O hipertireoidismo é raro entre os recém-nascidos, porém é potencialmente fatal.
Ocorre em fetos de mulheres com doença de
Graves atual ou prévia. Sobre esta patologia
em pediatria, analise as alternativas e assinale
a incorreta:
A No feto, o hipertireoidismo é relativamente
comum. Pode-se detectar sinais de
hipertiroidismo [por exemplo, deficit de
crescimento intrauterino, taquicardia fetal (maior
que 160 batimentos/min), bócio] já no 2º trimestre
de gestação.
B Em crianças e adolescentes, os sintomas
da doença de Graves adquirida podem incluir
dificuldades de sono, hiperatividade, labilidade
emocional, diminuição acentuada da
concentração e desempenho escolar, intolerância
ao calor, sudorese, fadiga, perda ponderal, aumento da frequência de evacuações, tremores
e palpitação. Os sinais incluem bócio difuso,
taquicardia e hipertensão.
C Causas menos comuns do
hipertireoidismo em crianças e adolescentes
incluem nódulos tóxicos que funcionam de
maneira autônoma, hipertireoidismo transitório
durante a fase inicial da tireoidite de Hashimoto
seguido de eventual hipotireoidismo
(hashitoxicose) ou efeitos adversos de fármacos
(por exemplo, hipertireoidismo induzido pela
amiodarona).
D Nos lactentes, os sinais e sintomas de
hipertireoidismo incluem irritabilidade, dificuldade
alimentar, hipertensão, taquicardia, exoftalmia,
bócio (Bócio congênito), bossa frontal e
microcefalia. Outros achados precoces incluem
má evolução ponderal, vômitos e diarreia.
E Em crianças e adolescentes, a doença de
Graves é a causa de hipertireoidismo em > 90%
de casos. Há uma maior incidência da doença de
Graves durante a puberdade, com 80% dos
casos ocorrendo após os 11 anos de idade. O
mecanismo primário é o estímulo de anticorpos
anti-receptor de TSH (Hormônio
Tireoestimulante).