Garcia-Roza (2008, pp. 75-76), ao abordar a obra freudiana,
reflete sobre o luto e a melancolia, destacando:
“Na melancolia o processo é em tudo semelhante ao do luto.
Há também uma perda de objeto (embora não necessariamente
por morte) e uma diminuição do interesse pelo mundo,
acompanhadas de incapacidade para estabelecer nova relação
amorosa. A característica distintiva está na auto-recriminação,
no auto-envilecimento acompanhado de expectativa de punição
exagerada. [...] Uma outra diferença notável entre a perda objetal
que caracteriza o luto e a que caracteriza a melancolia é que,
enquanto no luto é o mundo que se torna pobre e vazio, na
melancolia é o próprio eu.”
Nesse sentido, tanto no luto quanto na melancolia, há uma perda
do objeto, mas, na melancolia, essa perda em relação ao objeto
perdido resulta no processo psíquico inconsciente denominado: