A legislação referente à Educação Física (EF) no Brasil teve
início em 1851, através da Lei nº 630, de 17 de setembro, que
incluiu a ginástica no currículo das escolas primárias do
Município da Corte, que era o Rio de Janeiro. Acerca da EF
escolar brasileira em meados do Século XIX é incorreto afirmar
que
A após a Reforma Educacional Paulino de Souza tornar
obrigatória a ginástica (que até então era optativa) na instrução
pública em geral, conforme já acontecia no exército e nas
escolas de alguns países da Europa, correu na Inspetoria da
Instrução Pública na Corte do Brasil um processo de consulta
sobre a proposta apresentada pelo capitão Ataliba Manoel
Fernandes.
B o capitão Ataliba se propunha a ensinar exercícios de
flexibilidade, equilíbrio, lutas, força, saltos, entre outros.
Portanto, seu método exigia um pórtico no qual se adaptassem
aparelhos e acessórios específicos.
C o capitão Ataliba propôs a inclusão das aulas de ginástica em
escolas do sexo masculino, mas os diretores defendiam que as
meninas não deveriam ser esquecidas, o que foi acatado no
parecer final da Comissão nomeada pelo Inspetor Geral da
Instrução Pública da Corte para analisar a proposta.
D alguns diretores defendiam as aulas de ginástica elementar para
as meninas e a ginástica com aparelhos somente para as mais
habilidosas. A minoria deles não gostava da ideia da construção
de pórticos temendo a aparição de malabaristas e, também, pela
precária disposição de espaço das escolas.
E quanto aos professores para ministrarem as aulas, o capitão
Ataliba pretendia formar pessoal qualificado através das
próprias aulas de ginástica na escola. Os diretores e professores
deveriam fazer as lições junto com os alunos, com direito a
atenção especial visando à sua qualificação.