, hemocultura e
xenodiagnóstico apresentam comprovadamente
baixa sensibilidade, o que implica a ausência de
valor diagnóstico quando o resultado for negativo.
( ) Na fase crônica, o diagnóstico é essencialmente
sorológico, e deve ser realizado utilizando-se um
teste com elevada sensibilidade em conjunto com
outro de alta especificidade.
( ) Considera-se indivíduo infectado na fase crônica
aquele que apresenta anticorpos anti-T. cruzi da
classe IgG detectados por meio de dois testes sorológicos com princípios/métodos distintos ou que
possuam diferentes preparações antigênicas.
( ) Na fase crônica o diagnóstico diferencial com outras doenças (por exemplo, leishmaniose visceral,
hanseníase na forma clínica virchowiana, doenças
autoimunes, entre outras) deve ser considerado.
( ) Na fase crônica, o número de parasitos no sangue
periférico é elevado. Recomenda-se que, diante de
um caso suspeito de doença de Chagas na fase crônica, sejam utilizados diferentes métodos de exames parasitológicos diretos, para leitura imediata
e repetida, com a finalidade de esclarecimento
diagnóstico.
( ) A reação de Guerreiro e Machado (ou fixação de
complemento) para doença de Chagas não atende
aos padrões exigidos atualmente, além de não estar disponível no mercado, não sendo, portanto,
indicada.