Os códigos de ética do profissional intérprete mais recentes
apresentam visões de “fidelidade” (APILRJ), “equivalência
linguística e extralinguística” (AGILS) e “equivalência de
sentido” (FEBRAPILS), nos quais já se fazem ecoar, mesmo
que de maneira tênue e instável, os mais recentes
desdobramentos das teorias de linguagem e tradução
contemporâneas.
Neste sentido, tais códigos:
A Chegam à conclusão de que a fidelidade é inalcançável,
portanto, não deve ser levada em conta no momento da
tradução
B Entendem a “fidelidade” como a característica principal
do tradutor intérprete, de tal forma que, quando o
intérprete não é fiel à mensagem que está sendo
passada de maneira literal, isto se configura como um
desserviço à comunidade surda
C Discutem e relativizam a fidelidade, introduzindo
questões como contextualização, função da tradução,
características do público-alvo e questões culturais
D Encaram a fidelidade com um conceito ultrapassado, já
que o intérprete, principalmente o intérprete educacional,
tem autonomia para fazer escolhas que tornem a
interpretação clara, mesmo que isto se distancie
demasiadamente do texto fonte
E Tratam a questão da fidelidade como relativo a cada
intérprete. Desta forma, há intérprete que encaram a
fidelidade como algo substancial, enquanto que há
intérpretes que não levam em conta a fidelidade no
momento da interpretação. O intérprete, portanto, deve ter autonomia para se guiar pelos seus próprios
posicionamentos