A Educação Física, enquanto componente curricular
obrigatória na Educação de Infância e nos anos iniciais do
Ensino Fundamental, pode e deve se configurar como um
espaço e um tempo valiosos em que às crianças seja
propiciada a oportunidade de expressar, partilhar e
ressignificar suas culturas lúdicas através de jogos e
brincadeiras, por exemplo. Nessa perspectiva, autores
enfatizam
A a importância do resgate das experiências e heranças culturais
dos estudantes como ponto de partida nas aulas de Educação
Física na escola, de tal forma que esses não participem da
construção das mais distintas formas de conhecimento.
B que ainda que a instituição escolar tenha se tornado o espaço
por excelência para a convivência da criança com seus pares,
a inserção de suas práticas lúdicas – produzidas neste
contexto ou advindas de outros cenários, como a casa, a rua
ou o parque – parece se fazer sem contradições.
C o tempo e o espaço são condições secundárias para que o
brincar emerja e se desenvolva e, no âmbito escolar, o
intervalo das aulas tem sido apontado como o tempo e o
espaço de perpetuação e produção das culturas da infância e,
de forma muito peculiar, das culturas lúdicas da infância.
D que embora os estudos sobre o valor do jogo e da brincadeira
no contexto da sala de aula demonstrem a distante relação e
os benefícios da ludicidade no quadro das aprendizagens que
fazem as crianças, sua cultura lúdica tem sido marginalizada.
E as concepções de infância compartilhadas pela comunidade
escolar são determinantes para o acolhimento ou a negação
das linguagens e valores de seus estudantes, influenciando as
formas como os saberes são produzidos e partilhados no seio
desta comunidade.