Leia o trecho a seguir:
“Enquanto conversa com a amiga ao telefone, Vera observa o filho sentado ao seu lado. Guilherme está com 5 anos e se diverte preenchendo algumas folhas de papel com lápis de cor. Próximo a cada desenho, ele escreve as letras que já conhece. Num determinado momento, a mãe interrompe a conversa ao telefone:
- Gui, me dá um pedaço de papel que eu preciso escrever o nome da rua da minha amiga.
A criança rasga um pedaço, que não deve ter mais do que um centímetro, da folha que está usando.
- Gui, assim não dá. Como eu posso escrever o nome da rua nesse pedacinho?
- Por que não?? A sua amiga mora tão longe assim?”
(SEBER, 1995, p. 31)
Pensando a partir do relato feito, é possível inferir que Guilherme formula ideias a respeito do mundo, a partir das compreensões que é capaz de fazer, articulando informações recebidas e o seu próprio ponto de vista. À medida que os conhecimentos vão sendo construídos, progressos vão sendo alcançados e suas hipóteses, se modificando. Essa inferência encontra sustentação na teoria da aprendizagem: