No Brasil, a Política Nacional de Promoção da Saúde
(BRASIL, 2006, 2015) é considerada a primeira normativa
oficial a indicar a intersetorialidade como estratégia para a
produção e promoção de saúde. Nesse contexto, a
intersetorialidade seria compreendida como
A o grupo de ações articuladas com a Rede de
Atenção Psicossocial, a partir do acesso e da
promoção de direitos das pessoas, baseado na
convivência dentro da sociedade, articulando ações
e serviços de saúde em diferentes níveis de
complexidade; executado por uma equipe de saúde,
educação, assistência social e comunidade.
B a necessidade de envolvimento dos trabalhadores e
usuários na produção de subjetividades mais solidárias,
responsáveis e participativas, por meio da mobilização
de recursos financeiros e políticos, para a garantia da
saúde e da cidadania como direitos humanos.
C o conhecimento e o saber articulados, entendidos
como espaços de diálogo e elaboração de
alternativas para as problemáticas, elencadas a partir
dos diferentes sujeitos envolvidos.
D o conjunto de práticas descontextualizadas, sendo
apoiada por diferentes atores sociais e relativa a
problemas reais e, portanto, somente por meio
desses podem ser empreendidas.