Soares (2004) aborda a educação física no Brasil, considerando saúde, higiene, raça e moral como referenciais de abordagem e de análise, privilegiando as instituições médicas e o discurso higienista, considerando que é possível encontrar, elementos que auxiliam “[...] na compreensão de uma Educação Física como sinônimo de saúde física e mental, como promotora da saúde, como regeneradora da raça, das virtudes e da moral” (p.86).
As análises da autora indicam que:
No que se refere às desigualdades raciais, devemos acentuar o papel desempenhado pela ciência que, por meio de comparações e generalizações, absolutamente descontextualizadas, ‘comprovava’, a superioridade da raça branca em relação à negra, assim como do homem em relação à mulher (p.89).