A perfuração da epiderme por S. scabiei, assim
como os produtos resultantes do seu metabolismo, detritos (cascas dos ovos, ácaros adultos mortos) e a ação
da sua saliva, levam a um forte prurido e eritema/exantema (erupção cutânea), sendo frequente o aparecimento
de vesículas e pápulas muitas vezes acompanhadas de
placas eczematosas. Este prurido é manifestamente irritante à noite, devido ao facto do hospedeiro se encontrar coberto e, consequentemente, mais aquecido e após
banhos quentes (o incremento da temperatura auxilia a
deslocação do parasita na superfície cutânea).
Assinale entre as proposições abaixo sobre a doença referida no texto quais são consideradas corretas.
I. São evidencias de escabiose: erupção cutânea e distribuição generalizada de pápulas inflamadas como , também, na localização das lesões polimórficas simétricas
com prurido, este com maior intensidade à noite e, ainda, na história clínica de contactos com outros doentes
infestados.
II. Caso o prurido persista por 01 semana após o tratamento, principalmente se associado ao surgimento de
novas lesões, considerar as seguintes possibilidades: irritação da pele pelo uso da permetrina, falha terapêutica,
reinfestação ou diagnóstico alternativo
III. Os pacientes podem retornar para a escola/trabalho
na semana seguinte ao termino do tratamento. Nos raros casos de escabiose crostosa, é necessário um período
mais prolongado de afastamento, aproximadamente 04
semanas
IV. Entre os cuidados ambientais para evitar reinfestação
e contribuir para pleno sucesso terapêutico o paciente
deve cortar as unhas das mãos, a fim de reduzir a quantidade de ácaros que se acumulam nesse local.
V. Caso a lavagem com àgua quente (55° a 60°) das roupas do paciente e roupas de cama por pelo menos 20 minutos não seja possível: deixar os itens em sacos plásticos
fechados por pelo menos 30 dias (estendendo-se esse período para 70 dias em casos de escabiose).