Ícone Questionei
QuestõesDisciplinasBancasDashboardSimuladosCadernoRaio-X
Logo Questionei

Links Úteis

  • Início
  • Questões
  • Disciplinas
  • Simulados

Legal

  • Termos de Uso
  • Termos de Adesão
  • Política de Privacidade

Disciplinas

  • Matemática
  • Informática
  • Português
  • Raciocínio Lógico
  • Direito Administrativo

Bancas

  • FGV
  • CESPE
  • VUNESP
  • FCC
  • CESGRANRIO

© 2026 Questionei. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para educação

/
/
/
/
/
/
  1. Início/
  2. Questões/
  3. Língua Portuguesa/
  4. Questão 457941200558983

No 7º§, o autor afirma que “Só um levantamento amplo poderia confirmar a tese”. A que tese o autor se refere?

1

457941200558983
Ano: 2025Banca: Instituto ConsulplanOrganização: HEMOBRÁSDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Compreensão e Interpretação Textual | Análise Textual
Texto associado

Quando o professor tenta ensinar o que ele próprio não domina


    O linguista Sírio Possenti, professor da Unicamp, reproduziu semana passada em seu Facebook a chamada de uma dessas páginas de português que pululam na internet: “16 palavras em português que todo mundo erra o plural”.

    Comentário de Possenti, preciso: “Pessoas querem ensinar português ‘correto’ mas não conseguem formular o enunciado segundo as regras que defendem (ou defenderiam)”. Convém explicar.

    A língua padrão que as páginas de português buscam ensinar obrigaria o redator a escrever “palavras cujo plural todo mundo erra”. Ou quem sabe, mexendo mais na frase para evitar o já raro cujo, “casos de palavras em que todo mundo erra o plural”.

    A forma que usou, com o “que” introduzindo a oração subordinada, chama-se “relativa cortadora” – por cortar a preposição – e é consagrada na linguagem oral: todo mundo diz “o sabor que eu gosto”, mesmo que ao escrever use o padrão “o sabor de que eu gosto”.

    O problema com o caso apontado por Possenti não é tanto a gramática, mas a desconexão de forma e conteúdo – a pretensão do instrutor de impor um código que ele próprio demonstra não dominar.

    No discurso midiático sobre a língua, isso é mato. Muitas vezes o normativismo mais intransigente é apregoado por quem não consegue nem pagar a taxa de inscrição no clube. “Português é o que nossa página fala sobre!”

    Mesmo assim, o episódio de agora me deixou pensativo. E se o problema do conservadorismo que não está à altura de si mesmo for além das páginas de português? Poderia ser essa uma constante cultural em nosso paisão mal letrado, descalço e fascinado por trajes a rigor? Só um levantamento amplo poderia confirmar a tese. Seguem dois casos restritos, mas factuais.

    Em abril de 2022, o então presidente do Superior Tribunal Militar (STM), general Luís Carlos Gomes Mattos, submeteu a gramática a sevícias severas ao protestar contra a revelação, pelo historiador Carlos Fico, de áudios em que o STM debatia casos de tortura durante a ditadura de 1964.

    “Somos abissolutamente (sic) transparente (sic) nos nossos julgamento (sic)”, disse o general. “Então aquilo aí (sic), a gente já sabe os motivos do porquê (sic) que isso tem acontecendo (sic) agora, nesses últimos dias aí, seguidamente, por várias direções, querendo atingir Forças Armadas...”

    Gomes Mattos enfatizou ainda a importância de cuidar “da disciplina, da hierarquia que são nossos pilares (das) nossas Forças Armadas”. Mas disciplina e hierarquia não deveriam ser princípios organizadores da linguagem também? Que conservadorismo é esse?

    No início de fevereiro, o reitor da USP publicou uma nota em resposta a uma coluna em que Conrado Hübner Mendes fazia críticas ao STF. Frisando o fato evidente de que a coluna de Mendes expressava a opinião de Mendes, não da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior escreveu que “a liberdade de cátedra se trata de prerrogativa exclusiva dos docentes”.

    Sim, é verdade que a expressão impessoal “tratar-se de” tem sido usada por aí com sujeito, como se fosse um “ser” de gravata-borboleta. Trata-se de mais um caso de hipercorreção, fenômeno que nasce do cruzamento da insegurança linguística com nossas velhas bacharelices.

    Não é menos verdadeiro que a norma culta do português (ainda?) condena com firmeza esse uso, o que torna digna de nota sua presença num comunicado público emitido pelo mais alto escalão da universidade mais importante do país.


(RODRIGUES, SÉRGIO. Quando o professor tenta ensinar o que ele próprio não domina. Jornal Folha de S. Paulo, 2024.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em: janeiro de 2025. Adaptado.)

No 7º§, o autor afirma que “Só um levantamento amplo poderia confirmar a tese”. A que tese o autor se refere? 
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão
Reportar erro

Questões relacionadas para praticar

Questão 457941200058073Língua Portuguesa

Considere os verbos sublinhados no trecho “Prefiro falar do primeiro livro de cada uma das minhas vidas. Busco na memória e tenho a sensação quase fís...

#Sintaxe#Termos Essenciais da Oração#Estrutura Verbal#Morfologia Verbal
Questão 457941200078512Língua Portuguesa

Considerando o contexto, pode-se afirmar que a expressão destacada em “Mas há algo que eu tenho que dizer ao meu povo que se dirige ao portal que cond...

#Uso dos Conectivos#Sintaxe
Questão 457941200140691Língua Portuguesa

É possível inferir que o último período do texto – “Nem ele nem eu acreditávamos na chegada dos piratas, mas ambos achávamos que a vida merecia um pou...

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual
Questão 457941200298697Língua Portuguesa

Considerando a regência verbal, assinale a alternativa cujo verbo sublinhado apresenta regência diferente dos demais.

#Regência Verbal e Nominal#Sintaxe
Questão 457941201180460Língua Portuguesa

Assinale a alternativa na qual a mudança de pontuação no trecho “A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não...

#Emprego da Vírgula#Pontuação#Emprego do Ponto e Vírgula
Questão 457941201531246Língua Portuguesa

As palavras podem apresentar significados que variam de acordo com o contexto de uso. Em: “Mesmo com o eventual arrefecimento da pandemia, não era mai...

#Semântica Contextual#Reescrita Textual#Análise Textual
Questão 457941201754142Língua Portuguesa

Dão-se também à prosopopeia os nomes de animização e personificação. Têm-se exemplos dessa figura de linguagem nas alternativas a seguir, EXCETO:

#Recursos Estilísticos#Análise Textual
Questão 457941201787968Língua Portuguesa

Caso fosse incluído o termo “bastante” imediatamente após “ameaça” em “que ameaça o próprio funcionamento do Estado.” (3º§), ele permaneceria invariáv...

#Advérbios#Morfologia
Questão 457941201796241Língua Portuguesa

Quanto à acentuação das palavras, considere as afirmativas a seguir em relação aos termos retirados do texto, marque V para as verdadeiras e F para as...

#Acentuação Gráfica: Tipos de Palavras#Ortografia
Questão 457941201835814Língua Portuguesa

Em caso de substituição de “patrimônio histórico” por “construções históricas” em “lesivos ao patrimônio histórico do país” teríamos, de acordo com a ...

#Uso da Crase#Regras de Crase

Continue estudando

Mais questões de Língua PortuguesaQuestões sobre Compreensão e Interpretação TextualQuestões do Instituto Consulplan