A linguagem nas modalidades oral e escrita, na educação infantil, é uma prática que visa desenvolver a fala e a escrita, e
está relacionada à mudança de comportamento da criança. Para desenvolver a oralidade, pode-se: ler histórias e poesias,
fazer brincadeiras de palavras, usar rimas e travas línguas, realizar rodas de conversa etc. Para desenvolver a escrita,
pode-se: atuar como escrita do que é falado e vivido pela criança, explorar semelhanças e diferenças entre textos escritos,
distinguir desenho de escrita, brincar com os sons das palavras dos textos etc.
Caso clínico: João é um menino de 9 anos, estudante do 3º ano do Ensino Fundamental, cujos pais e professores notaram
dificuldades persistentes na escrita, para escrever palavras. Desde o início da alfabetização, apresenta dificuldade em
escrever palavras, mesmo as que já foram praticadas várias vezes. Apesar de compreender bem a leitura e ter um bom
vocabulário falado, ele frequentemente comete erros na forma escrita de palavras simples, troca letras que possuem sons
parecidos (como “f” por “v” e “p” por “b”), e omite letras em palavras. Os pais relatam que João não apresenta problemas
em outras áreas, como matemática, e tem um desempenho geral razoável nas outras disciplinas. Ele lê fluentemente, mas
a escrita ortográfica está abaixo do esperado para a sua idade e ano escolar. A família não tem histórico de dificuldades
de aprendizagem, e João não apresenta problemas visuais ou auditivos que possam justificar o quadro e nem déficit visual
ou auditivo e as habilidades cognitivas estão adequadas para a idade.
Resultados das avaliações:
• Teste de desempenho escolar (TDE): pontuação abaixo da média em escrita para a idade, especialmente em
habilidades de ortografia.
• Avaliação fonoaudiológica: identificação de dificuldades específicas na codificação ortográfica e na memória visual
para a ortografia das palavras; leitura fluente e boa compreensão.
• Avaliação neuropsicológica: memória de curto prazo e habilidades visoespaciais dentro dos parâmetros normais,
sem evidências de dificuldades mais amplas de aprendizagem, como dislexia.
Após análise do caso clínico, pode-se concluir que João apresenta