Pacientes com retocolite ulcerativa e doença de Crohn de cólon de longa duração (em média 10 anos) possuem um
risco aumentado de displasia e Câncer Colorretal (CCR), sendo fundamental o acompanhamento por colonoscopia.
Acerca do seguimento endoscópico dos pacientes com doença inflamatória intestinal, é INCORRETO afirmar que
A no caso de pacientes com retolite ulcerativa com estenose, se a estenose puder ser ultrapassada com aparelho mais
fino e as biópsias forem negativas para displasia, uma nova colonoscopia pode ser repetida em 3 a 4 meses.
B após 2 exames consecutivamente negativos, as colonoscopias podem ser realizadas em intervalos de 1 a 3 anos, até
completarem 20 anos de doença, quando, então, os intervalos devem ser novamente reduzidos para 1 a 2 anos.
C no caso de uma estenose na doença de Crohn , se não for possível ultrapassá-la, deve-se considerar a dilatação com
balão (em estenoses curtas) ou uma colonografia por tomografia computadorizada para avaliar o cólon proximal.
D pacientes com colite extensa ou de cólon esquerdo devem iniciar a vigilância com 8 a 10 anos do início dos sintomas.
Os pacientes, cuja primeira colonoscopia de vigilância não apresenta displasia, devem repetir o exame em 1 a 2 anos.
E pacientes com colangite esclerosante devem ter sua vigilância iniciada no momento do diagnóstico, e essa deve ser
realizada a cada 2 anos.