Leia o texto com que Carlos Ayres Britto inicia sua obra
“Teoria da Constituição”, ao tratar do Poder Constituinte:
“O meu filho Marcel tinha cinco anos de idade, quando
travou comigo o seguinte diálogo:
– Meu pai, é verdade que Deus tudo pode?
– É verdade, sim, meu filho. Deus tudo pode.
– E se Deus quiser morrer?
– Bem, aí você me obriga a recompor a ideia. Deus tudo
pode, é certo, menos deixar de tudo poder. Logo, Deus
tem que permanecer vivo, porque somente assim Ele vai
prosseguir sendo Aquele que tudo pode.”