Ingo, de nacionalidade alemã, era casado com Brigitte, de
nacionalidade austríaca. Dessa união, nasceu Júlia, que se
naturalizou mexicana. Ingo tinha um apartamento no Brasil, onde
a família passava férias regularmente e que passou a ser a
residência de Júlia nos três últimos anos, considerando a sua
afinidade com a cultura brasileira.
Com o falecimento de Ingo, Júlia consultou um advogado a
respeito da aplicação, ou não, da lei brasileira, na disciplina da
sucessão do referido apartamento.
À luz da Constituição da República de 1988, o advogado
respondeu corretamente que a sucessão do referido
apartamento