O carcinoma do canal anal representa uma doença cuja abordagem terapêutica evoluiu notavelmente nos últimos trinta
anos em função dos resultados de preservação da função esfincteriana. Até a década de 1970, o carcinoma do canal anal era
tradicionalmente tratado através de procedimentos cirúrgicos que removiam o esfíncter anal. O carcinoma do canal anal
constitui um dos primeiros tumores sólidos em que o tratamento cirúrgico foi eficazmente substituído por técnicas
conservadoras. Essa mudança ocorreu, principalmente, após um esquema terapêutico proposto por Norman Nigro. O
esquema inicial proposto por Nigro, que veio a ser chamado posteriormente de Protocolo Nigro, consistia em radioterapia
associada à quimioterapia com: