Havia que aprender da vida, Do inimigo, da escuridão, Com seus textos, E ali estava Mao ensinando E ali estava o partido Com sua severidade e sua ternura, E agora rapazes chineses, Dos campos, Musa jovem, Não esqueçamos: Tudo parece simples Como a água. Não é verdade. A luta não é a água, É o sangue.
NERUDA, Pablo. Tudo é tão simples. In: As Uvas e o Vento, Porto Alegre: L&PM, 2004. p. 37.
Esse trecho pertence ao poema “Tudo é tão simples”, em que se alude a um momento da história chinesa contemporânea. Considerando as peculiaridades desse momento histórico e os recursos poéticos utilizados, nota-se que o eu lírico retrata a Revolução