Um homem branco de 59 anos de idade, com diagnóstico
de hipertensão arterial sistêmica havia dois anos, compareceu ao
hospital relatando cefaleia e dificuldade para manter a atenção
em seu ambiente de trabalho. Sua esposa relatou que o ronco do
cônjuge vinha causando incômodo ultimamente. Ele usava
regularmente enalapril, anlodipino e hidroclorotiazida, nas doses
máximas preconizadas. Ao exame físico, apresentou
circunferência abdominal de 114 cm, grande circunferência do
pescoço de 43 cm, pressão arterial de 158 mmHg × 96 mmHg
(média de três medidas) e frequência cardíaca de 52 bpm. Os
demais achados do exame físico foram normais. Exames
complementares revelaram os seguintes resultados: triglicerídeos
de 203 mg/dL, colesterol total de 251 mg/dL, HDL-colesterol de
37 mg/dL, LDL-colesterol de 171 mg/dL e glicemia de jejum de
109 mg/dL. O eletrocardiograma e os demais exames
laboratoriais de rotina não revelaram anormalidades
significativas.