Paciente do sexo feminino, 62 anos, está em acompanhamento com reumatologista para
Síndrome de Sjogren há 15 anos. Faz uso de hidroxicloroquina, via oral, 200 mg/dia. Os
sintomas secos, a fadiga e a artralgia estão estáveis. Já apresentou aumento bilateral de
glândulas parótidas, doloroso, que foi tratado com esquemas curtos de prednisona; o último
episódio foi há 5 anos. Entretanto, há 3 meses, percebeu aumento unilateral da glândula
parótida direita, indolor. Usou compressas quentes e AINEs, mas não obteve melhora. Não tem
história de HIV, diabetes melitos, hipotiroidismo, etilismo ou infecção viral recente.
Ao exame físico: glândula parótida direita aumentada, linfadenopatia cervical (> 1 cm) no lado
direito. O exame físico da pele, aparelho cardiovascular e respiratório, osteoarticular e
neurológico não apresentou alterações. Seu ESSDAI (índice EULAR de atividade de doença
síndrome de Sjogren) é calculado em 16, indicando alta atividade de doença. Exames
laboratoriais mostram neutropenia (700), VHS 66, C4 baixo (previamente normal), eletroforese
de proteínas com hipergamaglobulinemia policlonal; EAS sem alterações. Uma ressonância
magnética do pescoço é solicitada e a paciente é encaminhada para realização de biópsia de
glândula parótida, guiada por ultrassonografia.
Qual aspectos clínicos ou laboratorias NÃO está associado a maior risco de linfoma?