Paciente feminina, 62 anos, apresenta quadro depressivo grave com características melancólicas
e sintomas psicóticos, associado à perda ponderal significativa (IMC atual 16,5). História de múltiplas tentativas terapêuticas, incluindo três classes de antidepressivos em doses e duração adequadas e duas estratégias de potencialização. Escala Hamilton de Depressão = 32/52. Familiar traz
documentação de serviço psiquiátrico universitário sugerindo eletroconvulsoterapia (ECT), mas
paciente foi orientada em outro serviço a não realizar o procedimento devido a “risco de prejuízo
cognitivo irreversível” e “existência de alternativas menos invasivas”.
Considerando as evidências científicas contemporâneas sobre eficácia e segurança da ECT, e os
parâmetros técnicos para sua indicação, a conduta mais apropriada para essa paciente é