Ana, 27 anos, procura a UBS relatando crises de cefaleia há cerca
de 5 anos. Descreve dor latejante, unilateral, com intensidade moderada a grave,
acompanhada de fotofobia e fonofobia. As crises duram de 6 a 12 horas e ocorrem, em
média, 3 vezes ao mês, prejudicando suas atividades diárias. Refere que analgésicos
comuns (dipirona ou paracetamol) nem sempre resolvem. Ela não possui outras
comorbidades e está interessada em reduzir a frequência das crises. Considerando o
manejo da enxaqueca na atenção primária, qual a melhor conduta para controlar as crises
agudas e reduzir a recorrência dos episódios, de acordo com as diretrizes mais recentes?