Mulher de 64 anos em tratamento de psoríase com
imunobiológico, droga anti-TNF, há 2 meses. Apresenta
cefaleia holocraniana acompanhada de febre 38,5 ºC a
38,8 ºC há 3 dias. Fez uso de dipirona, sem melhora do
quadro. Evoluiu com confusão mental, sendo levada pelo
filho à unidade de pronto atendimento. Na entrada, estava em mau estado geral, descorada, desidratada, acianótica, taquipneica, febril, anictérica. Frequência cardíaca
de 118 batimentos por minuto, frequência respiratória de
32 respirações por minuto, pressão arterial de 100 por
60 mmHg. Saturação de oxigênio de 94%, temperatura
de 38,4 ºC. Escala de Glasgow de 13. Presença de rigidez de nuca. Aparelho cardiovascular: bulhas rítmicas
normofonéticas sem sopro. Aparelho respiratório com
murmúrio vesicular presente, sem ruídos adventícios.
Abdome plano, flácido, indolor à palpação. Realizada
tomografia de crânio, que evidenciou edema cerebral
difuso. Realizada a coleta de liquor, aspecto turvo, com
684 células com 82% de polimorfonucleares e 18% de
linfócitos, proteinorraquia de 104 mg/dl e glicorraquia
32 md/dl. Glicemia concomitante de 92 mg/dl. Exame
direto do liquor com a coloração de GRAM: não encontradas bactérias, e cultura do liquor em andamento.
A melhor opção terapêutica para este paciente é a introdução de